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Colunista

Os efeitos de um ambiente empresarial tóxico nas finanças dos trabalhadores

Já é provado que ambientes podem oferecer condições para que pessoas adotem bons ou maus hábitos

Por Ana Paula Hornos

15/07/2023 | 7:30 Atualização: 14/07/2023 | 16:12

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Foto: Envato Elements
Foto: Envato Elements

Já é provado pela psicologia experimental que ambientes podem oferecer condições para que pessoas adotem bons ou maus hábitos. Ambientes organizados, com boa governança e bons valores, favorecem que indivíduos se comportem de forma positiva naturalmente, enquanto ambientes tóxicos favorecem o comportamento contrário.

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Daí vêm as seguintes reflexões: esse raciocínio vale também para o problema do endividamento, que causa tantos estragos à vida das pessoas e famílias? Seria o endividamento uma questão restrita ao comportamento individual quanto ao descontrole, falta de preparação técnica ou psicológica, ou atribuída à influência do ambiente?

Um estudo feito na Suécia – publicado em 2018 na coluna VoxEu, pelo Centro de Pesquisa de Política Econômica (The Centre for Economic Policy Research – CEPR) sobre atitudes em relação ao endividamento – apontou que as normas sociais relacionadas à dívida podem tanto aumentar quanto diminuir o comportamento de endividamento, e é um importante fator a ser considerado nas intervenções de saúde financeira de grupos. Isso significa que a cultura de uma empresa pode estimular a saúde ou contribuir danosamente ao adoecimento financeiro de sua equipe.

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É comum existir uma retroalimentação entre uma cultura empresarial que prejudica a saúde financeira dos colaboradores e o endividamento dos funcionários que prejudica os resultados da empresa. Existe uma relação forte e intrínseca entre saúde mental, saúde financeira e produtividade, muitas vezes não óbvia, mas perfeitamente mensurável.

Problemas financeiros dos colaboradores geram impacto na produtividade das empresas por absenteísmo, aumento de fraudes, perda de foco e produtividade e por horas dispensadas para resolver questões financeiras pessoais, além de problemas de saúde mental como crises de ansiedade e depressão.

Que fatores gestores precisam estar atentos para avaliar o adoecimento financeiro e mental de sua equipe? Cito alguns:

Crédito consignado

Entre as várias formas de conseguir acesso a um empréstimo, está o crédito consignado, conhecido pela praticidade do desconto direto na folha salarial e pelo baixo risco para a instituição financeira que empresta, uma vez que o recebimento está atrelado ao salário.

Existe uma lenda de que o crédito consignado privado seria um “benefício” oferecido pelas empresas aos funcionários para “ajudá-los” a ter mais dinheiro disponível, a uma taxa de juros mais baixa que o mercado em geral.

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O assunto já começa polêmico, quando ocorre a venda ou alienação pela empresa da folha de pagamento a um banco privado. Por um determinado período, a empresa ganha benefícios monetários ou em serviços da instituição financeira, porém o que não fica mensurado é o quanto essa aparente vantagem é anulada ou revertida em prejuízos ligados ao endividamento de sua equipe, uma vez que esta é a forma pela qual o banco se remunera.

Ambiente competitivo, mas ausência de propósito

O foco no desenvolvimento contínuo, o reconhecimento pelo bom uso dos talentos e competências dos funcionários, o incentivo à cultura de senso de contribuição e propósito estimulam comportamentos e decisões financeiras saudáveis na própria pessoa física dos colaboradores, além do impacto positivo que estas iniciativas trazem ao clima organizacional, e por consequência à saúde mental do time.

Uma empresa com visão, incentivos e práticas direcionadas ao longo prazo funciona como uma desenvolvedora de repertório comportamental também de longo prazo em sua equipe. Isso leva a um ciclo virtuoso com impactos nas saúdes mental e financeira dos funcionários e, por consequência, nos resultados financeiros da própria companhia.

Em contrapartida, ambientes com práticas financeiras pouco rígidas, alta alavancagem, muito competitivo, com incentivos a metas e vantagens individuais de curto prazo, cuja cultura enfatiza a comparação e notoriedade, culminam no estímulo da impulsividade e comportamentos negativos.

Em dissertação de mestrado defendida por mim perante banca da USP, foi demostrado por pesquisa que é mais fácil para um indivíduo mudar seu comportamento para uma escolha autocontrolada e mais vantajosa no longo prazo se for estimulado pelo senso de contribuição e uso dos talentos, do que pelo estímulo dos reforçadores de status social e remuneração que favorecem comportamentos impulsivos.

Teste de impacto da cultura corporativa sobre a saúde financeira da equipe

Para evitar uma conclusão superficial sobre quem é o mocinho e quem é o vilão, é recomendável fazer um diagnóstico completo do impacto da cultura corporativa sobre a saúde financeira e mental da equipe e seus respectivos impactos nos resultados da empresa.

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É possível fazer um rastreamento estatístico de variáveis como os valores da empresa, alinhamento de missão e propósito, estratégia de remuneração, avaliação de visão de curto e longo prazo da liderança e equipe. Avaliar a estrutura de benefícios oferecidos como plano de previdência, iniciativas de treinamento em educação financeira versus nível de endividamento dos colaboradores, volume de crédito consignado assumido, e medir o impacto na produtividade, clima organizacional e saúde mental da organização como um todo.

A partir de um diagnóstico preciso, é possível construir intervenções e “nudges” que possam colaborar não apenas para dar mais qualidade de vida aos colaboradores, mas também para a melhoria dos resultados financeiros da organização.

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