Fábio Villa, diretor comercial do Itaú BBA, afirma que o Brasil está pronto para
atrair mais capital produtivo. (Arte de Victoria Fuoco com imagens de Adobe Stock)
O Brasil está bem posicionado para atrair capital produtivo assim que reabrir uma janela de oportunidades, avalia o diretor comercial do Itaú BBAFábio Villa. O movimento, porém, dependerá da resolução das questões geopolíticas, em meio à guerra de Estados Unidos e Israel com o Irã, de acordo com o executivo.
“É imponderável, porque depende de temas sensíveis”, reconhece o diretor, que é responsável operações de middle market, corporate banking, multinacionais e tech. “Mas resolvendo esses temas, certamente virá um capital produtivo para o País”, disse, durante coletiva de imprensa na sede do banco na Faria Lima, em São Paulo.
Villa explicou que o Brasil dispõe de uma série de vantagens para construir uma tese de investimentos positivo, como a matriz energética limpa, a distância para conflitos geopolíticos, ao mesmo tempo em que as empresas estão “baratas”. Os setores relacionados à infraestrutura estão em boa posição para liderar essa retomada no mercado de capitais, na visão deles.
“O Brasil é uma das geografias menos afetadas nessa equação [global] como um todo”, ressaltou.