Os documentos devem ajudar o mercado a calibrar expectativas sobre o início do ciclo de cortes da taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 15% ao ano, além de oferecer sinais sobre o ritmo da atividade econômica no fim de 2025. Ainda na agenda brasileira, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, concede entrevista ao vivo ao Jornal BandNews na BandNews FM, a partir das 8h30.
Nos Estados Unidos, as atenções estão voltadas para o encontro entre o presidente do país, Donald Trump, e da Colômbia, Gustavo Petro, na Casa Branca, além de discurso do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) de Richmond, Tom Barkin.
A divulgação do relatório Jolts de criação de vagas, prevista para hoje, foi adiada para 19 de fevereiro devido à paralisação parcial do governo, após a publicação do relatório oficial de empregos, o payroll, também ter sido postergada.
À respeito da paralisação parcial do governo, Trump enfatizou que assinará um acordo de financiamento “imediatamente, assim que chegar em minha mesa”.
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, pediu “negociações justas e equitativas” com os EUA, um sinal de que o país persa poderá participar das negociações propostas pela Turquia. Ontem Trump reafirmou que “coisas ruins” acontecerão ao Irã se não houver acordo.
As tensões geopolíticas seguem no radar e podem influenciar as bolsas globais, bem como o Índice Bovespa.
Ibovespa hoje: os principais destaques do mercado de ações nesta terça-feira (3)
Bolsas no exterior
As bolsas ocidentais operam mistas. Na Ásia, a Bolsa de Tóquio teve novo recorde de alta em meio a medidas econômicas propostas pelo PLD do Japão, antes das eleições gerais, e Bolsa de Seul, na Coreia do Sul, disparou quase 7%. O dólar cai ante o dólar australiano após o BC da Austrália elevar a taxa básica de juros.
A Bolsa da Índia avançou 2,7% refletindo a expectativa de que o acordo comercial com os EUA amplie o fluxo de investimento para ações do país.
Os índices futuros de Dow Jones, assim como as Bolsas de Nova York, tiveram alta na madrugada desta terça-feira. Após a empresa de software Palantir surpreender as expectativas com seu balanço divulgado ontem (2), o Nasdaq se destaca dentre todos os índices.
Para o pregão de hoje, a expectativa é que balanços corporativos da PepsiCo, AMD e Super Micro Computer sejam divulgados e possivelmente balancem os índices americanos.
Commodities e metais
O petróleo tem queda na manhã desta terça-feira, prolongando movimento visto na véspera. Perto das 7h52 (de Brasília), o petróleo WTI para março negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex) recuava 0,21%, a US$ 62,01 o barril. Já o Brent para abril, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), cedia 0,33%, a US$ 66,08 o barril.
O minério de ferro no mercado futuro da Dalian Commodity Exchange, para maio de 2026, fechou em queda de 1,14%, cotado a 777,5 yuans por tonelada, o equivalente a US$ 111,92. O segundo contrato mais negociado, para setembro de 2026, terminou o pregão em baixa de 1,23%, a 760 yuans, o equivalente a US$ 109,4 por tonelada.
O ouro para abril, por sua vez, subia 6,25%, a US$ 4.943,70 por onça-troy nesta manhã, enquanto a prata para março tinha alta de 12,25%, a US$ 86,420 por onça-troy. Para o Deutsche Bank, apesar da recente queda, o preço do ouro ainda pode atingir US$ 6 mil por onça-troy. “Os fatores que impulsionam o preço do ouro continuam positivos”, afirma o banco.
O que mais esperar do Ibovespa hoje
Durante esta madrugada, o EWZ, principal ETF (fundo de investimento negociado na Bolsa de Valores como se fosse uma ação) brasileiro negociado em NY, seguia em alta modesta no pré-mercado em meio ao fôlego limitado dos futuros de Nova York e queda do petróleo, que penaliza os American Depositary Receipt (ADRs) da Petrobras (PETR3; PETR4). Os juros futuros ficam sensíveis à ata do Copom e produção industrial.
Economistas buscam sinais que reforcem a confiança do Banco Central (BC) para corte de juro em março e sinais sobre o ritmo de cortes. Já a produção industrial deve voltar a cair em dezembro, penalizada pela política monetária restritiva, o que pode aliviar a ponta curta da curva.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encaminhou ao Congresso Nacional o texto do Acordo Provisório de Comércio entre o Mercosul e a União Europeia, e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que o plenário da Câmara vai apreciar o acordo na semana seguinte ao carnaval. O acordo, assinado em 17 de janeiro, no Paraguai, precisa ser aprovado pelos parlamentos de cada país do Mercosul e pelo Parlamento Europeu para entrar em vigor.
Esses e outros dados do dia ficam no radar de investidores e podem impactar as negociações na Bolsa de Valores brasileira, influenciando o índice Ibovespa hoje.
*Informações de Patricia Lara, Cecília Mayrink, Luciana Xavier e Silvana Rocha, da Broadcast