A desvalorização inicial no mercado futuro pode indicar um novo pregão em queda para o principal índice da B3, seguindo o ritmo visto no pré-mercado de Nova York. Lá fora, o pacote de financiamento do governo Trump foi aprovado pelo Senado, mas ainda depende do aval da Câmara dos Representantes. O presidente da Casa, Mike Johnson, disse que levará alguns dias até que o pacote seja votado, o que pode estender por, pelo menos, uma semana a paralisação.
O Índice Bovespa também deve sofrer pressão da queda das commodities hoje, com o petróleo caindo quase 5% e o minério de ferro fechando em queda de 1,26%, na China.
Na esteira da cautela internacional, os contratos futuros do ouro ensaiavam recuperação das mínimas vistas mais cedo, enquanto a prata saltava mais de 6%, com ponderações sobre o futuro do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), após a indicação do novo presidente da instituição, Kevin Warsh.
A alta do dólar hoje no exterior, somada à queda das commodities, pode provocar ajustes no câmbio, após o dólar cair 4,4% frente ao real em janeiro. Após a abertura, a moeda americana beirava estabilidade, com leve alta de 0,03%, a R$ 5,26 na venda.
Ibovespa futuro: os destaques do mercado de ações nesta segunda-feira (2)
Focus reduz projeção para IPCA e mantém juros inalterados
O boletim Focus do Banco Central (BC) atualizou, nesta segunda-feira (2), as previsões para os principais indicadores econômicos, incluindo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e taxa Selic. A agenda da semana traz a ata do Copom.
A mediana do relatório Focus para o IPCA de 2026 caiu de 4,00% para 3,99%. A taxa está 0,51 ponto porcentual abaixo do teto da meta, de 4,50%.
A mediana do relatório Focus para a Selic no fim de 2026 permaneceu em 12,25%, pela sexta semana consecutiva. Considerando só as 48 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana caiu de 12,25% para 12,00%. Para acompanhar todas as projeções, acesse esta matéria.
O que mais repercute no Ibovespa hoje
Após alta de 12,6% em janeiro, o Índice Bovespa teve o melhor mês desde novembro de 2020, com forte entrada de capital estrangeiro, o que eleva, no curto prazo, a chance de realização de lucros em meio à cautela externa, embora o rali possa não ter terminado.
Empresas brasileiras captaram US$ 4,7 bilhões em bonds (títulos de renda fixa no exterior) no mês (+39% em um ano), e há expectativa de novas emissões em fevereiro e possível operação do Tesouro no primeiro trimestre.
Com a retomada do Congresso e do Judiciário, pautas legislativas e incertezas eleitorais entram no radar. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sugeriu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a indicação de Guilherme Mello, secretário de Política Econômica, para a diretoria do Banco Central (BC).
Esses e outros dados do dia ficam no radar de investidores e podem impactar as negociações na bolsa de valores brasileira, influenciando o índice Ibovespa futuro.
*Com informações de Silvana Rocha e Luciana Xavier, do Broadcast