O presidente da Shell Brasil, Cristiano Pinto da Costa, afirmou nesta terça-feira (3) que as negociações para a capitalização da Raízen (RAIZ4) continuam ativas para achar uma solução estruturante e de longo prazo. O executivo disse que não há data fixa para a conclusão, mas que todos os atores têm ciência da urgência do tema.
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“A Shell já se comprometeu em colocar R$ 3,5 bilhões na capitalização da Raízen. Nossa expectativa é que o outro acionista possa contribuir com o mesmo valor. As negociações estão abertas e buscamos a melhor solução condizente com as restrições de cada ator envolvido”, disse o executivo, durante encontro com jornalistas na sede da companhia, no Rio de Janeiro.
Costa ponderou que a situação da Raízen é resultado de uma conjuntura de fatores macroeconômicos desfavoráveis combinada com expansão acelerada em outras linhas de negócio. Isso gerou, de acordo com o presidente da Shell Brasil, a necessidade de mudança que a Raízen vem passando desde julho de 2024.
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Ele ainda falou sobre as rotas de capitalização que estão sendo estudadas. Uma delas estipula que os negócios da Raízen serão mantidos como estão e uma outra possibilidade prega a divisão da companhia em duas, deixando o negócio de etanol numa empresa e o negócio de distribuição em um segundo negócio.
Conforme o executivo, nesse momento, dada a complexidade da busca por uma solução, a preferência da Shell é que a situação seja estabilizada antes de pensar em algum desdobramento dos negócios. “Achamos mais plausível capitalizar integrada e depois dividir etanol e distribuição”, conta.