O Citi mantém uma leitura cautelosa sobre a CSN (CSNA3) e avalia que o balanço da companhia segue como um “sinal amarelo” para investidores, apesar da estratégia de venda de ativos.
Publicidade
O Citi mantém uma leitura cautelosa sobre a CSN (CSNA3) e avalia que o balanço da companhia segue como um “sinal amarelo” para investidores, apesar da estratégia de venda de ativos.
CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE
Segundo o banco, a empresa pode ter dificuldade para cumprir as amortizações de dívida sem uma renegociação mais ampla e abrangente de passivos ou movimentos de fusão e aquisição.
O Citi cita dívida líquida de R$ 42 bilhões e afirma que a empresa garantiu US$ 1,2 bilhão para enfrentar os vencimentos deste ano, cerca de R$ 9,4 bilhões em 2026, mas avalia essa medida como um alívio temporário, e não uma solução estrutural.
Publicidade
Invista em oportunidades que combinam com seus objetivos. Faça seu cadastro na Ágora Investimentos
Na visão dos analistas Gabriel Barra e Pedro Ferreira De Mello, mesmo considerando potenciais desinvestimentos, incluindo a venda da CSN Cimentos no terceiro trimestre de 2026 e futuras alienações em Logística, o caminho para desalavancagem permanece desafiador.
O banco aponta que a CSN Cimentos é a transação mais próxima de ser concluída e que poderia reduzir a alavancagem. Ao mesmo tempo, o Citi ressalta que a operação implicaria perda de cerca de R$ 1,3 bilhão a R$ 1,4 bilhão em lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) com a desconsolidação. Para o banco, em termos gerais, a estrutura de capital segue sob pressão significativa.
O Citi estima um Ebitda de R$ 2,6 bilhões para a CSN no primeiro trimestre e de R$ 1,375 bilhão para a CSN Mineração. Para o braço de mineração, o banco aponta vendas mais fracas em relação ao trimestre anterior, de 9,9 milhões de toneladas, atribuídas à sazonalidade e às chuvas fortes no período, além de câmbio mais baixo, piores descontos de qualidade, custos de frete mais altos e preços do minério de ferro estáveis.
Na siderurgia, o Citi diz que a atividade industrial fraca no início do ano voltou no fim do trimestre, mas não o suficiente para evitar volumes menores no período, o que teria sido compensado por uma receita por tonelada de 3% a 4% maior.
Publicidade
Ainda assim, o banco projeta margens baixas no negócio de aço, em 8,6%, por causa de custos de carvão e coque, que, na visão do Citi, tendem a se recuperar nos trimestres seguintes.
O Citi reduziu o preço-alvo da CSN de R$ 10 para R$ 7, valor 9,20% acima do último fechamento. Para a CSN Mineração, o banco revisou o preço-alvo de R$ 6 para R$ 5, um potencial de valorização de 2,46%.
O Citi manteve recomendação neutra para as duas e acrescentou uma visão negativa de curto prazo para os próximos 90 dias.
Invista em informação
As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador