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EUA elevam projeção do Brent para 2026, mas veem recuo dos preços em 2027

Departamento de Energia cita oferta abundante e estoques elevados como limite para recuperação mais forte do petróleo

Por Pedro Lima

13/01/2026 | 15:45 Atualização: 13/01/2026 | 15:45

Departamento de Energia dos EUA eleva projeção do Brent para US$ 56 em 2026, mas estima recuo para US$ 54 em 2027 com oferta global abundante. (Imagem: Adobe Stock)
Departamento de Energia dos EUA eleva projeção do Brent para US$ 56 em 2026, mas estima recuo para US$ 54 em 2027 com oferta global abundante. (Imagem: Adobe Stock)

O Departamento de Energia dos Estados Unidos (DoE, na sigla em inglês) elevou sua projeção para o preço médio do petróleo Brent em 2026 de US$ 55 para US$ 56 o barril e passou a estimar valor médio de US$ 54 em 2027, segundo relatório Short-Term Energy Outlook (Steo) divulgado nesta terça-feira.

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O documento aponta que, apesar do ajuste para cima em 2026, o mercado global de petróleo deve permanecer marcado por oferta abundante e crescimento moderado da demanda nos próximos anos.

De acordo com o relatório do DoE, a revisão reflete expectativa de consumo um pouco mais firme no curto prazo, ao mesmo tempo em que a produção global segue elevada. O órgão afirma que “os estoques globais continuam em trajetória de alta”, o que tende a “limitar movimentos mais expressivos de recuperação dos preços” ao longo do horizonte projetado.

Para 2027, o DoE projeta leve recuo no preço médio do Brent, para US$ 54 o barril, indicando que o cenário de oferta confortável deve persistir. O relatório ressalta que a produção fora da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) segue crescendo e que esse avanço “supera o ritmo de expansão da demanda global”.

O documento também destaca que decisões da Opep+, níveis de estoques comerciais e fatores geopolíticos continuam sendo fontes relevantes de incerteza. Ainda assim, o DoE avalia que o mercado deve permanecer “relativamente bem abastecido”, mantendo os preços do Brent em níveis inferiores aos observados nos últimos anos.

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