• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Colunista

Mentiras socialmente aceitas: financiamento sem juros

Não existe financiamento sem juros. Esse é um dos motivos para a cultura do endividamento ganhar do hábito de poupar. Entenda

Por Rafael Paschoarelli

25/03/2021 | 7:19 Atualização: 25/03/2021 | 7:35

Receba esta Coluna no seu e-mail
Lenda de Halloween com chapéu de palha (Foto: Evanto Elements)
Lenda de Halloween com chapéu de palha (Foto: Evanto Elements)

Aprendemos desde criancinha que mentir está errado. Mas, existem algumas inverdades que passaram a ser “socialmente aceitas” de modo que quem a profere não fica, como se dizia antigamente, com o rosto corado.

Leia mais:
  • Por que investir na poupança não vale a pena mesmo se Selic aumentar
  • Juro baixo transforma 200% do CDI em 4,3% ao ano
  • Precisamos desconstruir a aversão a risco dos investimentos mais rentáveis, diz Ulend
  • IGP-M em 18% e Selic a 2%: vale a pena trocar o aluguel por financiamento?
Cotações
18/05/2026 20h54 (delay 15min)
Câmbio
18/05/2026 20h54 (delay 15min)

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Uma dessas “mentirinhas” que a sociedade aprendeu a aceitar com preocupante naturalidade é a oferta de crédito para o consumidor final na modalidade “financiamento sem juros”.

Quem estuda um pouco de finanças/economia sabe que o financiamento ao consumidor com a promessa de “juro zero” é tão real quanto a Mula-sem-Cabeça, Saci-pererê, Curupira, Chupa-Cabra e a temida Cuca.

Publicidade

Enquanto histórias sobre lendas urbanas são divertidas, faltar com a verdade para induzir a utilização do crédito é grave: induz o consumidor ao erro e é uma prática que inibe a saudável competição.

A empresa que embute os juros do financiamento no preço a ser parcelado e depois anuncia aos quatro ventos que o parcelamento é sem juros falta com a verdade. Em português claro: mentira deslavada.

Muitas das pessoas bombardeadas no rádio, TV, Internet etc por ofertas de financiamento de carro, móvel, celular “sem juros” realmente acreditam que o financiamento é sem juros.

O problema assume matizes mais preocupantes quando se verifica que pessoas de baixa renda gastam significativa parcela da renda com juros dos financiamentos “sem juros”.

Publicidade

Elas são condicionadas a constituir patrimônio via endividamento, e não via poupança prévia. Incentiva-se uma perversa espiral de perpetuação da pobreza.

Uma maneira de quebrar esta corrente é falar a verdade e deixar bem claro que o juro está para o financiamento assim como os polos Norte e Sul estão para um imã (sou engenheiro eletricista, e esta foi a melhor analogia que me veio a mente. Tenho certeza que existem melhores!).

Decifrando o truque do financiamento sem juros

O truque é antigo e funciona assim: a loja anuncia uma mercadoria por R$ 100 à vista ou em 10 parcelas mensais de R$ 10 “sem juros”.

Do lado do varejista, gerou-se um recebível de 10 parcelas de R$ 10 cada. Esse recebível provavelmente será vendido para uma instituição financeira que entregará para o varejista a quantia menor, digamos, R$ 95. Neste exemplo, a operação embute uma taxa de juros mensal de 0,94%.

Dado que juro estava dentro do preço, não se poderia prometer financiamento sem juros!

Publicidade

Ora, por que não dar a opção de o consumidor pagar os R$ 95 à vista?

Uma possível resposta talvez esteja no modelo de negócio arraigado no Brasil: varejistas querem ter receitas nas atividades comerciais (venda da mercadoria) e na atividade financeira (receitas financeiras na cobrança de juros).

Esta “mistura” no modelo de negócios é tão grande que chega um ponto que não sabemos mais se é varejista ou financeira, se o maior ganho é com a venda de mercadorias ou com a venda do financiamento.

Muitas vezes a instituição financeira que compra o recebível gerado pelo parcelamento é uma empresa do mesmo grupo econômico do varejista: está tudo em casa!

Prática Anticoncorrencial

Grande parte da sofrida e pouco escolada população consumidora brasileira realmente acha que o financiamento é sem juros, dado que a soma das parcelas é igual ao valor à vista.

Publicidade

O varejista, ao dizer que o preço é R$ 100 à vista ou em 10x de R$ 10 induz o consumidor a escolher o parcelamento forçando-o a adquirir um serviço que ele talvez não queira: o crédito.

Alguém poderia argumentar: “Mas entre financiar sem juros ou pagar à vista, é melhor pagar parcelado.”

Diante desta oferta, o consumidor vai escolher pagar a prazo.

Mas essa oferta “sem juros” obrigou o consumidor a comprar 2 produtos quando na verdade ele só queria um. O consumidor queria a mercadoria e acabou levando o crédito também. Como se chama mesmo forçar o consumidor a comprar algo que ele não deseja?

Publicidade

Pior que isso, ainda usando o exemplo do varejista que vendeu o recebível por R$ 95, por que não dar a chance para o próprio consumidor pagar os R$ 95?

