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Investimentos

Ouro cai com guerra no Irã, pressiona ETFs e desafia tese de “porto seguro”

Queda do metal levanta dúvidas entre investidores sobre seu papel de proteção, mas analistas ainda veem o ouro como ativo de segurança

Por Beatriz Rocha

30/03/2026 | 5:30 Atualização: 27/03/2026 | 17:54

Ouro vinha subindo em 2026, mas inverteu movimento desde o início da guerra no Irã. Foto: Adobe Stock
Ouro vinha subindo em 2026, mas inverteu movimento desde o início da guerra no Irã. Foto: Adobe Stock

O ouro começou o ano em alta e bateu sucessivas máximas históricas até superar o patamar de US$ 5,5 mil por onça-troy. A escalada das tensões no Irã, no entanto, mudou o rumo do mercado e elevou a volatilidade do metal. Em março, em meio ao agravamento do conflito no Oriente Médio, a commodity passou a registrar quedas e chegou a recuar 9,6% entre os dias 16 e 20, registrando seu pior desempenho semanal desde 2011. Entre 23 e 27, cedeu 1,8% e ampliou a perda do mês para mais de 14%.

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Segundo Marcos Praça, diretor de análise da ZERO Markets Brasil, o comportamento recente do ouro representa um típico movimento de “sobe no boato e cai no fato”. “O ativo foi amplamente utilizado para especulação de proteção contra risco futuro, mas não tem apresentado a mesma função para risco presente”, afirma.

Na visão do analista, a forte valorização que o metal apresentou antes do conflito pode ter deixado pouco ou nenhum espaço de investimento para quem buscou proteção apenas na hora em que o cenário piorou. Até fevereiro, o ouro acumulava ganhos de 20,35% no ano.

Outro ponto importante é a política monetária dos Estados Unidos. De acordo com a plataforma FedWatch, do CME Group, não há, atualmente, precificação de corte de juros no país neste ano, o que aumenta a atratividade dos títulos do Tesouro norte-americano, que pagam juros, ao contrário do ouro. Esse cenário gera uma rotação de capital.

  • Ouro, dólar e bitcoin: o que funciona como proteção e o que representa ativo de risco?

Danilo Moreno, analista da Investo, explica que as pressões de liquidez entre produtores de energia do Oriente Médio também ajudam a explicar a queda recente do ouro. “Com as receitas de petróleo e gás impactadas pelo conflito no Irã, fundos soberanos da região estão vendendo ativos líquidos, incluindo títulos do Tesouro e ouro, para cobrir necessidades de caixa de curto prazo”, pontua.

O efeito do tombo do ouro sobre ETFs e BDRs

A queda do metal em março também contaminou os ativos atrelados ao seu desempenho. Na B3, todos os ETFs (fundos de índice) que acompanham a commodity operam no vermelho no mês. O OURO11, da Bradesco Asset, recua 14,31% no período; o GLDX11, da Investo, cai 12,39%; o GOLB11, da BTG Asset, cede 14,02%; enquanto o GOLX11 e o GOLD11, ambos da XP Asset, tombam 13,84% e 12,56%, respectivamente.

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O impacto também atingiu a Aura Minerals (AURA33). O Brazilian Depositary Receipt (BDR) da empresa vem conquistando recomendações de compra dos analistas e chegou a ser o segundo BDR mais negociado na B3 em fevereiro. Em março, com a queda do ouro, amarga perdas de 16,24%. Nos últimos 12 meses, ainda acumula valorização de 241,6%.

O “porto seguro” dos investidores

Antes do desempenho negativo em março, o ouro vinha ganhando fama como um “novo dólar”, por seu papel como um ativo de proteção. A tese partia de temores em torno da política monetária e fiscal dos Estados Unidos, que colocavam em dúvida a posição do dólar como a principal moeda de reserva do mundo.

Com a guerra no Irã, o dólar passou a subir, ao contrário do ouro. O índice DXY, que compara a moeda americana com outras seis moedas fortes (euro, libra, dólar canadense, coroa sueca e franco suíço), chegou a superar em março o patamar de 100 pontos, que não era observado desde novembro de 2025.

Ainda assim, analistas consultados pelo E-Investidor afirmam que os movimentos recentes não apagam a importância do ouro como um instrumento de proteção a longo prazo. O fato de ativos passarem por correções faz parte da natureza do mercado.

A commodity não perdeu o papel de segurança, mas ficou cara e o investidor optou por outros ativos para proteção neste momento. “O ouro foi e sempre será um porto seguro, o que está acontecendo é que os investidores além da segurança estão procurando também rentabilidade a curto prazo e isso o dólar está proporcionando”, destaca Mauriciano Cavalcante, economista da Ourominas.

Investir ou não investir em ouro?

Na opinião de Praça, da ZERO Markets Brasil, no curto prazo, o ouro ainda tem espaço para corrigir os ganhos acumulados no início do ano. “Já no longo prazo o ativo cumpre seu papel e a queda atual traz uma boa oportunidade para aumentar a exposição ao metal”, afirma.

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Para Moreno, da Investo, os fatores estruturais que justificam o investimento em ouro estão intactos e reforçam a função do metal como reserva de valor ao longo do tempo. Uma das questões envolve o crescimento do déficit fiscal dos Estados Unidos, que afeta a credibilidade do dólar.

O Escritório de Orçamento do Congresso dos Estados Unidos (CBO, na sigla em inglês) estima que o déficit dos EUA totalize US$ 1,9 trilhão no ano fiscal de 2026 e avance para US$ 3,1 trilhões em 2036. Em relação ao tamanho da economia norte-americana, a projeção é que o déficit representará 5,8% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 e aumentará para 6,7% em 2036.

Segundo Moreno, quando a situação se normalizar no Oriente Médio, a demanda privada e de bancos centrais pelo ouro deve retornar. Ele faz, no entanto, uma observação: no curto prazo, o ambiente de juros elevados nos EUA ainda pode manter alguma pressão sobre o metal. “Por isso, uma entrada gradual pode fazer mais sentido do que uma alocação concentrada de uma só vez”, pontua.

Morena considera o investimento via ETF como a forma mais eficiente de se expor ao ouro – opinião compartilhada por especialistas ouvidos nesta matéria. Os fundos garantem liquidez, baixo custo e dispensam as complexidades de custódia do metal físico.

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