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Salário mínimo sobe, produtividade não. A conta, como sempre, chega depois

Reajuste eleva o piso para R$ 1.621, mas expõe o descompasso entre aumento por decreto e custo crescente para empresas e Estado

Por Fabrizio Gueratto

29/01/2026 | 16:00 Atualização: 30/01/2026 | 7:25

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O salário mínimo sobe para R$ 1.621 em 2026 com ganho real, mas a produtividade segue estagnada. Entenda os impactos sobre emprego, informalidade, preços e contas públicas. (Imagem: Adobe Stock)
O salário mínimo sobe para R$ 1.621 em 2026 com ganho real, mas a produtividade segue estagnada. Entenda os impactos sobre emprego, informalidade, preços e contas públicas. (Imagem: Adobe Stock)

O reajuste de 6,79% do salário mínimo em 2026 foi apresentado como uma vitória social. O piso passou de R$ 1.518 para R$ 1.621, aumento nominal de R$ 103. O discurso oficial celebra ganho real, proteção ao trabalhador e estímulo ao consumo. A economia, porém, segue o velho hábito brasileiro, aplaude-se o resultado e ignora-se o processo. O salário sobe por decreto. A produtividade, não.

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O aumento não veio de um surto de eficiência nacional. Ele segue a regra em vigor, correção pela inflação do INPC somada a um bônus vinculado ao crescimento do PIB. Ou seja, o país cresce um pouco, o mínimo sobe um pouco. O detalhe incômodo é que o crescimento do PIB não tem se traduzido em salto de produtividade. O Brasil continua produzindo praticamente o mesmo por trabalhador, ano após ano. Dados de institutos que acompanham produtividade mostram variações mínimas e até retrações recentes. Nada que explique, do ponto de vista econômico, um país mais rico por hora trabalhada.

O PIB, é verdade, segue positivo. O IBGE registrou crescimento sustentado pelo setor de serviços e pelo consumo das famílias ao longo de 2025. O país não está parado. Mas crescer não significa produzir melhor. Crescer puxado por consumo, crédito caro e serviços de baixa intensidade tecnológica não transforma produtividade estrutural. Em outras palavras, a economia anda, mas não acelera.

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O resultado é um velho conhecido. O custo do trabalho formal sobe sem que a produção por trabalhador acompanhe. Pequenas e médias empresas, responsáveis pela maior parte dos empregos formais, absorvem a diferença como podem. Algumas repassam preços. Outras adiam investimentos. Outras contratam menos. Não por maldade empresarial, mas por aritmética simples.

O discurso de que o aumento “coloca dinheiro na economia” também não é falso. Apenas incompleto. Coloca dinheiro no curto prazo, mas aumenta o custo no médio. É como comemorar a compra parcelada sem olhar a fatura do mês seguinte. A conta sempre chega, apenas não no mesmo discurso.

Fora dos palanques, o mercado de trabalho segue convivendo com um contingente estrutural de quase 40 milhões de trabalhadores informais. Tornar o emprego formal mais caro em um país de produtividade estagnada não elimina informalidade, apenas a torna mais atraente. A formalização exige produtividade. Sem ela, o custo pesa.

E há ainda o efeito silencioso sobre o Estado. O salário mínimo indexa aposentadorias, pensões e benefícios assistenciais. Cada R$ 1 de aumento eleva a despesa previdenciária em R$ 420 milhões. Com o aumento de R$ 103, o impacto adicional estimado é de R$ 43 bilhões ao ano. Parece pouco no anúncio, mas atravessa a Previdência, o assistencialismo e toda a máquina pública, multiplicando o efeito.

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Nada disso significa que o salário mínimo não deva subir. O problema é tratá-lo como solução social isolada em um país que evita discutir eficiência, tecnologia, qualificação e ambiente de negócios. Países que sustentam aumentos reais de renda primeiro elevam produtividade. Aqui, eleva-se o número e espera-se que o resto acompanhe.

Até acompanha, às vezes. Preços sobem. Margens comprimem. O investimento recua. A informalidade persiste. A economia se ajusta. Não por vontade política, mas por necessidade matemática.

No fim, o ciclo é conhecido. Comemora-se o reajuste. Meses depois, procura-se entender por que o emprego desacelerou, o crédito encareceu e o custo de vida apertou. O problema não é o salário subir. É subir sozinho, enquanto a produtividade segue estacionada, observando, como sempre, da arquibancada.

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