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Como controlar as emoções ao investir

Marcelo Biasoli é executivo do mercado financeiro com experiência em liderar áreas de Inovação, Estratégia, Desenvolvimento de Negócios e Marketing. Também é coach com conhecimento e paixão pelo desenvolvimento humano e neurociência aplicada aos negócios, combinando as competências de future thinking, criatividade e intraempreendedorismo para impulsionar investimentos e acelerar negócios.

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Marcelo Biasoli

4 tendências em gestão que vão influenciar o rumo dos seus investimentos

Como a sua carteira é afetada por propósito, liderança, transformação digital e sustentabilidade

(Foto: Evanto Elements)
  • Ter uma liderança comprometida com o propósito da empresa e que saiba escolher bem o seu time, faz a diferença
  • Com todos esses impactos no nível estratégico, para os investidores é importante acompanhar e avaliar os resultados da implementação da Transformação Digital nas empresas

Acompanhar as tendências, detectar as mudanças nos cenários e antecipar os movimentos de mercado são fatores-chave para se ter sucesso nos investimentos.

Novos desafios e novas oportunidades estão bem a nossa frente. Portanto, aqui estão quatro tendências em gestão para turbinar seu raciocínio e influenciar diretamente em sua estratégia de investimentos. Cada uma delas é uma oportunidade poderosa para refletir e para auxiliar você na alocação dos ativos de seu portfólio.

Propósito conectado com a estratégia de longo prazo

Nas últimas décadas, as empresas, que sempre se preocuparam em gerar valor para os acionistas, começaram a entender que esse valor ia além do lucro, passando a abranger também experiências e propostas de valor para clientes, colaboradores e para a sociedade em geral. O comportamento de compra do consumidor será cada vez mais pautado pela percepção que ele tem sobre como as empresas se posicionam, como lidam com as questões éticas e de reputação, como cuidam e potencializam seus colaboradores, entre outros fatores que conectam com seu propósito. Além do mercado consumidor, essa tendência também é válida entre os investidores, que devem estar atentos a como as empresas buscam acessar capital, como observam e interpretam as tendências e como se conectam com os novos critérios de mercado.

De acordo com o estudo anual Edelman Trust Barometer, realizado ano passado com mais de 500 investidores e analistas financeiros nos EUA, Alemanha, Canadá, Grã-Bretanha e Japão, vários insights vieram à tona e ficou claro que o investidor tende a ser cada vez mais ativista em seus investimentos: 66% consideram importante ter uma visão de longo-prazo por parte das empresas, 98% do grupo de analistas financeiros acreditam que empresas de capital aberto devem atuar frente à problemas sociais como: cyber segurança, desigualdade salarial, diversidade no mercado de trabalho, segurança nacional e imigração. Ainda, 89% dos analistas afirmam que estão considerando cada vez mais critérios sobre preservação ambiental, engajamento interno com o time de colaboradores e governança (do inglês ESG) ao fazerem análises de negócio.

Em uma outra pesquisa realizada em 2019 pela Harvard Business Review com executivos que trabalharam em 28 empresas nos Estados Unidos, Europa e Índia, e que tiveram crescimento médio anual de mais de 30% nos últimos cinco anos, os dados mostraram que o propósito desempenha dois papéis estratégicos importantes: auxiliar as empresas a redefinirem seu mercado, modelos de atuação e permitir a reformulação das suas propostas de valor. E isso, por sua vez, possibilitou que elas superassem os desafios de desaceleração do crescimento e queda da lucratividade.

Essa realidade evidencia que muitas empresas de alto desempenho permanecem relevantes em um cenário complexo e em constante mudança através de seus propósitos bem construídos.

Liderança que transforma negócios

O mundo dos negócios está no auge do maior período de transformação desde a Primeira Revolução Industrial. Para que as empresas respondam com velocidade ao mercado e gerem valor para seus acionistas no longo prazo, a liderança tem papel fundamental nesse contexto. A qualidade dos executivos que comandam as empresas deve ser considerada por investidores na decisão de investir em uma organização.

As melhores empresas do mundo investem tempo, dinheiro e energia para o desenvolvimento de líderes em suas organizações e sabem que a liderança eficaz é determinante para que elas tenham sucesso no longo prazo.

