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Balanços do 1ª tri decepcionam sob pressão de juros altos e cenário externo

Custos mais altos, inadimplência e desaceleração global pressionam empresas de vários setores no trimestre

Por Vinícius Novais, Crisley Santana e Cecília Mayrink

23/05/2026 | 14:30 Atualização: 22/05/2026 | 19:57

Resultados fracos no primeiro trimestre refletem impacto de juros elevados, cenário global incerto e desafios específicos enfrentados por empresas brasileiras. (Imagem: Adobe Stock)
Resultados fracos no primeiro trimestre refletem impacto de juros elevados, cenário global incerto e desafios específicos enfrentados por empresas brasileiras. (Imagem: Adobe Stock)

A temporada de balanços do primeiro trimestre de 2026 trouxe decepções espalhadas por diferentes setores, sob pressão de juros altos e de um cenário externo mais adverso. O ambiente macro mais duro ampliou problemas específicos das empresas e pesou sobre os resultados.

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Levantamento do BTG Pactual mostra que 29% das companhias divulgaram resultados considerados fracos no período — em linha com o mesmo trimestre do ano passado, mas acima dos 27% do trimestre anterior.

O banco destaca que os juros altos seguem pesando nos lucros das empresas por elevarem seu custo financeiro, o que é mais grave para companhias com maior alavancagem.

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A Natura (NATU3), por exemplo, encerrou o trimestre com a dívida em R$ 4,042 bilhões e a alavancagem atingiu 2,12 vezes a relação dívida líquida dividida pelo Ebitda (Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização). Com índice bem menor, de 0,5 vez, a CVC (CVCB3) também provocou o alerta dos analistas porque, pela natureza do seu negócio, o patamar é considerado alto.

A surpresa negativa não ficou restrita às empresas de menor porte. Até blue chips (ações de empresas consolidadas com grande liquidez na Bolsa) como Vale (VALE3) e Banco do Brasil (BBAS3) decepcionaram o investidor, com um misto de questões conjunturais e dilemas específicos de cada uma.

Pressões externas pesam sobre exportadoras e commodities

A Vale, cuja ação chegou a cair 6% após o balanço, foi penalizada no primeiro trimestre por questões sazonais, como o forte período de chuvas. A mineradora enfrenta ainda os sinais de desaceleração da economia da China, cujo Produto Interno Bruto (PIB) tem dado sinal de contínua perda de força.

“A Vale é o principal exemplo de dependência e correlação com o ciclo econômico chinês”, destaca o analista de investimentos da Daycoval Corretora, Gabriel Mollo, a despeito da diversificação para outros metais, como o cobre e o ouro, que estão em um ciclo de alta.

A Genial explica que o barril do petróleo acima de US$ 90 é um problema na linha de custo da Vale, assim como o dólar mais próximo de R$ 5, ou até abaixo desse piso, o que deixa o cálculo da exportação menos atrativo.

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A queda estrutural do dólar impactou também os resultados do setor de celulose, em particular o caso da Suzano (SUZB3). Esse movimento comprometeu sua rentabilidade, mesmo com a alta da celulose no período. Com menos vendas, a empresa teve de encarar um aumento do custo por tonelada.

A Klabin (KLBN11), menos exposta ao exterior, seguiu amargando alavancagem elevada, em um cenário que se deteriora diante dos juros altos.

“A companhia sinalizou que a desalavancagem viria principalmente por meio do crescimento do Ebitda, visto que a alavancagem é calculada pela relação da dívida líquida sobre o Ebitda. Só que o Ebitda não está crescendo e a companhia queimou quase R$ 500 milhões de caixa no primeiro trimestre”, relata Igor Guedes, em podcast da Genial.

A Embraer (EMBJ3) também foi afetada por fatores externos. As tarifas de importação dos Estados Unidos tiveram impacto negativo de US$ 12 milhões sobre os resultados da divisão de aviação executiva da empresa no período. No dia da divulgação, o Citi apontou que o impacto de itens não recorrentes sobre a rentabilidade da empresa foi o principal ponto negativo.

Questões do mercado americano afetaram também a JBS (JBSS3), gigante da proteína animal, que não conseguiu números animadores. O destaque negativo foi o ciclo da carne bovina nos EUA, com aumento do preço da matéria-prima pressionando as margens. Assim, o resultado operacional se mostrou fraco e a própria administração admitiu que 2026 deve continuar difícil para o segmento.

Juros altos e inadimplência pressionam consumo e crédito

No caso do Banco do Brasil, as atenções se voltam para o cenário interno. A alta inadimplência do agronegócio seguiu pressionando a estatal. A leitura é de que a reestruturação da carteira do agro empacou, e o lucro líquido do BB, de R$ 3,4 bilhões, ficou aquém das previsões das casas consultadas pelo Prévias Broadcast.

Além disso, a revisão do guidance para baixo foi lida com pessimismo, diante das dificuldades com a inadimplência. Essa tendência de maior inadimplência se espalhou por todo o setor bancário, com as instituições aumentando suas provisões e se mostrando mais seletivas na concessão de crédito, ainda que as demais não tenham sido mal recebidas como o BB. A Selic (taxa básica de juros) em nível elevado dificulta os pagamentos e aumenta o risco de crédito.

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A taxa de juro alta pega em cheio o varejo de massa, focado em eletrodomésticos e móveis, que seguiu em tendência negativa. Com nível de endividamento alto da população e sinais de desaceleração econômica, o consumo está mais contido, afetando Magazine Luiza (MGLU3) e Casas Bahia (BHIA3).

Mollo, da Daycoval, explica que as varejistas voltadas à alta renda tiveram melhores resultados, visto que a demanda, nesse caso, se manteve resiliente e a dependência de crédito é menor.

“O varejo, empresas mais expostas ao consumo financiado ainda enfrentaram dificuldade para recuperar rentabilidade, como Magazine Luiza”, diz Mollo, que avalia ainda que a melhora no setor foi seletiva.

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