A presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) de Cleveland, Beth Hammack, afirmou nesta quinta-feira que as recentes oscilações nas taxas dos mercados monetários não representam um risco à estabilidade financeira. Segundo ela, houve “alguma pressão nas taxas do mercado monetário”, mas o sistema segue bem abastecido de liquidez. “Níveis amplos de reservas permitem oscilações temporárias nas taxas”, afirmou.
Hammack destacou que o Fed espera que as instituições utilizem os instrumentos disponíveis para evitar distorções nesses mercados. “Esperamos que as firmas usem a linha permanente de recompra, se fizer sentido”, disse. Ela reforçou que o objetivo do banco central é justamente incentivar o uso do mecanismo quando necessário. “Queremos que os dealers aproveitem a linha permanente de recompra”, afirmou.
As vendas do varejo ampliado, que inclui as atividades de material de construção, de veículos e de atacado alimentício, subiram 0,2% em setembro ante agosto, na série com ajuste sazonal, resultado acima da mediana das projeções colhidas pelo Projeções Broadcast, de avanço de 0,1%, com intervalo entre queda de 1% e alta de 0,9%.
O mercado acompanhou ainda a pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira (13). O levantamento indica que, embora a distância entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e seus principais adversários tenha diminuído, o presidente segue numericamente à frente em todos os cenários de segundo turno testados para 2026. Mesmo assim, ele volta a empatar tecnicamente com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), por 42% a 39%, ante 46% a 36% em outubro, movimento que reflete o estreitamento observado também nas disputas contra outros potenciais concorrentes.
A pesquisa foi feito entre 6 e 9 de novembro, em entrevistas presenciais com brasileiros de 16 anos ou mais. No total, foram ouvidas 2.004 pessoas. A margem de erro estimada é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos, dentro de um nível de confiança de 95%. Além do cenário com Bolsonaro, que está inelegível e cumpre prisão domiciliar,
Lula também aparece cinco pontos porcentuais à frente nos confrontos diretos com o ex-ministro e ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PSDB), com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e com o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD). Nesse sentido, o presidente mantém vantagem numérica, embora menor: 38% (41% em outubro) a 33% (eram 32%) contra Ciro, 41% (antes 45%) a 36% (33%) diante de Tarcísio e 40% (44% anteriormente) a 35% (31%) frente a Ratinho Jr.
Com informações do Broadcast