Segundo analistas do Australia and New Zealand Banking Group Limited (ANZ), a Arábia Saudita tem contornado o Estreito de Ormuz, que está na prática fechado, usando seu oleoduto leste-oeste para levar até 6 milhões de barris por dia de petróleo aos mercados internacionais via Mar Vermelho. “[O oleoduto] poderá ser um alvo potencial para os houthis”, afirmam eles em nota.
Enquanto isso, o The Wall Street Journal noticiou que o presidente dos EUA, Donald Trump, está avaliando uma operação militar para retirar quase 1 mil libras de urânio do Irã.
Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para maio fechou em alta de 3,25% a US$ 102,88 o barril. Já o Brent para junho avançou 1,96% a US$ 107,39 o barril, na Intercontinental Exchange de Londres (ICE)
Bolsas de Nova York ficam sem sinal único
As bolsas de Nova York fecharam sem direção única. O presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, minimizou hoje divergências internas no Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) e afirmou que diferentes visões contribuem para decisões mais robustas de política monetária. Segundo ele, o dissenso não dificulta sua atuação. “Eu não vejo isso como algo que torna meu trabalho mais difícil”, disse, acrescentando que ouvir argumentos contrários ajuda a testar convicções e aprimorar o processo decisório.
Durante evento na Universidade de Harvard, Powell ressaltou que, diante do atual cenário marcado por incertezas, é natural que não haja unanimidade. “Tentar esperar unanimidade em um momento como este seria quase enganoso”, afirmou. Ele destacou que há uma “tensão” entre os objetivos do duplo mandato do Fed, com riscos distintos para inflação e mercado de trabalho.
O Dow Jones subiu 0,11%, o S&P 500 recuou 0,39% e o Nasdaq teve perda de 0,73%.
Treasuries recuam frente à guerra
Os rendimentos dos títulos de renda fixa de dívida pública do governo norte-americano, os Treasuries,encerraram em baixa nesta tarde de segunda-feira, à medida que o foco se concentra cada vez mais no impacto da guerra no Oriente Médio sobre o crescimento.
“No geral, com o sentimento de risco provavelmente permanecendo frágil antes do ultimato do próximo fim de semana e com os EUA aparentemente preparando tropas terrestres, ainda vemos um argumento mais forte para reduzir o risco nas recuperações, seja em termos de duração ou de exposição a spreads”, diz Rainer Guntermann, do Commerzbank, em nota.
O juro da T-note de 2 anos caiu a 3,832%, o da T-note de 10 anos recuou a 4,347% e o do T-bond de 30 anos diminuiu a 4,907%.
Dólar perde força em relação à moeda japonesa
O dólar hoje avançou em relação ao euro e à libra, em meio às incertezas da guerra no Oriente Médio, que completou um mês sem sinal significativo de trégua e continuou impulsionando os preços do petróleo.
Por outro lado, a moeda norte-americana caiu significativamente no mercado internacional em relação ao iene, após o principal diplomata cambial do Japão, Atsushi Mimura, afirmar nesta segunda-feira que as autoridades talvez precisem adotar medidas decisivas para conter a fraqueza da divisa japonesa. O presidente do Banco do Japão (BoJ), Kazuo Ueda, também se comprometeu a monitorar os movimentos do iene.
O euro caiu a US$ 1,145, a libra recuou a US$ 1,317, e o dólar cedeu a 159,7 ienes. O índice DXY subiu 0,37%, a 100,524 pontos. No mercado doméstico fechou em alta de 0,12%, a R$ 5,2478.