• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Investimentos

CDBs do Will Bank já preocupavam mercado antes de BC decretar a liquidação; entenda o caso

Fintech, que pertence ao banco de Daniel Vorcaro, teve sua liquidação extrajudicial decretada pela autarquia nesta quarta-feira (21)

Retrato de busto sob fundo azul escuro.
Por Luíza Lanza
Editado por Wladimir D'Andrade

21/01/2026 | 5:30 Atualização: 21/01/2026 | 9:37

Fintech Will Bank foi comprada pelo Master em 2024, mas não foi incluída na liquidação extrajudicial do banco. (Imagem: Timon em Adobe Stock)
Fintech Will Bank foi comprada pelo Master em 2024, mas não foi incluída na liquidação extrajudicial do banco. (Imagem: Timon em Adobe Stock)

Poucos dias depois de o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) ter começado a pagar as garantias a investidores que tinham Certificados de Depósito Bancário (CDBs) do Banco Master, o Banco Central (BC) decretou, nesta quarta-feira (21), a liquidação extrajudicial do Will Bank, fintech que pertence ao grupo e que não havia sido incluída na liquidação do Master em novembro de 2025.

Leia mais:
  • Caso Master expõe riscos de CDBs, coloca FGC sob pressão inédita e dá lição a investidor
  • CVM investiga ligação entre Banco Master, Nelson Tanure e controlador da Ambipar
  • O que acontece com a garantia do FGC se a liquidação do Master for revertida
Newsletter

Não perca as nossas newsletters!

Selecione a(s) news(s) que deseja receber:

Estou de acordo com a Política de Privacidade do Estadão, com a Política de Privacidade da Ágora e com os Termos de Uso.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

O Will Bank estava em vias de ser vendido, mas a negociação ainda não tinha avançado. Agora, as preocupações recaem sobre como ficam os clientes da fintech, que tem cerca de R$ 7,5 bilhões em depósitos que devem entrar na conta do FGC com a liquidação.

Por que o Will Bank entrou no radar após o caso Master

O BC optou pela liquidação do Will Bank após a Mastercard, bandeira dos cartões da fintech, parar de aceitar compras feitas pelos cartões da instituição na terça-feira (20).

O tema vinha tirando o sono do mercado financeiro em geral, inclusive assessores de investimentos. Horas antes da decisão do BC desta quarta-feira, o E-Investidor havia publicado uma reportagem (esta, que foi atualizada após os novos acontecimentos) mostrando que investidores estavam sendo orientados por profissionais, nas últimas semanas, a resgatar os aportes em ativos emitidos pela fintech. O objetivo era entender se fazia sentido arcar com o deságio do resgate antecipado, que era alto para títulos de vencimento mais longo, ou manter as aplicações e confiar na cobertura de até R$ 250 mil do FGC. Agora, com a liquidação do Will, o investidor só tem a opção de aguardar o ressarcimento do segurador.

Publicidade

Invista em oportunidades que combinam com seus objetivos. Faça seu cadastro na Ágora Investimentos

Um deles é Ewerton Vieira, que tinha uma aplicação em CDBs do Will Bank, um investimento inicial de R$ 80 mil que fez pensando em sua aposentadoria. Há poucas semanas, recebeu um contato de seu assessor de investimentos na corretora em que investe sugerindo que resgatasse os valores antes do vencimento. O profissional disse que a fintech vinha perdendo credibilidade no mercado e tinha o risco de ser liquidada, como aconteceu com o Master. Por isso, a recomendação era resgatar os valores e evitar a “fila do FGC”.

  • Onde investir o ressarcimento do FGC dos CDBs do Banco Master: opções seguras e rentáveis

A aplicação de Vieira tem vencimento em fevereiro de 2026. Por causa da proximidade do prazo, o deságio – o desconto que teria por optar pelo resgate antecipado – seria de apenas 2,55%, calculou o assessor. A aplicação, hoje em R$ 98,8 mil, passaria para R$ 96,3 mil em valores nominais, sem o desconto do Imposto de Renda (IR).

É um impacto menor do que o investidor teria se o Will fosse liquidado, o que se confirmou hoje, e o dinheiro ficasse “parado”, esperando o ressarcimento pelo FGC, por dois meses, como aconteceu no caso do Master. Mas sem a dor de cabeça. O investidor optou, então, por não seguir a recomendação de seu assessor. Como os valores vencem em menos de um mês e estão dentro do limite de R$ 250 mil por CPF garantidos pelo FGC, ele preferiu manter a aplicação.

Mas o episódio ilustra como a liquidação do Master e a espera de dois meses para ressarcimento pelo FGC criou um receio no mercado e entre investidores, que se espalha agora para outras instituições, como o Will Bank, que estão de alguma forma ligados ao problema.

