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Mercado

Copom mantém Selic a 2%: o que o investidor deve esperar para 2021

Taxa de juros brasileira foi mantida novamente e deve permanecer neste patamar até o final do ano

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Prédio do Banco Central. Foto: André Duzek/ Estadão
  • Copom mantém a Selic em 2% ao ano. A decisão ocorre em linha com expectativa do mercado para taxa no ano
  • Segundo especialistas, a taxa básica de juros do Brasil também deve permanecer baixa em 2021
  • Investidores devem apostar em aplicações de maior risco para ter mais rentabilidade

Em decisão anunciada nesta quarta-feira (28), o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) manteve mais uma vez a Selic em 2% ao ano – essa é a segunda vez que a taxa não sofre alteração, depois de nove cortes seguidos. A decisão de não realizar novas baixas ou aumentar a taxa de juros do Brasil ocorreu em linha com a expectativa do mercado.

Segundo o último Boletim Focus, a perspectiva dos agentes financeiros é de que a Selic mantenha a mínima histórica até o final de 2020. Esta foi a penúltima reunião do Copom no ano e a previsão dos analistas do mercado é que a taxa seja repetida na próxima avaliação, em 9 de dezembro.

Leia também:“A taxa Selic deve continuar em 2% por até três anos”, diz João Beck

Portanto, já é esperado que a taxa vai terminar o ano a 2%, o que vai continuar pressionando os ganhos em renda fixa. Vale lembrar que considerando a inflação projetada para 2020, de 2,99%, algumas aplicações, como a poupança, já ficam com a rentabilidade negativa.

Neste cenário, o que os investidores podem esperar da Selic em 2021 e como podem começar a planejar sua estratégia para o cenário que se desenha?

Selic deve se manter baixa em 2021

Segundo especialistas do mercado consultados pelo E-Investidor, a Selicnão deve subir para altos patamares no ano que vem. Além de a inflação estar controlada, há uma grande capacidade produtiva no País, que está parada e deve ser estimulada, e os juros baixos incentivam esse processo, facilitando o acesso ao crédito mais barato.


Assim, conforme a economia comece a se recuperar, a taxa básica de juros deve acompanhar este crescimento e subir. Porém, como ao que tudo indica a recuperação não será rápida, a Selic também não deve aumentar na mesma velocidade que caiu.

Para Eduardo Levy, diretor de investimentos da Kilima Gestão de Recursos, a taxa de juros deve voltar a subir no País se se confirmar, ao longo do ano que vem, um crescimento da economia acima de 3%. “O BC entrará em movimento de alta gradual e consciente se este dado se comprovar no decorrer de 2021”, diz Levy.

João Guilherme Penteado, CEO da Apollo Investimentos, explica que para haver uma rápida recuperação da economia é necessário aprovar boas reformas administrativas e tributárias. Segundo ele, a vontade política para isso, no entanto, não é alta, o que deve segurar a Selic também em 2021.

“Estamos em um momento fiscal e de crescimento econômico que justificam a necessidade de manter a taxa de juros brasileira baixa”, afirma o CEO da Apollo.

Além disso, Zeina Latif, economista-chefe da XP Investimentos, pontua que, apesar de estar em uma trajetória ascendente, a dívida pública não está descontrolada, o que corrobora com a manutenção da Selic em baixa.

“Imagino que o BC eleve um pouco o tom em relação à preocupação fiscal, mas eu não vejo por que mudar plano de voo agora”, comenta a consultora econômica.

O último boletim Focus aponta para a Selic em 2,75% ao final de 2021. Já inflação esperada para o período é de 3,10%.

Como se planejar no cenário de juros baixos

Uma vez que o cenário de juros baixos permaneça, isso significa que a rentabilidade da renda fixa vai continuar baixa ou até negativa, dependendo do produto. Assim, os especialistas reforçam que, para ter melhores retornos, o planejamento dos investidores deve incluir mais riscos.

Antes de mergulhar na renda variável, porém, é importante traçar um plano que esteja de acordo com o perfil de investimento. Ou seja, não é necessário começar direto pela Bolsa de Valores se a pessoa ainda é iniciante e conservadora.

“A renda fixa e a Taxa Selic não vão dar dinheiro neste ano e nem no próximo. Elas são para a reserva de emergência”, diz Penteado, salientando que o investidor não deve esquecer de deixar um montante disponível para momentos de dificuldade independentemente de aplicação ser rentável ou não.

Para quem se encaixa nesta descrição, os especialistas recomendam que comecem em títulos pré-fixados atrelados à inflação. Já para quem é moderado, a indicação é buscar por fundos multimercados e fundos imobiliários (FIIs).

Dessa forma, as pessoas vão aos pouco migrando para o mercado acionário e conseguindo maiores rentabilidades. “Faz sentido esse movimento para a Bolsa. O brasileiro tem que se habituar com essa realidade”, comenta Penteado.

*Colaborou Jenne Andrade

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