O petróleo hoje inicia a semana em alta e volta a orbitar a marca de US$ 100 por barril, em um movimento que recoloca o risco geopolítico no centro da formação de preços diante do impasse nas negociações entre Estados Unidos e Irã.
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O petróleo hoje inicia a semana em alta e volta a orbitar a marca de US$ 100 por barril, em um movimento que recoloca o risco geopolítico no centro da formação de preços diante do impasse nas negociações entre Estados Unidos e Irã.
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Por volta das 11h (de Brasília) desta segunda-feira (27), o Brent para julho avançava 2,14%, a US$ 101,22, enquanto o WTI para junho subia 1,33%, a US$ 95,63, refletindo a deterioração do ambiente diplomático no fim de semana.
Na B3, o avanço da commodity se traduz em alta para as principais petroleiras. Por volta das 11h, a Petrobras (PETR3; PETR4) subia 1,97% nas ações ordinárias, a R$ 53,27, e 1,72% nas preferenciais, a R$ 47,97. A Prio (PRIO3) avançava 1,69%, a R$ 63,69, acompanhando o movimento do petróleo.
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O desempenho, no entanto, não é uniforme. A PetroReconcavo (RECV3) caía 1,63%, a R$ 13,25, enquanto a Brava Energia (BRAV3) tinha alta mais contida, de 0,74%, a R$ 19,15, em meio a ajustes após mudanças de recomendação por banco estrangeiro, segundo agentes de mercado.
O principal gatilho do movimento foi o fracasso das tratativas entre Washington e Teerã, que não avançaram durante encontros no Paquistão. O presidente dos EUA, Donald Trump, elevou o tom ao indicar que eventuais negociações poderiam ocorrer apenas sob novos termos, enquanto o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, deixou a região sem sinalizar progresso e seguiu para Moscou.
No centro do impasse está o Estreito de Ormuz. O Irã chegou a propor a reabertura da rota, desde que seu programa nuclear fosse retirado das negociações, condição considerada inaceitável pelos Estados Unidos. O resultado é um mercado que volta a precificar risco de oferta, diante da possibilidade de restrições prolongadas em uma das principais vias de escoamento de petróleo do mundo.
Analistas apontam que a ausência de avanço nas conversas mantém o balanço global apertado, com poucas alternativas imediatas para compensar eventuais perdas de oferta, estimadas em milhões de barris por dia.
Além do impasse externo, o próprio Irã sinaliza dificuldades internas no setor energético. O governo anunciou um plano de gestão de consumo de gás que inclui desde campanhas de conscientização até restrições e racionamento direcionado, em meio a danos em instalações no campo de South Pars.
A medida indica que, além das incertezas geopolíticas, há limitações operacionais que podem afetar a capacidade de oferta do país, adicionando uma camada estrutural de pressão sobre os preços.
O cenário adiciona volatilidade adicional aos ativos. A semana concentra decisões de política monetária em economias relevantes, incluindo Federal Reserve, banco central dos EUA, e Comitê de Política Monetária (Copom), além de uma bateria de indicadores de atividade, inflação e mercado de trabalho.
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Nesse ambiente, o petróleo volta a operar menos ancorado em fundamentos tradicionais e mais sensível ao noticiário geopolítico, com o prêmio de risco oscilando conforme a percepção de avanço ou fracasso nas negociações.
Com informações do Broadcast
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