O Ibovespa acumula alta de 17,66% no ano e já encostou nos 200 mil pontos. O movimento chama atenção por um motivo simples: ele aconteceu sem o investidor local.
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O Ibovespa acumula alta de 17,66% no ano e já encostou nos 200 mil pontos. O movimento chama atenção por um motivo simples: ele aconteceu sem o investidor local.
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O motivo não é a melhora das empresas ou do cenário econômico local, mas sim do dinheiro.
Enquanto os estrangeiros trouxeram mais de R$ 64 bilhões para a bolsa brasileira, os institucionais — que concentram boa parte dos fundos — retiraram cerca de R$ 50 bilhões. Na prática, o gringo comprou o que o investidor local vendeu.
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E isso ajuda a entender o rali.
O que puxou o Ibovespa não foi uma melhora relevante das empresas ou do cenário econômico doméstico. Foi fluxo.
A partir daqui, surgem duas perguntas: por que esse dinheiro veio — e, principalmente, se ele pode continuar vindo.
Desde que Donald Trump voltou à presidência dos Estados Unidos, o dólar perdeu força. Um câmbio mais fraco favorece exportações americanas, ao mesmo tempo em que a perspectiva de juros menores reduz a atratividade da moeda.
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Nesse ambiente, parte do capital global começa a sair dos Estados Unidos em busca de retorno — e os mercados emergentes entram no radar. Países com juros mais altos e menor exposição direta à tensão geopolítica acabam recebendo esse fluxo.
Por esse motivo, muitos investidores estão vendendo dólar e indo para países emergentes, principalmente por terem economias que não sofrem tanto com a crise geopolítica e ainda mantêm os juros altos.
O Brasil está nesse grupo. Corresponde a um volume acionário de 5% desse total de dinheiro recebido pelos “gringos”.
No começo de 2026, o Ibovespa negociava perto de 8 vezes lucro, bem abaixo da média histórica, ao redor de 11 vezes. Era um mercado descontado — como outros emergentes — e isso ajudou a atrair o investidor estrangeiro.
Agora o cenário é outro.
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O P/L do índice já subiu para cerca de 12,3 vezes, acima da média histórica. Em outras palavras, boa parte dessa reprecificação já ficou para trás. Vou enviar esse gráfico e uma análise mais completa no grupo do Whatsapp – então, se quiser, já entra agora para não perder: clique aqui.
Isso ajuda a explicar por que o mercado brasileiro já não parece tão barato.
Ainda assim, há espaço para mais alta? Talvez.
O Bank of America (BofA) trabalha com um cenário em que a melhora do ambiente global mantém o fluxo para emergentes. Nesse caso, o Ibovespa poderia avançar mais 11%, chegando próximo dos 213 mil pontos.
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Mas é aqui que entra a pergunta que realmente importa: vale a pena correr o risco da bolsa para buscar algo próximo de 11% até o fim do ano?
Ou esse mesmo retorno pode ser encontrado — com menos volatilidade — na renda fixa?
É essa conta que o investidor precisa fazer agora e que eu vou mostrar para vocês nos próximos dias também no instagram @vmiziara – já me segue lá. Vale acompanhar.
Um abraço!
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