  • CDBs do Banco Master: o que fazer se o ressarcimento do FGC não cair em 48 horas

As negociações para a venda do Will Bank

O Will Bank nasceu em 2020 como uma evolução do emissor de cartões de crédito pag! para oferecer serviços bancários e investimentos a um público desbancarizado, com foco na região Nordeste do País. O negócio foi crescendo aos poucos, com ações de publicidade e parcerias estratégicas, como a Mastercard, bandeira dos cartões da instituição. Naquele primeiro ano de lançamento, o lucro líquido cresceu 338%, com novos 400 mil clientes, superando a marca de 1,6 milhão total.

Graças a esses resultados, em 2021, ganhou o impulso de um investimento de R$ 250 milhões do fundo de private equity – investimento em empresas não listadas em bolsa – da XP Investimentos e da Atmos Capital. Ambas instituições passaram a ter uma participação minoritária na fintech, parte que posteriormente, em 2024, foi comprada pelo banqueiro Daniel Vorcaro em uma operação estruturada junto com a Reag. Naquele momento, o Will precisava de mais capital graças a problemas operacionais que começavam a aparecer.

  • Ascensão e queda da Reag: de gestora bem-sucedida à acusação de envolvimento com o crime organizado

O Master ficou com a carteira de crédito e a financeira; a Reag, com a instituição de pagamento, que posteriormente foi nomeada de Reag Pagamentos. À época da negociação, o Will tinha um passivo descoberto de quase R$ 70,9 milhões e buscava se enquadrar nos requisitos mínimos regulatórios exigidos pelo Banco Central.

Publicidade

Os problemas continuaram nos últimos anos. As auditorias independentes contratadas para auditar os balanços financeiros, a Deloitte e a KPMG, fizeram ressalvas em relação aos números em 2023 e em 2024.

Interessados na compra do Will Bank

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, em frente à logo da empresa (Foto: divulgação)
Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, em frente à logo da empresa (Foto: divulgação)

Ainda assim, antes mesmo da liquidação extrajudicial do Master, o Will era tratado como um ativo que poderia atrair compradores no mercado. Para isso, em outubro do ano passado, Vorcaro contratou o escritório Laplace para assessorar a venda de ativos de seu conglomerado; sobretudo a fintech.

E haviam interessados, como o Mubadala Capital. Trata-se do braço de gestão de ativos alternativos do Mubadala Investment Company, o fundo soberano de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, que começou a investir no Brasil em 2012, com foco principal na compra de empresas em dificuldades que, se superadas, teriam elevado potencial de crescimento.

  • Leia mais: “Base Exchange vai cobrar tarifas mais justas”, diz CEO sobre nova bolsa concorrente da B3

O Will não entrou na massa liquidada do Master, em novembro último, porque estava registrado sob a licença do banco Master Múltiplo. Para esse braço dos negócios de Vorcaro, o BC optou pelo regime de administração especial temporária (Raet). Nele, a instituição passa a operar sob um conselho diretor indicado pela autarquia, mas mantém as operações ativas enquanto passa pela reestruturação.

Na prática, significa uma saída para ganhar tempo até encontrar uma solução de mercado para a fintech, que passa, principalmente, por avançar no acordo de venda.

O E-Investidor conversou com fontes a par do assunto que explicaram que as negociações com o Mubadala e a Mastercard ainda estavam em jogo, mas eram complexas justamente por envolver muitas partes. Havia um entendimento de que era melhor para todos os envolvidos que o Will seja vendido e não liquidado. O fundo soberano, que enxerga potencial no ativo; a Mastercard, credora da fintech que não tomaria o calote; e até o FGC, que evitaria ter de arcar com um novo ressarcimento de investidores.

  • Marília Fontes: “Se quebrar outro banco, fica difícil do FGC honrar com as garantias”

Procurados, o Mubadala e o Laplace não quiseram comentar. O FGC e a Mastercard não retornaram.

O que acontece com o investidor

Antes da liquidação acontecer, especialistas indicavam que, a depender do deságio, fazia mais sentido manter os CDBs do Will na carteira do que fazer o resgate antecipado. Isso porque, em muitos casos, a penalidade era alta. Um título com vencimento em 2027, por exemplo, cobrava cerca de 30% do investidor que quisesse vender as posições; um desconto muito maior do que ele teria se, no caso de uma intervenção do BC, o dinheiro ficasse “parado” por alguns meses até ser ressarcido pelo FGC.

Publicidade

Agora, não há mais opções. O investidor de Will Bank vai passar por todo o processo que os investidores de CDBs do Banco Master acabaram de superar: fazer o cadastro no aplicativo do FGC, aguardar a lista de credores ficar pronta e só então, o início dos pagamentos. O segurador prevê a garantia de até R$ 250 mil, incluindo rendimentos, por CPF.

Para Marília Fontes, sócia da Nord e especialista em renda fixa, o caso tem um paralelo com um seguro de carro: não adianta contratar depois que o acidente já aconteceu. Agora, é melhor aguardar o FGC e usar o episódio do Master e do Will Bank de lição para futuros investimentos.

  • CDB do Master: quem errou de verdade nessa história, assessores, XP e BTG ou o próprio investidor?