Ou ainda: por que não dar a chance de o consumidor financiar os R$ 95 com outra instituição financeira a uma taxa de juros menor, reduzindo o valor da parcela?

Em outras palavras, a oferta de financiamento “sem juros” prejudica a competição entre as instituições financeiras pois força o consumidor a financiar nos termos e condições de quem vende a mercadoria.

Financiamento “sem juros” de carros

Atualmente, a taxa básica da economia do Brasil é de 2,75% ao ano (a.a.). Já foi mais de 50% a.a. nos idos da década de 1990 e atingiu o vale no patamar de 2% a.a.

Ainda que a taxa de juros básica da economia seja baixa, a taxa para o tomador final é alta e continuará sendo por conta de carga tributária e inadimplência.

Publicidade

Veja abaixo gráfico da evolução da Selic:

A Selic é o balizador do custo do dinheiro. Quando um banco empresta dinheiro, ele o faz com dinheiro captado ao custo de Selic mais um spread.

Isto é, bancos de montadora captam no mercado a Selic+Spread para depois repassar nos financiamentos a uma taxa ainda maior de modo a cobrir o custo do funding, carga tributária, inadimplência e uma pequena margem de lucro.

Logo, como é que um banco de montadora consegue financiar um automóvel sem juros?

A resposta é simples: não consegue.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Conteúdo E-Investidor
  • Financiamento
  • Juros
  • Taxa Selic

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Sem segredo: como a alta renda protege o patrimônio — e o que o investidor pode aprender com isso

  • 2

    O novo comportamento da alta renda: como a concentração de riqueza mudou os gastos dos mais ricos

  • 3

    Stablecoins não são moeda e não deveriam pagar IOF, diz especialista

  • 4

    46 fundos multimercados ignoram crise da categoria e rendem até 388% do CDI

  • 5

    Ibovespa hoje fecha em queda com petróleo a US$ 112 e baixa da Vale (VALE3); dólar cai a R$ 4,99

Publicidade

Quer ler as Colunas de Rafael Paschoarelli em primeira mão? Cadastre-se e receba na sua caixa de entrada

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Cadastre-se e receba Coluna por e-mail

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Inscrição feita com sucesso

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Pé-de-Meia: alunos podem investir em outro título do Tesouro Direto, além do Tesouro Selic? Entenda
Logo E-Investidor
Pé-de-Meia: alunos podem investir em outro título do Tesouro Direto, além do Tesouro Selic? Entenda
Imagem principal sobre o Idosos superendividados: entenda como renegociar dívidas com conta de gás
Logo E-Investidor
Idosos superendividados: entenda como renegociar dívidas com conta de gás
Imagem principal sobre o Idosos devem ter esta idade para receber desconto na conta de água
Logo E-Investidor
Idosos devem ter esta idade para receber desconto na conta de água
Imagem principal sobre o Restituição do Imposto de Renda 2026: esta é a data do último lote do pagamento
Logo E-Investidor
Restituição do Imposto de Renda 2026: esta é a data do último lote do pagamento
Imagem principal sobre o Gás do Povo: como famílias sem internet podem consultar o vale? Veja dicas
Logo E-Investidor
Gás do Povo: como famílias sem internet podem consultar o vale? Veja dicas
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: herdeiros são obrigados a declarar? Entenda a influência do valor da herança
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: herdeiros são obrigados a declarar? Entenda a influência do valor da herança
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: este é o horário limite para enviar a declaração sem atrasos
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: este é o horário limite para enviar a declaração sem atrasos
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: idosos com mais de 70 anos que investem no exterior devem declarar; entenda como funciona
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: idosos com mais de 70 anos que investem no exterior devem declarar; entenda como funciona
Últimas: Colunas
Reação do mercado ao caso Flávio levanta debate sobre trade eleitoral
Erich Decat
Reação do mercado ao caso Flávio levanta debate sobre trade eleitoral

Novas notícias envolvendo Flávio podem gerar reações no mercado, assim como pesquisas tendem a ganhar peso crescente na formação de expectativas eleitorais

18/05/2026 | 14h12 | Por Erich Decat
Humanos livres ou pets de luxo? O erro de Elon Musk
Ana Paula Hornos
Humanos livres ou pets de luxo? O erro de Elon Musk

Se máquinas produzirem tudo, o que restará do trabalho, da autonomia e do sentido de existir humano?

16/05/2026 | 06h30 | Por Ana Paula Hornos
O Brasil que desperta o interesse do mundo dos negócios e da inovação
Carol Paiffer
O Brasil que desperta o interesse do mundo dos negócios e da inovação

Quando investidores internacionais olham para o País, eles enxergam oportunidade financeira, criatividade aplicada aos negócios e inovação cultural

15/05/2026 | 09h30 | Por Carol Paiffer
OPINIÃO: Bets e a economia da dependência: quem lucra com o prejuízo do brasileiro
Fabrizio Gueratto
OPINIÃO: Bets e a economia da dependência: quem lucra com o prejuízo do brasileiro

Como apostas online viraram fonte de receita para governo, empresas e futebol — e o impacto disso no consumo e no endividamento

14/05/2026 | 12h00 | Por Fabrizio Gueratto

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador