Em relatório, os estrategistas Daniel Gewehr, Matheus Marques e Raphael Matutani destacam que, em uma escala de zero (pessimista) a dez (otimista), a média desta edição da pesquisa foi de 7,09, abaixo da pesquisa anterior (7,18), mas ainda no segundo nível mais alto da série histórica.
No que diz respeito ao cenário macroeconômico, a pesquisa mostrou expectativa de ciclo de afrouxamento monetário mais curto. Os investidores esperam que a Selic (taxa básica de juros) se aproxime de 13% até o fim de 2026, praticamente 80 pontos-base acima da média indicada na pesquisa anterior. O Itaú BBA também destaca que há divergências sobre o momento do ciclo macroeconômico, mas que essas diferenças já estariam precificadas.
Em termos de posicionamento setorial, as empresas de serviços públicos seguem liderando as preferências dos investidores, impulsionadas por companhias locais. Ao mesmo tempo, os setores cíclicos domésticos ganharam relevância nas posições subponderadas, superando as commodities. O levantamento também aponta a entrada de shoppings no Top 5 das posições subponderadas.
Entre os fatores de atenção para os investidores, a política local e as curvas de juros continuam no radar, junto com a geopolítica. O Itaú BBA afirma que conflitos estão no topo do radar de riscos globais e acrescenta que o Brasil deve continuar recebendo fluxos de capital. Fora do Brasil, houve melhora no humor em relação às ações americanas; na América Latina ex-Brasil, a Argentina segue dominando, mas os países andinos passaram a deter a maior participação, com Chile, Colômbia e Peru também avançando ante edições anteriores da pesquisa.
O levantamento mostrou ainda pequeno aumento na posição de caixa de fundos long-only, fundos de ações focados na valorização de ativos, e menor exposição de fundos hedge (ou fundos de cobertura) a ações. A pesquisa mostra ainda estimativas equilibradas, com previsão neutra para a temporada de balanços do primeiro trimestre de 2026.
Nos destaques de ações individuais, Axia (AXIA3), Nubank (ROXO34), Equatorial (EQTL3), BTG (BPAC11) e Itaú (ITUB4) aparecem como as principais escolhas, e a expectativa é que a NU tenha o maior retorno em seis meses.
Em comparação com a pesquisa anterior, a Localiza (RENT3) registrou a maior queda nos votos, de 19,4% para 10%. No Top 10, Petrobras (PETR3; PETR4) e Copel (CPLE6) entraram no lugar de Cyrela (CYRE3) e Prio (PRIO3).
*Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast