• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Colunista

Fundos mais arriscados perdem tração em 2025 com fuga de recursos e migração para renda fixa

Em meio a juros elevados e aumento da aversão ao risco, investidores abandonam multimercados e ações

Por Marco Saravalle

21/07/2025 | 16:28 Atualização: 21/07/2025 | 17:28

Receba esta Coluna no seu e-mail
Indústria de Fundos enfrenta saídas líquidas e realocação para Renda Fixa em 2025. (Foto: criada com IA do ChatGPT)
Indústria de Fundos enfrenta saídas líquidas e realocação para Renda Fixa em 2025. (Foto: criada com IA do ChatGPT)

A indústria brasileira de fundos de investimento tem atravessado um primeiro semestre desafiador em 2025, caracterizado por resgates expressivos nas categorias mais arriscadas e por um movimento de realocação de recursos em direção aos produtos de renda fixa, beneficiados por um ambiente de juros elevados e maior aversão ao risco.

Leia mais:
  • Petrobras (PETR4): dividendos robustos, previsibilidade e impacto no retorno do investidor
  • O que pode animar ainda mais a Bolsa em dias de incertezas internas e no exterior?
  • O que esperar dos dividendos do Banco do Brasil com o pessimismo do mercado?
Cotações
24/01/2026 17h14 (delay 15min)
Câmbio
24/01/2026 17h14 (delay 15min)

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Levantamento exclusivo realizado pela empresa DataBay, a pedido do E-Investidor, evidencia a forte migração dos investidores dos fundos classificados como Multimercado e Ações, conforme a tipologia da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), para os fundos de Renda Fixa.

De janeiro a junho deste ano, os fundos de ações acumularam uma captação líquida negativa de aproximadamente R$ 37,5 bilhões, enquanto os fundos multimercado apresentaram saídas líquidas da ordem de R$ 68,7 bilhões.

Publicidade

Na contramão, os fundos de renda fixa registraram uma captação líquida positiva praticamente equivalente, também em torno de R$ 68,7 bilhões, refletindo o novo perfil de risco dos investidores.

Os números ilustram com clareza essa tendência. Os fundos de ações apresentaram resgates consistentes ao longo dos seis primeiros meses do ano, com destaque para janeiro, que concentrou saídas superiores a R$ 11 bilhões. Até junho, a classe manteve captação líquida negativa, revelando a crescente aversão ao risco em meio à conjuntura macroeconômica.

Os fundos multimercado seguiram trajetória semelhante, com forte retirada de recursos sobretudo no primeiro trimestre. Em fevereiro, por exemplo, o saldo líquido negativo ultrapassou R$ 23,5 bilhões. Embora a intensidade dos resgates tenha diminuído nos meses subsequentes, a tendência estrutural de saída permanece.

Publicidade

Em sentido oposto, os fundos de renda fixa vêm registrando entradas líquidas positivas em boa parte dos meses do ano, com exceção de abril, quando houve uma reversão pontual e os resgates atingiram R$ 12,6 bilhões. Esse comportamento sugere uma busca dos investidores por previsibilidade, segurança e retorno nominal compatível com o atual patamar da taxa básica de juros (Selic), que favorece aplicações atreladas ao Certificados de Depósito Interbancário (CDI).

Apesar da resiliência da renda fixa, o saldo agregado da indústria foi negativo no semestre. Ou seja, além da realocação entre categorias, observa-se também uma retirada líquida de recursos da indústria como um todo, indicando que parte significativa dos investidores estão optando por resgatar seus investimentos em fundos de investimento.

Para compreender o destino desses recursos, é importante analisar o comportamento dos diferentes perfis de investidores no mercado acionário. Dados da B3 mostram que os investidores institucionais mantiveram saldo líquido negativo na Bolsa em todos os meses do primeiro semestre de 2025, o que corrobora os dados da indústria de fundos. Em contraste, investidores estrangeiros e pessoas físicas demonstraram maior apetite por risco.

Desde janeiro, os estrangeiros registraram entradas líquidas expressivas em diversos momentos, aproveitando a desvalorização do real e identificando oportunidades em ativos brasileiros. Em julho, por exemplo, apesar de um ambiente doméstico mais adverso, os investidores estrangeiros continuaram a ampliar suas posições, mantendo saldo líquido positivo no acumulado do ano.

Publicidade

Entretanto, o cenário tornou-se mais desafiador nas últimas semanas com o agravamento da guerra comercial entre Brasil e Estados Unidos. A imposição de tarifas de até 50% sobre produtos brasileiros pelo governo norte-americano adicionou um novo vetor de risco ao ambiente já pressionado, impactando diretamente as perspectivas para os ativos domésticos.

Em um contexto em que as tarifas sejam mantidas e implementadas de forma plena, o impacto sobre a atividade econômica doméstica e a renda disponível será significativo, considerando que os Estados Unidos são um dos principais parceiros comerciais do Brasil.

Esperaríamos um desaquecimento da economia que, embora possa contribuir para a queda da inflação e abrir espaço para cortes na taxa de juros, também tende a afetar negativamente os lucros das empresas e, por consequência, os preços das ações. Essa dualidade gera uma tensão entre dois vetores importantes para a indústria de fundos: de um lado, a queda dos juros pode estimular o interesse por ativos de risco e reduzir a atratividade dos fundos de renda fixa pós-fixados; de outro, a deterioração da atividade econômica pressiona os resultados das empresas, o que pode levar a uma piora nos valuations das ações, mesmo com juros mais baixos.

