O banco atualizou suas estimativas para as empresas de educação após os resultados do terceiro trimestre e ajustou as preferências para 2026, elevando a recomendação de Ânima para overweight (equivalente à compra) e tornando a companhia a sua principal escolha do setor.
O JPMorgan também passou a recomendar compra para Cogna, diante de uma perspectiva de crescimento forte para 2026 e valuations baixos. Por outro lado, Yduqs foi rebaixada para neutro, devido ao valuation relativamente elevado.
“Após muitos períodos com foco na geração de fluxo de caixa livre (FCF), acreditamos que as empresas já provaram sua capacidade de converter lucro em caixa. Assim, voltamos a dar mais peso ao lucro, por considerá-lo uma métrica melhor e menos volátil do que o FCF”, explica o banco.
Confira a seguir as expectativas do JPMorgan para as empresas de educação listadas na Bolsa brasileira:
Ânima (ANIM3)
O banco avalia que a Ânima será a empresa mais beneficiada pela queda de juros esperada para este ano: cada variação de 1 ponto percentual na curva de fim de 2026 aumenta o lucro em 8 pontos percentuais, número acima do que o dos demais pares. Economistas do banco projetam a Selic em 11,5% ao final do ano, o que levaria a um lucro ajustado estimado para 2026 de R$ 322 milhões, 48% acima do consenso da Bloomberg. O preço para ANIM3 é de R$ 9 para 2026.
Cogna (COGN3)
Para a Cogna, que também teve a sua recomendação ampliada, o JPMorgan vê uma perspectiva de crescimento de receita maior para 2026, de 12%, acima dos 5% a 8% dos pares, impulsionada pelo avanço mais rápido do segmento de ensino superior (Kroton), além da contribuição do K12 (educação primária e secundária), que se expande em ritmo mais acelerado. O banco estabeleceu um preço-alvo de R$ 6,50 para COGN3.
Yduqs (YDUQ3)
Ao mudar o foco de FCF para a análise de lucros, o JPMorgan ficou menos otimista com a Yduqs em relação a outros players, pois observa alta probabilidade de a companhia não atingir sua meta de lucro por ação de R$ 1,70 a R$ 2 para 2025 e apresentar expansão limitada em 2026, resultando em valuation elevado frente aos concorrentes. “Reduzimos levemente nosso preço-alvo para dezembro de 2026 para R$ 21, ante R$ 22 anteriormente, devido a estimativas menores”, destaca.
Ser Educacional (SEER3)
O JPMorgan manteve recomendação de compra para Ser Educacional. O banco acredita que a empresa deve continuar ampliando suas vagas de medicina, tendo garantido 480 nos últimos dois anos. O preço-alvo para a ação foi ampliado de R$ 18 para R$ 19,5. Há, no entanto, uma ressalva: a ação é pouco líquida e mais adequada para fundos de Small Caps (empresas de baixa capitalização).