Nesse cenário, os rendimentos dos Treasuries (títulos públicos norte-americanos) voltaram a subir e o dólar hoje ganhou força frente a pares e moedas de emergentes, enquanto as bolsas de valores globais perderam fôlego, com realização mais visível em tecnologia. Com a agenda econômica mais esvaziada, o mercado financeiro ficou ainda mais sensível a manchetes e a movimentos de reprecificação de risco.
No Brasil, a sessão acompanhou a piora externa, com maior aversão ao risco, dólar mais firme e abertura da curva de juros, sobretudo nos prazos mais longos. Além do efeito de Treasuries e câmbio, o mercado também embutiu um prêmio adicional de incerteza doméstica, o que reduziu o apetite por ações mais sensíveis a juros e manteve o tom cauteloso ao longo do pregão.
Com esse pano de fundo, o Ibovespa hoje encerrou a sessão com uma queda de 1,52% aos 174.279 pontos e um giro financeiro de R$ 26,4 bilhões, enquanto o dólar avançou 0,84% aos R$ 5,04.