Publicidade

Diante dessa conjuntura de reprecificação de ativos, incertezas macroeconômicas e mudança no perfil de risco dos investidores, o segundo semestre de 2025 tende a ser um período de transição para a indústria de fundos. A possibilidade de um novo ciclo de corte de juros em 2026, aliada a um eventual arrefecimento das tensões comerciais, poderá reverter parte das saídas e reacender o apetite por risco.

Para o investidor, o momento exige atenção redobrada à composição do portfólio, com foco em diversificação e análise da relação risco-retorno em cada classe de ativo. Fundos multimercado com estratégias flexíveis e boa gestão de risco podem se destacar nesse novo ambiente, assim como fundos de ações mais seletivos e com viés defensivo. Em um mercado cada vez mais dinâmico, a leitura da captação líquida funciona como termômetro do sentimento dos investidores e, em 2025, o sinal de alerta continua aceso.

*Colaborou Guilherme Carter

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Fundos de investimento
  • Indústria
  • Renda fixa

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Bancos e corretoras travam disputa por R$ 41 bi do FGC: veja as ofertas agressivas para clientes ressarcidos por CDBs do Master

  • 2

    FGC do Banco Master desencadeia corrida bilionária entre XP e BTG por realocação de CDBs

  • 3

    O risco de investir em CDBs após Master e Will Bank: o que a taxa de retorno esconde sobre liquidez e emissor do ativo

  • 4

    Como investir em CDBs com segurança após casos Master e Will Bank: liquidez, Basileia, rating e sinais de alerta

  • 5

    Ibovespa hoje bate recorde de fechamento pelo 3º dia seguido e encerra acima de 175 mil pontos

Publicidade

Quer ler as Colunas de Marco Saravalle em primeira mão? Cadastre-se e receba na sua caixa de entrada

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Cadastre-se e receba Coluna por e-mail

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Inscrição feita com sucesso

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Por que o Bolsa Família exige a frequência escolar de crianças?
Logo E-Investidor
Por que o Bolsa Família exige a frequência escolar de crianças?
Imagem principal sobre o Como o valor do IPTU em São Paulo é calculado?
Logo E-Investidor
Como o valor do IPTU em São Paulo é calculado?
Imagem principal sobre o Foi demitido em 2026? Entenda como fica o saque-aniversário do FGTS
Logo E-Investidor
Foi demitido em 2026? Entenda como fica o saque-aniversário do FGTS
Imagem principal sobre o Gás do Povo: o que é e como consultar a migração para a modalidade gratuita
Logo E-Investidor
Gás do Povo: o que é e como consultar a migração para a modalidade gratuita
Imagem principal sobre o Bolsa Família: qual final do NIS recebe hoje (23)?
Logo E-Investidor
Bolsa Família: qual final do NIS recebe hoje (23)?
Imagem principal sobre o 5 situações em que o saldo retido do FGTS pode ser liberado
Logo E-Investidor
5 situações em que o saldo retido do FGTS pode ser liberado
Imagem principal sobre o 4 formas para solicitar a aposentadoria para servidores públicos
Logo E-Investidor
4 formas para solicitar a aposentadoria para servidores públicos
Imagem principal sobre o Como fica a aposentadoria para professores que são servidores públicos federais em 2026?
Logo E-Investidor
Como fica a aposentadoria para professores que são servidores públicos federais em 2026?
Últimas: Colunas
Por que estamos cada vez mais vulneráveis ao golpe do amor
Ana Paula Hornos
Por que estamos cada vez mais vulneráveis ao golpe do amor

Talvez a pergunta mais honesta hoje não seja como identificar um golpista, mas porque estamos mais vulneráveis a ele

24/01/2026 | 07h14 | Por Ana Paula Hornos
Quando educação encontra cultura, o aprendizado ganha vida
Carol Paiffer
Quando educação encontra cultura, o aprendizado ganha vida

Empresas podem contribuir no processo de transformação pessoal e tornar o conhecimento parte da vida

23/01/2026 | 14h19 | Por Carol Paiffer
Guardem dinheiro: em breve, o brasileiro vai precisar se aposentar com 75 anos
Fabrizio Gueratto
Guardem dinheiro: em breve, o brasileiro vai precisar se aposentar com 75 anos

Previdência Social já consome mais de 12,3% do PIB e deve ultrapassar a barreira de R$ 1 trilhão anuais

22/01/2026 | 15h23 | Por Fabrizio Gueratto
Empresas da B3 voltam a valer R$ 5 trilhões e reacendem o debate sobre um novo ciclo no mercado brasileiro
Einar Rivero
Empresas da B3 voltam a valer R$ 5 trilhões e reacendem o debate sobre um novo ciclo no mercado brasileiro

Alta histórica do Ibovespa reflete reprecificação de ativos, fluxo estrangeiro e uma mudança gradual na percepção de risco sobre o Brasil

22/01/2026 | 11h00 | Por Einar Rivero

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador