Para Coty de Monteverde, líder global do Santander para a área de ativos digitais, a regulação brasileira para o setor é mais avançada do que a europeia.
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Para Coty de Monteverde, líder global do Santander para a área de ativos digitais, a regulação brasileira para o setor é mais avançada do que a europeia.
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“O Regulamento de Mercados de Criptoativos (MiCA, na sigla em inglês) é bem restritivo. O Brasil é tradicionalmente muito mais inovador do que a Europa”, disse durante o evento The Merge, em São Paulo.
Ainda assim, a executiva destaca que desde que a lei europeia passou a valer, no ano passado, o mercado de criptoativos acelerou na região. Atualmente, o Santander oferece na Europa a compra e venda de cripto, sem a possibilidade de transferência entre clientes.
As regras por lá ainda não permitem o staking – forma de ganhar renda passiva com cripto ao depositar e travar os ativos em uma determinada rede. “Isto vai chegar em algum momento, mas enquanto isso estamos nos preparando e evoluindo o mercado.”
O mercado europeu tem se dedicado mais a desenvolver o segmento de ativos financeiros tokenizados (que transforma ativos reais em representações digitais), de acordo com a executiva do banco espanhol. Esta versão digitalizada de ativos tradicionais é sobretudo um avanço na infraestrutura de negociação: a blockchain permite mais velocidade em transações, sem a necessidade de intermediários.
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Ainda assim, o mercado financeiro europeu ainda precisa padronizar os modelos de depósitos tokenizados, para que os sistemas trabalhem conjuntamente.
“Há muita pressão para que os bancos desenvolvam a interoperabilidade entre os tokens”, aponta Monteverde.
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