A sessão no exterior segue defensiva, com “tensões geopolíticas” sustentando o petróleo tipo Brent acima de US$ 100 e reprecificando o risco de inflação via energia. Em paralelo, bolsas dos Estados Unidos e da Europa operam em baixa, enquanto os rendimentos dos títulos do Tesouro americano (Treasuries) de longo prazo avançam e metais preciosos sobem, refletindo a busca por proteção.
Leituras mais altas de expectativas de inflação na pesquisa da Universidade de Michigan, somadas a falas cautelosas de dirigentes do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, reforçam a percepção de uma política monetária mais vigilante. O noticiário segue marcado por mensagens desencontradas sobre possíveis negociações e por restrições à navegação em rotas estratégicas, mantendo elevados os prêmios de risco no petróleo. Com isso, os ativos globais caminham para o fim de semana com menor apetite por risco.
No Brasil, o Ibovespa acompanha o cenário externo, ainda que com movimento mais moderado, amparado por ações de petrolíferas e de mineração. A curva de juros opera sem direção única, pressionada pelo ambiente global, mas perdeu fôlego à medida que o câmbio arrefeceu, em um dia de volatilidade ditada pelo petróleo e pelos Treasuries.
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O dólar recua, favorecido pelo fluxo comercial, embora a aversão ao risco limite movimentos mais amplos. Às 15h, a moeda americana caía 0,11% frente ao real, cotada a R$ 5,25, enquanto o Ibovespa recuava 0,59%, aos 181.657 pontos.
Indicadores locais, como a taxa de desemprego em 5,8% no trimestre até fevereiro e o déficit em transações correntes em linha com as projeções, ficam em segundo plano, mas ainda assim reforçam a cautela na calibragem da Selic.
Entre as ações do índice, o pregão destaca quedas expressivas de Braskem (BRKM5) após a divulgação de resultados. Em contrapartida, Petrobras (PETR3; PETR4) avança acompanhando o petróleo mais alto, enquanto Vale (VALE3) ajuda a sustentar o índice, apesar do recuo do minério no exterior.
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