EURO R$ 5,98 -0,71% MGLU3 R$ 6,71 -7,06% DÓLAR R$ 5,37 -0,75% BBDC4 R$ 22,60 +1,44% ABEV3 R$ 14,93 -3,05% ITUB4 R$ 24,79 +1,35% IBOVESPA 111.910,10 pts -0,62% PETR4 R$ 32,54 -3,96% GGBR4 R$ 28,07 +0,39% VALE3 R$ 83,66 -0,98%
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Carolina Bartunek, do Investindo no Futuro

Dicas fundamentais a jovens investidores

Carolina Bartunek, 17 anos, é estudante do 3º ano do ensino médio. Fez cursos em Harvard, Columbia e Chicago e é uma investidora de ações apaixonada por aprender mais sobre empresas, mercados e negócios. Carolina tem o projeto Investindo no Futuro dentro do canal da Constellation University no YouTube.

Escreve mensalmente, às quartas-feiras

Carolina Bartunek

Um par de patins ou um par de ações?

Jovens podem começar a investir em ações de empresas conhecidas por eles

Um par de patins ou um par de ações? Essa foi a pergunta que meu pai me fez quando pedi um presente de aniversário quando eu tinha 12 anos. Todas as minhas amigas estavam comprando patins e meu pai sabia que seria, provavelmente, uma moda curta. Ele me disse que eu poderia comprar 2 pares de patins depois de um certo tempo se investisse em ações e ganhasse com as suas valorizações. Meio na dúvida escolhi investir em ações.

Naquele momento, aprendi minha primeira lição: é melhor ter um par de patins hoje ou esperar um pouco e ter dois pares? É senso comum que vale a pena esperar para ter um retorno melhor no futuro, mas seguir essa regra é um desafio emocional difícil. A única forma de aprender e mudar os hábitos é se forçar a esperar e ter paciência. Nesse caso, a disciplina é fundamental e é um primeiro teste para os investidores jovens. Como jovens estamos acostumados a ter acesso a tudo ‘para ontem’: internet, jogos com ganhos rápidos, acesso a todos os episódios de séries de uma vez, jogos da NBA com uma cesta a cada 30 segundos na média etc. Temos de treinar nossa paciência.

Depois de escolher investir em ações, veio o segundo desafio: quais empresas escolher? As primeiras ações que me vêm à cabeça são Vale, Petrobrás, Banco do Brasil, Itaú… São empresas que a maioria dos jovens não tem nenhuma familiaridade ou engajamento. É quase que investir no escuro. Quase não tem graça.

Discutindo com meu pai, ele sugeriu eu pensar em empresas que eu admirava ou que era cliente satisfeita. Logo me veio à cabeça Google, Amazon, Apple, Natura, Centauro… A boa notícia é que dá para ser sócio dessas empresas internacionais através de BDRs (Brazilian Depositary Receipts). Elas são negociadas na bolsa brasileira, basta pedir a sua corretora. Ter um pedaço da Apple, do Google, que está listada pela holding Alphabet, e da Natura me deixou muita mais animada. Afinal, são empresas que eu admiro e consigo ter uma boa percepção da qualidade dos produtos e como estão em comparação com seus concorrentes. Ou seja, investir em ações se tornou algo divertido e mais próximo do meu universo, não distante ou obscuro como parecia ser.

Na escolha das empresas aprendi a segunda lição. Quando se compra ações, você está comprando pedaços de companhias e apostando no futuro dela. Qual empresa você acha que vai se dar melhor nos próximos anos: McDonald’s ou Burger King? Facebook ou Snapchat? Apple ou Samsung? Lojas Renner ou Riachuelo? Acho que muitos de nós, jovens, temos uma opinião e esta ideia vai determinar o desempenho das empresas e das ações no longo-prazo.

Mais do que tentar adivinhar as taxas de juros, o valor do dólar ou o PIB, ter uma visão de quem serão as empresas vencedoras, com os melhores produtos e serviços, fará a diferença no longo prazo para nós investidores. Nisto, nós jovens temos até uma vantagem em relação aos investidores mais experientes. Nós somos clientes dessas empresas e geralmente percebemos as mudanças de tendência antes.

Meu pai me deu um livro do famoso investidor americano Peter Lynch –One Up on Wall Street. Nele, Lynch mostrava como ouvia com atenção as opiniões das filhas sobre produtos que estavam fazendo sucesso. Ele conseguiu fazer bons investimentos em novas empresas vendo produtos que sua família estava consumindo. Usando esse mesmo olhar, percebi que as empresas tradicionais de vídeo-games poderiam sofrer mais competição quando vi meu irmão menor jogando apenas Fortnite. Ou seja, temos mais chances de ir bem investindo naquilo que conhecemos.

Nesta primeira coluna quis contar um pouco sobre como comecei a investir. Foi ao acaso. Influenciada pelo meu pai tive a paciência de abrir mão de um presente de curto prazo para investir no meu futuro. Foi uma opção que me abriu as portas para um mundo novo, que antes parecia limitado apenas para
pessoas mais velhas ou com muito dinheiro.

A primeira mensagem que deixo é que temos de começar em algum momento. Quanto antes isso acontecer, melhor. E não precisamos iniciar com ações desconhecidas ou complicadas. Vale a pena olhar os produtos e as empresas que admiramos.

Começar é fácil, mas é apenas o começo de um processo longo de estudos e uma montanha russa de
emoções. Mas isso fica para a próxima coluna.

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