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Mercado

Bolsas em máximas históricas: por que a guerra no Oriente Médio não derruba o mercado?

Lucros corporativos fortes no 1T226, economia resiliente nos EUA e fluxo financeiro global explicam

Por Leo Guimarães
Editado por Geovana Pagel

23/04/2026 | 5:30 Atualização: 22/04/2026 | 20:19

Máximas dos índices acontecem num contexto frágil de resolução em relação ao Irã. Foto: AdobeStock
Máximas dos índices acontecem num contexto frágil de resolução em relação ao Irã. Foto: AdobeStock

Em meio à guerra no Oriente Médio e tensão no petróleo, as bolsas globais passaram a renovar máximas históricas e a desafiar a lógica. Por que o mercado segue comprando risco e o que poderia interromper esse movimento?

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O dado mais recente é a confirmação de lucros corporativos fortes no primeiro trimestre de 2026, liderados pelas big techs – as grandes companhias de tecnologia – e setor financeiro na atual temporada de divulgação de resultados nos EUA, que puxam as principais bolsas para o topo histórico.

Essa seria a explicação pontual para as máximas nos índices em meio à pior crise geopolítica dos últimos tempos desencadeada pela guerra dos EUA no Irã. O conflito provocou o maior choque no mercado de petróleo desde a década de 1970, com fechamento do Estreito de Ormuz.

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A alta também reflete expectativas econômicas resilientes nos EUA e o fluxo global, que termina beneficiando o Brasil, com o Ibovespa rondando a faixa dos 200 mil pontos pela primeira vez na história. No caso brasileiro, a política externa errática do governo Donald Trump ajuda a explicar boa parte do fenômeno. Com o capital mundial saindo dos EUA, o movimento enfraquece o dólar e beneficia as bolsas de países emergentes.

Por que as Bolsas sobem mesmo com a guerra:

1) Lucro das empresas segura o mercado
Big techs e bancos entregando resultados acima do esperado
Crescimento de lucros (EPS) permanece intacto
Mercado ignora ruído geopolítico quando o caixa segue forte
2) Economia resiliente nos EUA
Consumo e emprego sustentados
Sem sinal claro de recessão (soft landing)
Juros altos ainda não quebraram a atividade
3) Fluxo para mercados emergentes
Capital saindo dos EUA diante de incerteza política
Dólar mais fraco favorece emergentes
Brasil capturando parte desse fluxo

Brasil surfa movimento dos emergentes

Para alguns analistas, o índice EWZ, que é a Bolsa brasileira em dólares, só não está subindo mais, com quase 13% de valorização em 30 dias, porque a Petrobras (PETR4) é afetada pela instabilidade no preço do petróleo.

“O fluxo global tem rotacionado capital para mercados com maior potencial de valorização. O Brasil, mesmo diante de cenários complexos, oferece previsibilidade em seus riscos“, comenta Ailton Moraes, chefe da Mesa de Renda Variável da Barsi Investimentos.

Nos EUA, a expectativa é de que as empresas de tecnologia mostrem resultados robustos no primeiro trimestre de 2026. A Netflix (NFLX34), uma das primeiras a reportar o balanço, entregou lucro por ação de US$ 1,23 (crescimento de 86% em relação ao ano anterior), bem acima do consenso de mercado (que esperava cerca de US$ 0,76). Nesta quarta (22), a Tesla abriu a fila das big techs e, até semana que vem, a maioria delas já terá publicado seus balanços do 1T26.

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As maiores companhias do setor financeiro já divulgaram seus números e também bateram as previsões.

Índices nas máximas

Os bons resultados parecem fazer o mercado esquecer da crise no Oriente Médio. O S&P 500 flutua hoje acima dos 7.100 pontos, uma alta de mais de 9% em relação ao final de fevereiro, quando teve início o conflito. O Dow Jones está quase voltando ao topo dos 50 mil pontos alcançados antes da guerra e o Nasdaq está no maior patamar de todos os tempos, com valorização de quase 18% desde o primeiro impacto negativo do conflito no Irã.

O MSCI World, índice global de ações de países desenvolvidos, bateu máxima e o MSCI All Country World, que inclui emergentes, também registra novos recordes.

