O Magazine Luiza (MGLU3) divulgou seu balanço na última quinta-feira (12) e o resultado do quarto trimestre de 2025 (4TRI25) foi avaliado pelo Citi e pela Ativa. Confira as análises:
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O Magazine Luiza (MGLU3) divulgou seu balanço na última quinta-feira (12) e o resultado do quarto trimestre de 2025 (4TRI25) foi avaliado pelo Citi e pela Ativa. Confira as análises:
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A companhia reportou um resultado fraco em vendas, com pressão da competitividade.
Segundo a corretora, a varejista mostrou retração de faturamento tanto em mercadorias próprias (1P), quanto em marketplace (3P).
A margem bruta ajustada do Magazine Luiza ficou praticamente estável na comparação anual. Por outro lado, o rigoroso controle de despesas ajudou na margem de lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda), avalia o analista Lucas Dias.
“O Magalu ainda enfrenta muitas dificuldades para alavancar seu top line, com competição cada vez mais agressiva e outros players bem posicionados. Podemos ver isso se refletindo em um top line novamente fraco no quarto trimestre, com forte queda no marketplace e sem sinais de um ponto de inflexão”, pontua.
O volume total de pagamentos (TPV) atingiu R$ 28,2 bilhões, sendo R$ 16,6 bilhões em cartão de crédito e R$ 11,6 bilhões em conta digital e pagamentos.
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Já a carteira de crédito ficou em R$ 20,8 bilhões, com a base de cartões caindo 8,0% ante igual período de 2024.
A receita de intermediações financeiras, por sua vez, aumentou 14,9%, devido ao crescimento dos juros, principalmente por uma maior antecipação de recebíveis, observa a corretora.
O Citi avalia que o resultado da Magazine Luiza no quarto trimestre de 2025 foi influenciado por uma série de eventos não recorrentes, com efeitos positivos – como a reversão das provisões do diferencial de alíquota (DIFAL) do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) – e negativos, como baixas contábeis não monetárias na Luizacred.
Na leitura do banco, apesar desses itens pontuais, os números ajustados ficaram, em grande parte, em linha com o esperado, com a exceção do lucro líquido ajustado, que caiu 10% em relação ao projetado.
A margem bruta foi de 27,3%, 320 pontos-base abaixo do projetado pelo Citi – ou 50 pontos-base abaixo quando ajustada por efeitos não recorrentes.
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O Ebitda ficou 8% acima do Citi, mas o banco ressaltou que esse desvio se explica principalmente pela reversão do DIFAL.
Excluídos esse efeito e outros eventos não recorrentes negativos, como a baixa contábil na Luizacred, o Citi aponta que o Ebitda ajustado ficou em grande parte em linha.
O lucro líquido, por sua vez, refletiu majoritariamente despesas financeiras acima do esperado, segundo o relatório.
O banco também destacou melhora na desalavancagem, com a dívida líquida caindo para R$ 2,9 bilhões, de R$ 4,4 bilhões, e a alavancagem recuando para 2,5 vezes ND/Ebitda dos últimos 12 meses, ante 3,6 vezes no terceiro trimestre de 2025. Para o banco, os resultados vieram relativamente em linha, apesar dos eventos pontuais, e há sinais de melhora com a aceleração nas lojas físicas.
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Ainda assim, o Citi afirma considerar o valor do ativo (valuation) “bastante exigente”, observando que a empresa cresce principalmente no canal físico, e não no online, e diz ver um ambiente “altamente competitivo” no e-commerce, o que pode pressionar as margens dos participantes por algum tempo.
O Citi tem recomendação de venda/alto risco para os papéis do Magazine Luiza, com preço-alvo de R$ 6,38, o que representa uma desvalorização de 32,1% no comparativo com o fechamento anterior.
A Ativa tem recomendação neutra para as ações do Magazine Luiza, com preço-alvo de R$ 10, o que representa um potencial de alta de 6,38% em relação ao fechamento de ontem do papel.
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