Na semana, o Ibovespa cedeu 0,95%, após recuo de 4,99% na passada, reduzindo a alta no acumulado de 2026 para 10,26%. No mês de março cai 5,90%.
Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para abril fechou em alta de 3,11% nesta sexta-feira, a US$ 98,71 o barril. Já o Brent para maio subiu 2,67% a US$ 103,14 o barril, na Intercontinental Exchange de Londres (ICE). Na semana, os ganhos foram de 8,59% e 11,27%, respectivamente, diante das preocupações em torno do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas para o transporte de petróleo no mundo.
Assim como no mercado brasileiro, o clima também foi negativo em Wall Street durante a semana: S&P 500, Dow Jones e Nasdaq recuaram 1,6%, 1,99% e 1,26%, respectivamente. No mercado doméstico de câmbio, o dólar subiu 1,38% no intervalo e atingiu R$ 5,3163 nesta sexta-feira, maior valor de encerramento desde o dia 21 de janeiro, então a R$ 5,3208. O euro, por sua vez, recuou 0,23% a R$ 6,07.
Por aqui, na terça-feira (10), o GPA anunciou o pedido de recuperação extrajudicial para renegociar cerca de R$ 4,5 bilhões em dívidas não operacionais. Já na quarta-feira (11), a Raízen protocolou plano semelhante para reestruturar aproximadamente R$ 65,1 bilhões em dívidas.
Na quinta-feira (12), o que abalou o mercado brasileiro foi o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de fevereiro, que ficou em 0,7%, 0,37 ponto percentual acima da taxa de 0,33% registrada em janeiro. O resultado veio acima da mediana das estimativas colhidas pelo Projeções Broadcast, de avanço de 0,63%. O teto das projeções era de 0,72% e o piso era de 0,20%.
Na próxima semana, as atenções estarão voltadas para as decisões de juros do Federal Reserve (Fed) e do Comitê de Política Monetária (Copom) na quarta-feira (18).
As maiores altas do Ibovespa na semana
As três ações que mais valorizaram na semana foram Azzas 2154 (AZZA3), SLC Agrícola (SLCE3) e Petrobras (PETR3).
Azzas 2154 (AZZA3): 12,14%, R$ 27,52
As ações da Azzas 2154 (AZZA3) registraram a maior alta do Ibovespa na semana e avançaram 12,14% a R$ 27,52. A varejista registrou lucro líquido recorrente de R$ 168 milhões entre outubro e dezembro de 2025, queda de 0,5% em relação ao mesmo período de 2024.
A AZZA3 está em alta de 5,16% no mês. No ano, acumula uma valorização de 9,38%.
SLC Agrícola (SLCE3): 9,82%, R$ 18
Outro destaque positivo foi a SLC Agrícola (SLCE3), com alta de 9,82% a R$ 18 no período. A empresa registrou prejuízo líquido de R$ 70,8 milhões no quarto trimestre de 2025, ampliando a perda de R$ 51,4 milhões apurada em igual intervalo de 2024. Apesar do resultado negativo no trimestre, a receita líquida somou R$ 2,27 bilhões entre outubro e dezembro, crescimento de 15% na comparação anual.
A SLCE3 está em alta de 9,22% no mês. No ano, acumula uma valorização de 26,14%.
Petrobras (PETR3): 7,86%, R$ 49,38
Os papéis ordinários da Petrobras (PETR3), por sua vez, subiram 7,86% a R$ 49,38 na semana, acompanhando a valorização dos preços do petróleo no exterior.
A PETR3 está em alta de 15,56% no mês. No ano, acumula uma valorização de 51,61%.
As maiores quedas do Ibovespa na semana
As três ações que mais desvalorizaram na semana foram CSN (CSNA3), GPA (PCAR3) e Raízen (RAIZ4).
CSN (CSNA3): -20,45%, R$ 5,72
Os papéis da CSN (CSNA3) tiveram o pior desempenho do Ibovespa na semana e tombaram 20,45% a R$ 5,72. A companhia apresentou prejuízo líquido de R$ 721 milhões no quarto trimestre de 2025. O resultado negativo veio 748% maior do que os R$ 85 milhões negativos reportados em igual período de 2024.
A CSNA3 está em baixa de 33,64% no mês. No ano, acumula uma desvalorização de 36,02%.
GPA (PCAR3): -19,1%, R$ 2,33
Entre as baixas, o GPA (PCAR3) afundou 19,1% a R$ 2,33 na semana, com o pedido de recuperação extrajudicial no radar.
A PCAR3 está em baixa de 24,35% no mês. No ano, acumula uma desvalorização de 38,68%.
Raízen (RAIZ4): -18,18%, R$ 0,45
A Raízen (RAIZ4) foi outra que sofreu após o pedido de recuperação extrajudicial. A empresa tombou 18,18% a R$ 0,45 no Ibovespa na semana.
A RAIZ4 está em baixa de 28,57% no mês. No ano, acumula uma desvalorização de 44,44%.
*Com Estadão Conteúdo