Às 11h50 (de Brasília), o principal índice de ações da B3 registrava alta de 0,41% e atingia os 198.805 pontos, logo após bater seu novo recorde máximo intradiário de 199.134 pontos. Além disso, o dólar continua na casa dos R$ 4,97.
No campo institucional, dirigentes do Federal Reserve (Fed) e de outros bancos centrais, incluindo Gabriel Galípolo, pelo Brasil, participam de encontros nos arredores das reuniões de primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI), em Washington, onde o ministro da Fazenda, Dario Durigan, também cumpre agenda na embaixada brasileira.
E lá fora?
O apetite ao risco sustenta a leve alta das Bolsas globais, enquanto o petróleo recua diante da expectativa de retomada das negociações entre Estados Unidos e Irã. O governo do Paquistão propôs sediar novas conversas em Islamabad antes do fim do cessar-fogo, após o encontro do fim de semana terminar sem acordo.
O presidente Donald Trump afirmou que Teerã retomou contato, enquanto o vice-presidente JD Vance indicou avanços, afirmando que “a bola está com Teerã”. Em paralelo, forças militares americanas seguem bloqueando o tráfego no Estreito de Ormuz ligado a portos iranianos.
O petróleo pouco reagiu ao relatório da Agência Internacional de Energia (AIE), que revisou para baixo as projeções de demanda e oferta global. Ainda assim, persistem temores inflacionários, embora os rendimentos dos Treasuries recuem e o dólar enfraqueça com o índice DXY atingindo mínima em seis semanas antes da divulgação do PPI e de falas do Fed.
O que impacta o Ibovespa hoje
O Ibovespa acompanha o viés positivo externo nesta terça-feira, mas a queda do petróleo pode limitar ganhos. Em Nova York, o EWZ avançava 0,82% às 11h50 (de Brasília), refletindo a queda das ações da Petrobras (PETR3; PETR4) de 3,13% e 2,77%, respectivamente. Em compensação, a Vale (VALE3) registrava leve alta de 1,05%.
No câmbio, o dólar à vista estende perdas após cair ontem para menos de R$ 5 pela primeira vez em dois anos, negociado a R$ 4,9970, movimento que já incorpora parcialmente o alívio externo com a possível retomada do diálogo entre EUA e Irã. Ainda assim, o cenário segue dependente de avanços concretos nas negociações, permanecendo suscetível a novos ruídos geopolíticos.
No mercado doméstico, investidores acompanham os dados de serviços. Segundo a economista Claudia Moreno, economista do C6 Bank, “os serviços crescem abaixo do esperado em fevereiro [0,1% ante projeção de 0,4%], mas devem ajudar a sustentar a atividade em 2026”.
Na comparação anual, o avanço foi de 0,5%, também aquém da projeção de 1,4%. Apesar da surpresa negativa, alguns segmentos seguiram mostrando força, como os serviços prestados às famílias, que avançaram 1,4%, e os de informação e comunicação, com alta de 1,1%. Também houve crescimento nos serviços de transportes e correio (0,6%), reforçando a resiliência de áreas importantes para o desempenho do setor e do PIB.
Para Moreno, mesmo com o início do ciclo de cortes da Selic, os juros ainda elevados seguem pressionando consumo e investimentos, mas sem indicar uma desaceleração acentuada.
O banco projeta crescimento do PIB de 1,7% em 2026 e 2027, enquanto espera um corte moderado de 0,25 ponto percentual na próxima reunião do Copom, levando a Selic a 14,5%, com taxa encerrando o ano em 13,5%, condicionada à evolução do cenário externo, especialmente no Oriente Médio.
Os contratos de petróleo operam em baixa, com o WTI para maio caindo 6,05%, a US$ 93,09, e o Brent para junho recuando 3,69%, a US$ 95,69, refletindo o tom mais construtivo nas negociações geopolíticas.
Em Nova York, os índices operam no azul, com Dow Jones avançando 0,47%, S&P 500 subindo 0,73% e Nasdaq em alta de 1,22%, às 11h50 (de Brasília), enquanto investidores também acompanham o PPI, balanços bancários e falas do Fed.
Na Europa, as Bolsas tinham desempenho positivo após perdas no início da semana, com Londres ganhando 0,10%, Paris subindo 0,95% e Frankfurt registrando 1,34%. Os rendimentos dos Treasuries operavam em queda, com a T-note de 2 anos a 3,774%, T-note de 10 anos a 4,276% e T-bond de 30 anos em caía aos 4,882%.
Agenda de terça-feira (14)
| Horário |
País |
Indicador/Evento |
| 09:00 |
Brasil |
IBGE: Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (Mar) |
| 09:00 |
Brasil |
IBGE: Pesquisa Mensal de Serviços (Fev) |
| 11:00 |
Brasil |
CNT/MDA divulgam pesquisa de intenção de voto, rejeição e expectativas sociais |
| 11:00 |
Brasil |
Tesouro faz leilão de LFT e NTN-B |
| 11:30 |
Brasil |
BC oferta até 50 mil contratos de swap cambial |
| 12:00 |
Brasil |
BC oferta até R$ 5 bilhões em operações compromissadas (3 meses) |
| 00:00 |
China |
Balança comercial (Mar), Exportações e Importações |
| 05:00 |
França |
AIE divulga relatório mensal |
| 05:50 |
Reino Unido |
Catherine Mann (BoE) participa de evento Aon Insights Series |
| 09:30 |
Estados Unidos |
Índice de Preços ao Produtor (PPI) e núcleo (Mar) |
| 10:00 |
Estados Unidos |
Painel sobre crescimento global (Semafor World Economy 2026) |
| 10:00 |
Estados Unidos |
Secretário do Tesouro participa de evento do IIF |
| 10:00 |
Estados Unidos |
FMI divulga relatório de perspectivas da economia global |
| 11:00 |
Estados Unidos |
Megan Greene (BoE) participa de evento |
| 11:00 |
Estados Unidos |
Philip Lane (BCE) palestra na Universidade de Virgínia |
| 11:00 |
Estados Unidos |
Painel sobre finanças globais com dirigentes de BCs |
| 11:15 |
Estados Unidos |
FMI divulga relatório de estabilidade financeira global |
| 11:30 |
Estados Unidos |
Representante comercial dos EUA participa de evento do IIF |
| 12:00 |
Itália |
Piero Cipollone (BCE) participa de fórum em Roma |
| 13:00 |
Estados Unidos |
Andrew Bailey (BoE) participa de evento na Universidade de Columbia |
| 13:00 |
Estados Unidos |
Valdis Dombrovskis participa de painel do FMI |
| 13:45 |
Estados Unidos |
Michael Barr (Fed) participa de painel com dirigentes regionais |
| 16:00 |
Argentina |
Índice de preços ao consumidor (Mar) |
| 17:10 |
Estados Unidos |
Sarah Breeden (BoE) participa de evento em Harvard |
| 18:00 |
Estados Unidos |
Christine Lagarde (BCE) participa do Spring Summit 2026 |
| – |
Estados Unidos |
Reuniões de Primavera do FMI e Banco Mundial |
Fonte: Broadcast, Dow Jones Newswires e FactSet