Uma discussão para amadurecer o mercado como um todo. “As recomendações conflitadas, o investidor que quer retorno demais e as próprias regras do FGC, que garantem a rentabilidade e geram um incentivo perverso. Mas todo esse estresse que o investidor teve é a maior educação que ele poderia receber”, diz Fontes.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • banco master
  • Certificado de Depósito Bancário (CDB)
  • Conteúdo E-Investidor
  • Fintech
  • Fundo Garantidor de Créditos (FGC)
Cotações
24/05/2026 6h30 (delay 15min)
Câmbio
24/05/2026 6h30 (delay 15min)

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Os novos hábitos da alta renda para economizar no dia a dia sem abrir mão de viagens e hotéis de luxo

  • 2

    Recuperação judicial da Estrela afeta 26 FIDCs; fundos concentram 70% da dívida

  • 3

    BOVA11 supera R$ 1 bi por dia e vira um dos ativos mais negociados da Bolsa em 2026

  • 4

    IR 2026: Receita abre consulta ao maior lote de restituição da história; veja quem entra

  • 5

    Ibovespa hoje cai com impasse nas negociações entre EUA e Irã; dólar sobe

Publicidade

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Minha Casa, Minha Vida: idosos têm prioridade no atendimento para participar do programa?
Logo E-Investidor
Minha Casa, Minha Vida: idosos têm prioridade no atendimento para participar do programa?
Imagem principal sobre o Dívidas de pessoas falecidas: os herdeiros devem pagar as contas? Entenda
Logo E-Investidor
Dívidas de pessoas falecidas: os herdeiros devem pagar as contas? Entenda
Imagem principal sobre o Minha Casa, Minha Vida: famílias com estas rendas podem financiar casas de até R$ 275 mil
Logo E-Investidor
Minha Casa, Minha Vida: famílias com estas rendas podem financiar casas de até R$ 275 mil
Imagem principal sobre o Minha Casa, Minha Vida: famílias podem comprar casas de até R$ 400 mil, desde que respeitem esta faixa de renda
Logo E-Investidor
Minha Casa, Minha Vida: famílias podem comprar casas de até R$ 400 mil, desde que respeitem esta faixa de renda
Imagem principal sobre o Minha Casa, Minha Vida: casas para famílias com idosos devem ser adaptadas?
Logo E-Investidor
Minha Casa, Minha Vida: casas para famílias com idosos devem ser adaptadas?
Imagem principal sobre o Projeto busca endurecer multas para motoristas que dirigirem alcoolizados; entenda como funciona
Logo E-Investidor
Projeto busca endurecer multas para motoristas que dirigirem alcoolizados; entenda como funciona
Imagem principal sobre o FGTS: aposentados por invalidez podem sacar o dinheiro em todas as contas com saldo?
Logo E-Investidor
FGTS: aposentados por invalidez podem sacar o dinheiro em todas as contas com saldo?
Imagem principal sobre o 13º salário do INSS antecipado: 6 segurados que devem receber o benefício em 2026
Logo E-Investidor
13º salário do INSS antecipado: 6 segurados que devem receber o benefício em 2026
Últimas: Investimentos
FIIs ainda têm espaço para subir, mas juros altos freiam ganhos; veja quais podem dar mais retorno
Investimentos
FIIs ainda têm espaço para subir, mas juros altos freiam ganhos; veja quais podem dar mais retorno

Levantamento da Quantum Finance mostra que fundos imobiliários ainda são negociados abaixo do valor ideal, com potencial de alta de até 32%; entenda se o momento está para logística, shopping ou outros segmentos

22/05/2026 | 14h44 | Por Daniel Rocha
BOVA11 supera R$ 1 bi por dia e vira um dos ativos mais negociados da Bolsa em 2026
Investimentos
BOVA11 supera R$ 1 bi por dia e vira um dos ativos mais negociados da Bolsa em 2026

ETF que replica o Ibovespa concentra quase metade das negociações da indústria de ETFs, dobra patrimônio em um ano e ganha espaço em estratégias de investidores institucionais e estrangeiros

22/05/2026 | 05h30 | Por Isabela Ortiz
Recuperação judicial da Estrela afeta 26 FIDCs; fundos concentram 70% da dívida
Investimentos
Recuperação judicial da Estrela afeta 26 FIDCs; fundos concentram 70% da dívida

É a recuperação judicial recente que mais concentra Fundos de Direitos Creditórios, que cresceram fortemente nos últimos anos

21/05/2026 | 16h25 | Por Marília Almeida
Nvidia mostra que surfa sozinha a onda da IA; veja se ainda faz sentido investir na ação
Investimentos
Nvidia mostra que surfa sozinha a onda da IA; veja se ainda faz sentido investir na ação

Balanço acima das expectativas reforça liderança na era da inteligência artificial; analistas veem crescimento forte, mas alertam para riscos e volatilidade

21/05/2026 | 11h10 | Por Isabela Ortiz

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador