O Ebitda cresceu 198,6% em 2025, para R$ 366,8 milhões, com expansão de 15,9 pontos porcentuais na margem, enquanto a receita líquida avançou 6,5%, para R$ 1,48 bilhão. Segundo o presidente da Marisa, Edson Garcia, a melhora reflete os ganhos operacionais ao longo do ano.
“A combinação de crescimento de receita, redução de despesas e expansão de margem resulta em um Ebitda mais robusto”, afirmou. No último trimestre do ano passado, porém, houve deterioração dos indicadores. O Ebitda recuou 44%, para R$ 67 milhões, enquanto a receita líquida somou R$ 458 milhões no período, queda de 2,2% na base anual, em meio à estratégia de priorizar a rentabilidade. A companhia segue em um processo de recuperação gradual. “Foi um trabalho de turnaround que começou lá atrás. Colocamos o trem no trilho e agora é manter disciplina e consistência”, destaca o CEO.
Foco na rentabilidade
O reposicionamento da companhia também está focado na cliente de menor renda e ajustes na estratégia de preços e sortimento. Segundo Garcia, a empresa passou por uma fase de reestruturação em 2024 e de estabilização em 2025, com foco agora na rentabilização.
A companhia também tem avançado na expansão de categorias, com destaque para o segmento infantil, cujas vendas cresceram 53% em 2025 e passaram a representar cerca de 15% da receita, ganhando relevância na estratégia e ajudando a atrair um público feminino mais jovem.
A dívida líquida da Marisa encerrou 2025 em R$ 277,3 milhões, acima dos R$ 29,7 milhões registrados um ano antes, refletindo a captação de recursos para financiar iniciativas estratégicas. Apesar do aumento, a alavancagem permaneceu em nível considerado confortável, em 0,8 vez a relação entre dívida líquida e Ebitda.
Os investimentos (capex) somaram R$ 18,9 milhões em 2025, com foco em tecnologia, modernização de lojas e eficiência operacional. Os aportes priorizaram melhorias em sistemas, integração da cadeia de suprimentos e iniciativas voltadas à experiência do cliente.