Após uma "precificação exagerada", o C6 Bank aumentou a exposição à renda fixa prefixada. (Imagem: Adobe Stock)
O C6 Bank aumentou a exposição à renda fixa prefixada, dada a avaliação de que, após uma “precificação exagerada” em meio ao conflito no Oriente Médio, o mercado pode passar a prever juros futuros mais baixos. Ao mesmo tempo, o banco observa espaço para alocação um pouco maior em renda variável brasileira, uma vez que a perspectiva de continuidade do ciclo de queda da Selic (taxa básica de juros) tende a favorecer essa classe de ativos. As informações constam no relatório de carteiras recomendadas para abril divulgado pelo banco.
“O conflito no Oriente Médio elevou os preços de energia globalmente, pressionando as expectativas de inflação e levando a uma alta relevante dos juros futuros. No Brasil, entendemos que houve exagero do mercado num primeiro momento na precificação de um cenário mais conservador para a Selic. Em meio às incertezas, o mercado chegou a embutir que a taxa não cairia abaixo de 14%, mesmo no longo prazo. Hoje, essa expectativa já recuou para algo próximo de 13,5%”, descreve o C6 Bank, no relatório.
À frente, o banco vê espaço para que o mercado passe a prever juros futuros ainda mais baixos, o que considera uma boa oportunidade de investimento em ativos prefixados brasileiros. Assim, a exposição à renda fixa prefixada saiu de neutra para overweight (sobreponderação), e a recomendação ficou em 3% para a carteira Nível 1, que busca estabilidade, em 7% para a carteira Nível 2, que busca equilíbrio, e em 15% para a carteira Nível 3, que busca rentabilidade.
Já a exposição de risco em pós-fixados segue underweight, ficando em 62% (Nível 1), 24% (Nível 2) e 5% (Nível 3). No caso de renda fixa atrelada à inflação, o C6 continua sobrealocado (overweight+), com exposição de 25% (Nível 1), 35% (Nível 2) e 27,5% (Nível 3).
“No cenário de queda da Selic, os ativos indexados ao IPCA+ tendem a performar bem”, diz o banco. “Essa classe de ativos também segue relevante como proteção caso a persistência do conflito no Oriente Médio leve a uma inflação acima do esperado no Brasil.”
Em renda variável brasileira, o C6 passou de underweight para neutro, com exposição de 5% (Nível 2) e 10% (Nível 3).
“Ainda que o cenário siga incerto, eventuais sinais de alívio no conflito podem abrir espaço para a retomada do desempenho das bolsas de países emergentes que vinham se destacando. No Brasil, a perspectiva de continuidade do ciclo de queda da Selic também tende a favorecer a classe de ativos, ao estimular a migração para investimentos de maior risco. Nesse contexto, vemos espaço para uma alocação um pouco maior em renda variável brasileira”, destaca o relatório.