No último balanço, a companhia superou pela primeira vez a marca de R$ 1 bilhão em receita líquida, com avanço de 11,4% na comparação anual. O Ebitda (Lucros Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização) alcançou R$ 221 milhões, alta de 15%, e a margem avançou para 21,9%. O lucro líquido foi de R$ 158 milhões, recuo de 6,1% ante o mesmo período do ano anterior, mas acima das estimativas do BTG Pactual. O mercado reagiu de imediato. Por volta das 11h30 (de Brasília), as ações chegaram a subir 4,63%. Às 14h, avançavam 3,18%, a R$ 18,50, após reduzirem parte dos ganhos do início do pregão.
No consolidado de 2025, a margem bruta ficou em 41%, enquanto o Ebitda recorrente somou R$ 763,1 milhões, com margem de 21,4%. O lucro líquido recorrente atingiu R$ 572,9 milhões. A divisão de calçados esportivos, principal motor do grupo, cresceu 17,4% no ano, apoiada em produtos de maior valor agregado nas categorias de corrida de alta performance e lifestyle, movimento que elevou o ticket médio.
O BTG manteve recomendação de compra para o papel, com preço-alvo de R$ 21, potencial de valorização de 17,12% sobre o último fechamento, a R$ 17,93. O banco destaca a captura de sinergias com Under Armour e Mizuno como vetor relevante para sustentar o ritmo de expansão, sobretudo com o desenvolvimento integral dos modelos da marca japonesa nas fábricas da companhia.
O digital também ganhou espaço. O e-commerce avançou 25% em 2025, para R$ 543,1 milhões, e passou a representar 15,3% da receita líquida consolidada. A dívida líquida encerrou dezembro em R$ 769 milhões, equivalente a 0,9 vez o Ebitda, patamar administrável para uma empresa que segue investindo e crescendo.
Para 2026, a Vulcabras (VULC3) sinaliza estoques equilibrados no varejo e carteira de pedidos positiva no primeiro semestre. Depois de cruzar a casa do bilhão no trimestre e sustentar margem acima de 21%, a empresa inicia o ano com uma régua mais alta e a expectativa de manter a cadência.