O Ibovespa na semana registrou alta de 1,92% e atingiu os 186.464,30 pontos nesta sexta-feira (13). O período foi marcado por balanços, dados de inflação e novos recordes do índice, que chegou a superar os 190 mil pontos.
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O Ibovespa na semana registrou alta de 1,92% e atingiu os 186.464,30 pontos nesta sexta-feira (13). O período foi marcado por balanços, dados de inflação e novos recordes do índice, que chegou a superar os 190 mil pontos.
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Na agenda, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 0,33% em janeiro, um pouco acima da mediana das estimativas colhidas pelo Projeções Broadcast, de avanço de 0,32%, com intervalo entre 0,26% e 0,38%. Já nos Estados Unidos, o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos subiu 0,2% em janeiro ante dezembro, contra a expectativa de alta mensal de 0,3%.
Na semana, outro destaque foi o payroll (relatório oficial de emprego dos Estados Unidos), que apontou a criação de 130 mil empregos no país em janeiro, em termos líquidos. Analistas consultados pelo Projeções Broadcast esperavam geração de 30 mil a 135 mil vagas, com mediana de 67 mil.
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Na temporada de balanços, entre os nomes de peso do Ibovespa, o Banco do Brasil (BBAS3) registrou lucro líquido ajustado de R$ 5,7 bilhões, uma queda de 40,1% em relação ao mesmo período de 2024. Na comparação com o terceiro trimestre, o resultado avançou 51,7%. O lucro superou previsões, mas a inadimplência na carteira do agronegócio ainda levantou preocupações entre analistas.
A Vale (VALE3) também reportou seus números. A mineradora anunciou lucro líquido proforma de US$ 1,5 bilhão como resultado do quarto trimestre de 2025, crescimento de 68% ante igual período de 2024. Na comparação trimestral, a empresa recuou 47% nesse indicador. Analistas classificaram o balanço como positivo, com destaque para a unidade de Metais Básicos.
Em Wall Street, as Bolsas americanas tiveram desempenho negativo na semana, com Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq acumulando perdas de 1,23%, 1,39% e 2,1%, respectivamente. No mercado doméstico de câmbio, o dólar subiu 0,18% no intervalo, aos R$ 5,2299. O euro, por sua vez, avançou 0,58%, aos R$ 6,2050.
As três ações que mais valorizaram na semana foram Suzano (SUZB3), Assaí (ASAI3) e MRV (MRVE3).
As ações da Suzano (SUZB3) registraram a maior alta do Ibovespa na semana, subindo 16,22% a R$ 58,34 no período. A companhia divulgou seu resultado do quarto trimestre. No período, reportou lucro líquido de R$ 116 milhões e reverteu prejuízo de R$ 6,737 bilhões em igual intervalo de 2024.
A SUZB3 está em alta de 18,26% no mês. No ano, acumula uma valorização de 13,39%.
Outro destaque positivo foi o Assaí (ASAI3), com valorização de 12,76% a R$ 9,9. Os números do quarto trimestre de 2025 agradaram o mercado. Para a XP, a empresa reportou resultados em linha com o esperado, com revisão de guidance (projeção) e novas iniciativas de monetização para reforçar o foco em desalavancagem. Já a Ativa destacou que a parceria com o Mercado Livre e a ampliação do negócio com o iFood devem trazer tração para a receita do Assaí.
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A ASAI3 está em alta de 15,52% no mês. No ano, acumula uma valorização de 37,5%.
Completando os destaques positivos, a MRV (MRVE3) saltou 9,51% a R$ 9,79 na semana.
A MRVE3 está em alta de 21,31% no mês. No ano, acumula uma valorização de 25,67%.
As três ações que mais desvalorizaram na semana foram Raízen (RAIZ4), Hapvida (HAPV3) e Cogna (COGN3).
Os papéis da Raízen (RAIZ4) sofreram a pior queda do Ibovespa na semana e afundaram 23,81% a R$ 0,64, depois de a empresa sofrer três rebaixamentos de nota de crédito de agências de risco, incluindo Fitch, S&P Global e Moody’s.
A RAIZ4 está em baixa de 37,86% no mês. No ano, acumula uma desvalorização de 20,99%.
Quem também se saiu mal foi a Hapvida (HAPV3), com tombo de 11,64% a R$ 10,4.
A HAPV3 está em baixa de 20% no mês. No ano, acumula uma desvalorização de 29,4%.
As ações da Cogna (COGN3) foram outro destaque negativo do Ibovespa na semana e derreteram 9,19% a R$ 3,46. O Bradesco BBI rebaixou a recomendação da empresa de outperform (equivalente à compra) para neutra, após forte valorização dos papéis. O preço-alvo para a ação da empresa foi reduzido de R$ 4,80 para R$ 4,20.
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A COGN3 está em baixa de 23,96% no mês. No ano, acumula uma valorização de 9,49%.
*Com Estadão Conteúdo
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