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Investimentos

C6 aumenta exposição à renda fixa prefixada e vê mais espaço para Bolsa brasileira

Banco espera que o mercado passe a prever juros futuros mais baixos e considera uma boa oportunidade de investimento em ativos prefixados brasileiros

Por Bruna Camargo

09/04/2026 | 14:46 Atualização: 09/04/2026 | 14:46

Após uma "precificação exagerada", o C6 Bank aumentou a exposição à renda fixa prefixada. (Imagem: Adobe Stock)
Após uma "precificação exagerada", o C6 Bank aumentou a exposição à renda fixa prefixada. (Imagem: Adobe Stock)

O C6 Bank aumentou a exposição à renda fixa prefixada, dada a avaliação de que, após uma “precificação exagerada” em meio ao conflito no Oriente Médio, o mercado pode passar a prever juros futuros mais baixos. Ao mesmo tempo, o banco observa espaço para alocação um pouco maior em renda variável brasileira, uma vez que a perspectiva de continuidade do ciclo de queda da Selic (taxa básica de juros) tende a favorecer essa classe de ativos. As informações constam no relatório de carteiras recomendadas para abril divulgado pelo banco.

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“O conflito no Oriente Médio elevou os preços de energia globalmente, pressionando as expectativas de inflação e levando a uma alta relevante dos juros futuros. No Brasil, entendemos que houve exagero do mercado num primeiro momento na precificação de um cenário mais conservador para a Selic. Em meio às incertezas, o mercado chegou a embutir que a taxa não cairia abaixo de 14%, mesmo no longo prazo. Hoje, essa expectativa já recuou para algo próximo de 13,5%”, descreve o C6 Bank, no relatório.

À frente, o banco vê espaço para que o mercado passe a prever juros futuros ainda mais baixos, o que considera uma boa oportunidade de investimento em ativos prefixados brasileiros. Assim, a exposição à renda fixa prefixada saiu de neutra para overweight (sobreponderação), e a recomendação ficou em 3% para a carteira Nível 1, que busca estabilidade, em 7% para a carteira Nível 2, que busca equilíbrio, e em 15% para a carteira Nível 3, que busca rentabilidade.

Já a exposição de risco em pós-fixados segue underweight, ficando em 62% (Nível 1), 24% (Nível 2) e 5% (Nível 3). No caso de renda fixa atrelada à inflação, o C6 continua sobrealocado (overweight+), com exposição de 25% (Nível 1), 35% (Nível 2) e 27,5% (Nível 3).

“No cenário de queda da Selic, os ativos indexados ao IPCA+ tendem a performar bem”, diz o banco. “Essa classe de ativos também segue relevante como proteção caso a persistência do conflito no Oriente Médio leve a uma inflação acima do esperado no Brasil.”

Em renda variável brasileira, o C6 passou de underweight para neutro, com exposição de 5% (Nível 2) e 10% (Nível 3).

“Ainda que o cenário siga incerto, eventuais sinais de alívio no conflito podem abrir espaço para a retomada do desempenho das bolsas de países emergentes que vinham se destacando. No Brasil, a perspectiva de continuidade do ciclo de queda da Selic também tende a favorecer a classe de ativos, ao estimular a migração para investimentos de maior risco. Nesse contexto, vemos espaço para uma alocação um pouco maior em renda variável brasileira”, destaca o relatório.

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