Um exemplo disso foi a Walt Disney Co. que nos últimos 15 anos, sob a liderança de Bob Iger, cresceu 5 vezes em valor de mercado: de US$ 48 bilhões para US$ 257 bilhões. Iger liderou as aquisições de grandes empresas como Marvel, Pixar e Lucas Filmes e posicionou a Disney como uma das poucas empresas que conseguiram se transformar, não apenas para sobreviver, mas para prosperar, no contexto da transformação digital com mudanças complexas. Sua jornada foi marcada por 3 princípios de liderança: capacitar as pessoas para cumprir metas específicas, adicionar valor prático à implementação da estratégia e engajar emocionalmente as pessoas no processo de mudança.

Ter uma liderança comprometida com o propósito da empresa e que saiba escolher bem o seu time, faz a diferença. Em seu livro Good to Great, Jim Collins faz uma metáfora interessante comparando uma empresa a um ônibus e o líder a um motorista de ônibus. “Comece colocando as pessoas certas no ônibus, depois as pessoas certas nos lugares certos e for fim as pessoas erradas para fora do ônibus”. Collins enfatiza que é fundamental perguntar continuamente “Primeiro quem, depois o quê”.

Transformação Digital como habilitadora para o crescimento de mercados

A transformação digital avança com velocidade e promove grande impacto nas estratégias das empresas, transformando a cultura, o panorama da tecnologia e principalmente as experiências de produtos e serviços para os consumidores.

De acordo com a empresa de análises de mercado Grand View, o mercado global de transformação digital foi avaliado em US$ 284 bilhões em 2019 e deve se expandir a uma taxa composta de crescimento anual (CAGR) de 22,5% de 2020 a 2027, com crescente demanda pela adoção de novas tecnologias como IoT (internet das coisas) e implantação da telefonia 5G, que deve chegar ao Brasil em 2021.

Com todos esses impactos no nível estratégico, para os investidores é importante acompanhar e avaliar os resultados da implementação da Transformação Digital nas empresas. Empresas digitalmente maduras possuem benefícios decorrentes de suas transformações digitais, que incluem: a melhoria da qualidade do produto e consequentemente na satisfação do cliente, redução do impacto ambiental, aumento da diversidade da força de trabalho, entre outros, além de impulsionar os resultados financeiros.

Segundo a consultoria McKinsey, as empresas líderes em maturidade digital no Brasil alcançam uma taxa de crescimento do EBITDA até 3 vezes maior que as demais empresas, – globalmente, os líderes digitais cresceram 5 vezes mais que as demais empresas.

As empresas líderes destacam-se das demais em três práticas de transformação digital: estrutura organizacional com papéis e responsabilidades claros; experimentação, que envolve o incentivo à tomada de riscos e à criatividade; e por último a jornada do cliente, que busca atender as necessidades e expectativas ao longo da jornada de decisão.

Sustentabilidade na pauta dos investidores

O tema Sustentabilidade ganhou relevância na visão do consumidor nas últimas décadas e fez com que as novas gerações de consumidores estivessem dispostas a escolher produtos de empresas que se preocupam com impacto social e ambiental em detrimento a produtos de empresas que não possuem este direcionamento. Ao mesmo tempo os investidores começam a avaliar o tema Sustentabilidade de forma mais consistente em seus portfólios de investimentos para investir em ativos associados a negócios sólidos e mais resilientes contra os riscos ligados a sustentabilidade.

Segundo a consultoria Deloitte, a maior quantidade de ativos de investimento sustentável está na Europa, totalizando US$ 14 trilhões, seguida pelos Estados Unidos com US$ 12 trilhões. De 2014 a 2018 esses ativos tiveram um crescimento médio anual de 16% nos Estados Unidos.

No Brasil o interesse por investimentos que seguem os chamados princípios ESG crescem e tem um futuro promissor no país.

Lembre-se de que as tendências nada significam se você não as usar para tornar o que você faz, melhor. Portanto, absorva essas tendências, estude, compartilhe, discuta, argumente e acima de tudo, coloque em prática em seu portfólio de investimentos e na sua vida.

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