O presidente americano, Donald Trump, afirmou que a pausa permanecerá em vigor até que representantes do Irã “apresentem uma proposta unificada”. Ainda assim, o clima segue tenso: pelo menos três navios porta-contêineres foram atingidos por disparos no Estreito de Ormuz, segundo a agência de notícias Reuters.
“O cessar-fogo no Oriente Médio reduziu o prêmio geopolítico e reposicionou o cenário-base em direção à normalização. Com esse fator enfraquecendo, os investidores voltaram a sinalizar maior apetite a risco”, avalia o BTG Pactual.
Com esse pano de fundo, os ETFs de bitcoin à vista voltaram a receber aportes relevantes dos investidores institucionais desde março. Segundo a plataforma de dados SosoValue, em abril, os fundos de índices registram uma entrada líquida de US$ 1,8 bilhão. O volume dá continuidade ao fluxo do mês anterior, que registrou um resultado positivo de US$ 1,32 bilhão.
“Tesourarias corporativas seguem na mesma direção, com compras relevantes da Strategy”, acrescentou o banco de investimento.
No campo macroeconômico, os dados do mercado de trabalho e de consumo dos Estados Unidos não apontaram uma deterioração sistêmica. Pelo contrário, para os analistas, os números do índice de preços ao consumidor dos Estados Unidos (CPI, na sigla em inglês) vieram em linha com o consenso do mercado, enquanto os da inflação ao produtor (PPI, na sigla em inglês) surpreenderam positivamente.
Nesse contexto, o bitcoin testa as faixas de preço de US$ 72 mil e US$ 73 mil como suporte em função da maior força compradora do mercado. Se o ativo conseguir se consolidar acima desses níveis, a próxima cotação a ser alcançada pela criptomoeda é a faixa dos US$ 86 mil e US$ 87 mil, patamares que se consolidaram como resistências relevante no fim de janeiro. “Superado esse patamar, abre espaço para avanço em direção a US$ 95 mil”, acrescentou.