O petróleo hoje voltou a acelerar nesta quinta-feira (12) e se aproximou novamente da marca dos US$ 100 por barril, à medida que a guerra no Oriente Médio aprofunda os temores de uma ruptura relevante na oferta global da commodity.
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O petróleo hoje voltou a acelerar nesta quinta-feira (12) e se aproximou novamente da marca dos US$ 100 por barril, à medida que a guerra no Oriente Médio aprofunda os temores de uma ruptura relevante na oferta global da commodity.
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Por volta das 12h30 (de Brasília), o barril do Brent para maio avançava cerca de 9,76%, a US$ 100,96, enquanto o WTI para abril subia 10,30%, a US$ 96,23 nos mercados internacionais.
Na bolsa brasileira, a escalada do “ouro negro” se refletia diretamente nas ações do setor. A Petrobras (PETR3; PETR4) operava em alta acompanhando o movimento do petróleo no exterior. Também por volta das 12h30, PETR3 subia 0,16%, a R$ 48,86, enquanto PETR4 avançava 0,74%, a R$ 44,96.
Entre as demais petroleiras, o movimento era quase integralmente positivo. Prio (PRIO3) liderava os ganhos do setor, com alta de 1,47%, a R$ 58,48, enquanto PetroReconcavo (RECV3) avançava 0,85%, a R$ 12,78. Já Brava Energia (BRAV3), em outro tom, com recuo de 3,46%, a R$ 18,96.
A escalada ocorre depois de um alerta contundente da Agência Internacional de Energia (AIE), que classificou os efeitos do conflito como a maior interrupção de oferta já registrada no mercado global de petróleo. Em relatório mensal divulgado nesta quinta-feira, a entidade, sediada em Paris e que reúne grandes países consumidores de energia, revisou drasticamente suas projeções para a oferta da commodity neste ano.
A agência agora espera crescimento de 1,1 milhão de barris por dia na oferta global em 2026, bem abaixo da estimativa anterior de 2,4 milhões de barris por dia. A revisão reflete os impactos diretos da guerra sobre a produção e a logística de petróleo.
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Segundo o relatório, a produção mundial deve sofrer uma queda abrupta já no mês de março. A previsão é de que a oferta global recue 8 milhões de barris por dia em março, para 98,8 milhões de barris diários, o menor nível desde o primeiro trimestre de 2022.
Boa parte dessa tensão passa pelo Estreito de Ormuz, uma das rotas mais estratégicas do sistema energético global. Cerca de 20% de todo o petróleo transportado no mundo passa pelo corredor marítimo que liga o Golfo Pérsico ao oceano Índico. Com ataques do Irã contra navios cargueiros e infraestrutura energética na região, a passagem tem operado de forma extremamente limitada.
Produtores relevantes do Golfo, como Kuwait e Iraque, já começaram a reduzir a produção, enquanto a Arábia Saudita tenta redirecionar parte dos fluxos por rotas alternativas. A AIE reconhece ainda que o choque de oferta pode ter consequências amplas sobre a economia global. O aumento do preço da energia tende a pressionar a inflação e reduzir o ritmo de consumo.
A agência também revisou para baixo sua estimativa de crescimento da demanda global por petróleo em 2026. A projeção agora aponta alta de 640 mil barris por dia, abaixo da estimativa anterior de 850 mil barris.
Na última quarta-feira, a AIE anunciou a liberação de 400 milhões de barris de reservas estratégicas, no maior movimento coordenado da história para tentar conter a disparada dos preços.
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Com informações da Broadcast
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