Os lucros resilientes reforçam a leitura de que o ciclo americano ainda continua forte. “Quando o mercado percebe que a guerra não destruiu a trajetória de EPS (lucro por ação, em inglês), o índice volta a mirar máximas, em um movimento que já vinha ocorrendo antes de estourar a guerra”, observa Paula Zogbi, estrategista-chefe da Nomad.

Recordes históricos e suas datas:

Índice Máximo Nominal Máximo Ajustado Inflação
Valor Data Valor Data
Nasdaq 24.468,48 17/04/2026 24.468,48 17/04/2026
S&P 500 7.126,06 17/04/2026 7.126,06 17/04/2026
Ibovespa 198.657,33 14/04/2026 198.950,94 20/05/2008
Dow Jones 50.188,14 10/02/2026 50.953,65 10/02/2026

Fonte: Elos Ayta

O peso das big techs nos recordes

No caso das big techs, o motor de crescimento vem da capacidade dessas empresas de manter margens e de que os altos investimentos em Inteligência Artificial seguem sustentando mais receita e lucro. “Estimativas recentes mostram que IA e cloud podem responder por quase metade do crescimento do EPS do S&P 500 em 2026“, aponta a especialista.

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Já os bancos se beneficiam de uma economia que resiste à política monetária contracionista, que favorece a leitura de que não haverá recessão na maior economia do mundo, dentro da tese de “soft landing”, ou pouso suave.

Isso significa uma visão de que os consumidores dos EUA vão continuar comprando, num mercado de trabalho estável e com empresas entregando resultado mesmo com o banco central americano, o Fed, mantendo os juros altos para o patamar americano, com o intuito de frear a economia para conter a inflação. “Esse pano de fundo ajuda a sustentar a percepção de que os Estados Unidos ainda têm fôlego para crescer sem uma recessão mais dura no curto prazo”, diz Vitor Almudi, especialista da Barsi Investimentos.

O papel do petróleo no risco de queda

O petróleo, por outro lado, segue como a variável mais sensível da equação. Caso haja um choque real de preços, a inflação forçará o Fed a manter os juros altos por mais tempo, o que pode enfraquecer a economia americana – isso até agora não parece ter acontecido. “Enquanto o petróleo não dispara de forma persistente, o mercado tende a tratar guerra como ruído temporário e não como mudança estrutural de regime”, resume Paula Zogbi.

Por isso, a análise consensual é de que as máximas dos índices acontecem num contexto frágil de resolução em relação ao Irã. Na sexta-feira (18), o mundo dormiu com a informação de que o Estreito de Ormuz estaria finalmente reaberto, o que ajudou as bolsas a fecharem a semana nas máximas históricas. A boa notícia, no entanto, envelheceu no sábado (19), com o Irã ameaçando navios, enfraquecendo o ímpeto otimista do mercado nesta semana.

O quadro segue volátil, com mudanças em questão de horas e com os agentes de mercado incorporando a percepção de que o risco geopolítico permanece, embora menos intenso do que no início do conflito.

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“Com o medo perdendo força, o capital voltou para onde havia previsibilidade. Tecnologia, pela consistência dos lucros, e bancos, por um ambiente de juros mais favorável e balanços sólidos”, explica Thiago Simon, especialista da Barsi Investimentos, ao indicar os setores que puxam as bolsas.

TACO Trade: o fator Trump no mercado

A rápida recuperação dos índices desde o início dos ataques, mesmo diante de uma crise com potencial destrutivo para a economia mundial, reflete uma característica do próprio mercado, avalia Maurício Garret, head da mesa de operações internacionais do Banco Inter. “Os mercados são mecanismos de antecipação, não necessariamente de confirmação”, diz.

Garret notou que, aos primeiros sinais de negociação, com recuo retórico e intermediários envolvidos, o mercado passou a precificar o cenário de resolução. “Mas caso a situação volte a piorar e a guerra escalar novamente, certamente o mercado irá se ajustar às novas incertezas”, observa.

Em relação à retórica, um fator que ajuda a fazer preço é o chamado TACO Trade (Trump Always Chickens Out), sigla em inglês para a aposta de que Donald Trump sempre recua de medidas duras após pressão do mercado, gerando quedas seguidas de recuperação nos ativos. “Isso reduz a assimetria negativa percebida e encoraja a busca pelo buy the dip (comprar na queda) em episódios de escalada”, afirma Paula Zogby.

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