• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Colunista

Felipe Miranda: Conflitos de interesses ainda persistem no mercado financeiro

A indústria 2.0 diversificou o acesso a produtos em uma mesma plataforma, mas a independência do representante comercial continua comprometida

Por Felipe Miranda, fundador e e co-CEO do Grupo Empiricus

20/12/2022 | 15:56 Atualização: 20/12/2022 | 16:35

Receba esta Coluna no seu e-mail
Felipe Miranda reúne conselhos para o sucesso financeiro no livro "O Filho Rico". (Foto: Nelson Carneiro/Empiricus)
Felipe Miranda reúne conselhos para o sucesso financeiro no livro "O Filho Rico". (Foto: Nelson Carneiro/Empiricus)

Durante a maior parte da última década, eu acreditava que as mudanças no mercado de investimentos – a “indústria 2.0” – representava uma evolução irreversível sobre o que tínhamos anteriormente.

Leia mais:
  • Quer se tornar um profissional do mercado financeiro? Confira essas dicas
  • Mercado de trabalho exige profissionais com mais educação financeira
Cotações
27/02/2026 7h55 (delay 15min)
Câmbio
27/02/2026 7h55 (delay 15min)

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Explico melhor: a “indústria 1.0” se referia àquele modelo no qual bancos tradicionais dominavam a cena, oferecendo aos seus correntistas e investidores exclusivamente os próprios produtos. Há pouco mais de uma década, vieram as “modernas” plataformas de investimento, nas quais seriam oferecidos também produtos de terceiros, dando ao investidor mais possibilidade de escolha.

A figura do gerente do banco cederia espaço para o agente autônomo, supostamente mais qualificado e mais alinhado ao investidor. Será?

Publicidade

Parecia fazer sentido e há méritos na ideia. Víamos avanços em relação ao mercado, ainda que não estivesse totalmente completa. E aqui está o ponto que ainda não foi resolvido: não houve mudança significativa na figura do gerente de banco “de antes”, papel hoje assumido pelo agente autônomo.

As duas funções seguem a mesma premissa: a de vender. E se você dá ao vendedor de qualquer indústria a capacidade de influenciar a decisão de qualquer cliente, o vendedor terá incentivos para maximizar as suas próprias receitas.

A indústria 2.0 de fato diversificou o acesso a mais produtos em uma mesma plataforma. Mas a independência do representante comercial continua comprometida. O agente autônomo está inserido em uma estrutura que gera interesses conflitantes. Nela, ele possui motivações financeiras claras para enfiar (e é este mesmo o verbo) em seus clientes produtos de maior ROA (retorno sobre o ativo; maiores taxas para si mesmo).

Por isso, enxergamos a necessidade de uma ruptura com o que temos diante de nós nesta cadeia. Haveríamos de caminhar para o modelo 3.0, eliminando por completo o intermediário (o gerente ou o agente autônomo), em linha com a caminhada tecnológica de outras indústrias, em prol da desintermediação total.

Publicidade

Nesta nova etapa da indústria, a 3.0, a conversa direta com o investidor seria responsabilidade de um técnico – o especialista em investimentos –, ou então um analisa ou consultor. O vendedor ficaria em segundo plano na relação com cada investidor. As recomendações implicariam a mesma receita para a plataforma e para o interlocutor (analista ou consultor), garantindo isenção e melhores decisões para o investimento.

Quebrar o oligopólio bancário foi um sonho de muitos, com o objetivo de ampliar a oferta de produtos e serviços para o consumidor. Porém, o resultado disto foi uma transferência de valor bizarra na cadeia para a figura do distribuidor (agente autônomo).

Na prática, é ele quem determina a alocação do investidor hoje. E por que isso é uma involução frente ao modelo bancário anterior?

É certo dizer que as metas a cumprir era o que norteava os gerentes do banco. Mas se tratava de uma pessoa cuja função, regida pela CLT, lhe garantia salário razoável e o posicionava sob o guarda-chuva de uma instituição respeitada (alguém colocaria o nome do Bradesco ou do Itaú em risco para maximizar o ROA mensal num COE maluco ou num crédito sem qualidade?), dispunha de certa estabilidade e podia, assim, pensar numa carreira a médio e longo prazo.

Publicidade

Isso não faz parte da realidade do agente autônomo. É um profissional que recebe um salário fixo incapaz de atender ao orçamento doméstico e precisa captar para ter uma remuneração viável.

