Assim, os temores de inflação levaram à redução das expectativas para o próximo corte de 0,25 ponto porcentual na taxa de juros do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) para setembro –lembrando que, ao final de fevereiro, uma redução até julho já era totalmente precificada.
Em outros mercados, o dólar a avança para o nível mais alto desde janeiro, os rendimentos dos Treasuries (títulos de renda fixa de dívida pública do governo norte-americano) sobem e o ouro passa por leve ajustes, mas ainda acima dos US$ 5 mil a onça.
Já entre as principais commodities, os contratos futuros do petróleo superam os US$ 100 o barril pela primeira vez desde 2022, enquanto os preços futuros do minério de ferro subiram 2,28% na madrugada em Dalian, aos US$ 113,72 por tonelada.
No Ibovespa hoje, ainda que os pesos pesados da B3 – Vale (VALE3) e Petrobras (PETR3; PETR4) – vejam seu mercado impulsionado pela dinâmica global, é difícil acreditar que os ativos locais terão uma sessão positiva hoje – e, de fato, o principal ETF (fundo de investimento negociado na bolsa de valores como se fosse uma ação) brasileiro no exterior, o EWZ, já caía mais de 1% no pré-mercado.
Nos próximos dias, então, os dados de inflação no Brasil e nos Estados Unidos serão cruciais para manter as apostas (ou não) sobre a política monetária a ser adotada pelo Banco Central – atualmente, os investidores parecem colocar suas fichas num corte de 0,25 pp na Selic este mês.