Os analistas Vinicius Figueiredo, Lucca Marquezini e Felipe Amancio veem evidências de ganho de participação da Bradsaúde em todas as cinco principais regiões metropolitanas analisadas. Segundo a leitura, isso é apoiado por uma estratégia de produtos equilibrada, que busca competir tanto no segmento mais acessível, com coparticipação, quanto na faixa premium, com acomodação em quarto privativo.
O Itaú BBA diz ainda que as participações em hospitais, especialmente via Atlântica D’Or, têm se traduzido em tração comercial mensurável. Nas regiões em que houve adição de capacidade, as trajetórias de participação mudaram para cima, de acordo com o BBA.
Na rentabilidade, o banco afirma que a operação de seguros está estruturalmente mais forte do que esteve em anos, citando controles mais rígidos contra fraude, aumento da participação de produtos com coparticipação e mais instrumentos de normalização do índice de sinistralidade (MLR). Ao mesmo tempo, os analistas ponderam que os reajustes de preço estão moderando e que a dinâmica de provisões pode voltar a acelerar no curto prazo. Com um setor mais competitivo, isso deve levar a crescimento mais lento dos resultados operacionais.
Ainda assim, o Itaú BBA diz esperar fluxo de caixa livre (FCF) forte, distribuição de juros sobre capital próprio e aceleração dos resultados da Atlântica, fatores que, na avaliação do banco, devem mais do que compensar esses ventos contrários. A projeção do banco é de crescimento de 10% do lucro em 2027 para o grupo.
A mudança de recomendação é amparada principalmente pela avaliação de que o múltiplo atual de 10 vezes preço sobre lucro (P/L) de 2026 não reflete plenamente um crescimento médio anual (CAGR) de lucro em torno de 15% e um retorno de dividendos de 7%.
*Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast