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Ibovespa bate máxima recorde com 197 mil pontos em meio à queda do petróleo e do dólar

O principal índice da B3 fechou com alta de 1,12% aos 197.324 pontos, com giro financeiro de R$ 33,4 bilhões

Apetite ao risco moderado traz oscilação entre os mercados internacionais e influenciaram sinais mistos nos índices de Nova York. (Imagem: Adobe Stock)
Apetite ao risco moderado traz oscilação entre os mercados internacionais e influenciaram sinais mistos nos índices de Nova York. (Imagem: Adobe Stock)

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Os mercados globais encerraram esta sexta-feira (10) com apetite por risco moderado. Em Nova York, os principais índices fecharam sem direção única, à medida que o mercado avaliou o dado de inflação ao consumidor dos Estados Unidos, que veio em linha com o esperado, mas mostrou pressão relevante nos preços de energia. Esse vetor contribuiu para a alta dos rendimentos dos Treasuries (títulos de renda fixa de dívida pública do governo norte-americano) ao longo do dia.

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Ainda assim, o dólar perdeu força no exterior, enquanto os investidores seguiram monitorando sinais de possível acomodação nas tensões geopolíticas. Nesse ambiente, o ouro retomou fôlego, e as bolsas europeias terminaram o pregão majoritariamente estáveis, refletindo um cenário de cautela e espera por novos catalisadores.

No Brasil, o grande destaque do dia foi a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de março acima do consenso, o que provocou uma reprecificação da curva de juros. As taxas de vencimentos curtos e intermediários fecharam em alta, reduzindo significativamente a probabilidade de um corte de 0,50 ponto percentual da Selic na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) e reforçando a expectativa de redução mais contida, de 0,25 ponto percentual.

Apesar do ajuste no mercado de juros, a percepção de que o diferencial de taxas do Brasil permanece elevado continuou favorecendo o fluxo estrangeiro. Nesse contexto, o Ibovespa fechou com alta de 1,12% aos 197.324 pontos com giro financeiro de R$ 33,4 bilhões, acumulando mais um recorde no ano.

As ações da Petrobras (PETR3; PETR4) foram um dos principais suportes da alta ao longo do pregão, operando próximas das máximas, mesmo em um dia de queda do petróleo no mercado internacional. O bom desempenho da estatal também se refletiu nas ADRs (recibos que permitem que investidores consigam comprar nos EUA ações de empresas não americanas) negociadas em Nova York, que destoaram negativamente de outras grandes petrolíferas globais.

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No câmbio, a combinação entre o enfraquecimento do dólar no exterior e o fluxo positivo para ativos domésticos manteve o real apreciado. A moeda americana caiu pelo terceiro pregão consecutivo e fechou próxima às mínimas em dois anos, mesmo diante de uma curva de juros doméstica mais inclinada. O dólar frente ao real terminou o dia cotado aos R$ 5,01 com queda de 1%, reforçando o ambiente favorável para os ativos de risco locais

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