De acordo com a análise gráfica do banco, o Ibovespa está em um processo de realização de lucros e encontrará suportes em 188.100 e 184.300 pontos. Em caso de retomada da valorização, a máxima deixada em 199.354 pontos é o gatilho para o retorno do movimento de busca da marca dos 200 mil pontos. “Sob olhar de médio prazo, começamos a monitorar o próximo objetivo em 250 mil pontos”, diz o BBA.
O banco aponta que as perspectivas de avanço em um acordo entre Estados Unidos e Irã seguem cercadas de incertezas. Na terça-feira (21), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou – horas antes do fim da trégua com o Irã – a extensão do cessar-fogo. Ainda assim, o clima continua tenso: pelo menos três navios porta-contêineres foram atingidos por disparos no Estreito de Ormuz, segundo a agência de notícias Reuters.
Nos EUA, os índices estão esticados e nas máximas. No Brasil, o Ibovespa também está próximo ao seu maior nível histórico. Por outro lado, os demais índices globais e os principais índices setoriais brasileiros ainda não conseguiram superar suas máximas de 2026. “Ou seja, ainda falta um impulso adicional para que o mercado, como um todo, fique mais confortável para novas altas”, destaca o BBA.
O banco enxerga que a renovação das máximas do ano pelos diferentes índices será um sinal mais claro de uma virada para o Ibovespa. Até lá, a recomendação é manter prudência na seleção dos ativos e uma alocação de risco adequada, para atravessar um cenário incerto, apesar do cessar-fogo temporário.