Por isso, considero que a situação nunca esteve tão ruim e o modelo “inovador” acabou piorando o modelo de antes. Mais do que nunca, é fundamental insistirmos na caminhada em direção à indústria 3.0. Achamos inicialmente que ela seria uma evolução incremental frente a 2.0. Mas é muito mais do que isso. É o único caminho possível para uma melhoria frente ao oligopólio bancário original.

Além disso, no momento em que criamos nossa plataforma de investimentos, partimos do pressuposto de que, com um research técnico, grande e com acesso institucional, os investidores já estariam com o ferramental necessário para navegar pelo mercado financeiro. Um modelo 100% digital e escalável, a partir de nossas carteiras recomendadas. Mas, ainda assim, faltava uma peça no tabuleiro.

Me refiro à personalização das análises para cada comportamento. Isso é: o analista, por definição, fala com o público geral ao emitir suas opiniões sobre empresas, ativos, mercados, alocações.

Publicidade

Acaba por desconsiderar as peculiaridades pessoais. Perfil de risco, horizonte temporal, gastos pessoais, questões sucessórias, especificidades tributárias, diversidade de receitas e dispêndios de moeda. Tudo isso, e muito mais, pode ser adicionado numa avaliação da carteira ideal para o respectivo investidor, individualmente.

Hoje, entendo que não se trata de um antagonismo entre o modelo puramente digital frente ao analógico. A toda estrutura digital e escalável, podemos adicionar uma camada adicional de assessores para, auxiliados e ancorados no trabalho de um bom research, definir alocações individualizadas. Não consigo pensar em algo superior a isso.

*Felipe Miranda é fundador e co-CEO do Grupo Empiricus.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Conteúdo E-Investidor
  • Investimentos
  • Mercado financeiro
  • Trader

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Imposto sobre herança deve mudar em SP

  • 2

    Isa Energia, Taesa e Axia: quem sustenta dividendos na nova safra de balanços

  • 3

    Imposto de herança: o que muda com a reforma tributária e como 2026 afeta seu planejamento

  • 4

    JP Morgan lança JEPI39 na B3 e traz ao Brasil o maior ETF ativo do mundo

  • 5

    Instabilidade política nos EUA enfraquece o dólar como porto seguro e beneficia Trump

Publicidade

Quer ler as Colunas de Espaço do Especialista em primeira mão? Cadastre-se e receba na sua caixa de entrada

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Cadastre-se e receba Coluna por e-mail

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Inscrição feita com sucesso

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Gás do Povo: quais são os canais de atendimento para os beneficiários?
Logo E-Investidor
Gás do Povo: quais são os canais de atendimento para os beneficiários?
Imagem principal sobre o Gás do Povo: como o valor do vale é definido?
Logo E-Investidor
Gás do Povo: como o valor do vale é definido?
Imagem principal sobre o Bolsa Família: qual grupo recebe o auxílio hoje (26)?
Logo E-Investidor
Bolsa Família: qual grupo recebe o auxílio hoje (26)?
Imagem principal sobre o INSS: qual grupo recebe o benefício hoje (26)?
Logo E-Investidor
INSS: qual grupo recebe o benefício hoje (26)?
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: como regularizar pendências do CPF?
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: como regularizar pendências do CPF?
Imagem principal sobre o Saque-aniversário do FGTS: o saldo é bloqueado após antecipação?
Logo E-Investidor
Saque-aniversário do FGTS: o saldo é bloqueado após antecipação?
Imagem principal sobre o Gás do Povo: 3 meios práticos para consultar a situação do vale de recarga
Logo E-Investidor
Gás do Povo: 3 meios práticos para consultar a situação do vale de recarga
Imagem principal sobre o PREVBarco do INSS iniciou atendimento em três cidades nesta semana; veja quais
Logo E-Investidor
PREVBarco do INSS iniciou atendimento em três cidades nesta semana; veja quais
Últimas: Colunas
Do hype aos novos preços na bolsa: como a IA está mudando o jogo das empresas de software
William Castro
Do hype aos novos preços na bolsa: como a IA está mudando o jogo das empresas de software

Nova onda de inteligência artificial domina as atenções em Wall Street e reacende o debate sobre o futuro das empresas de SaaS

26/02/2026 | 17h04 | Por William Castro
Guardem dinheiro: um pai sustenta 5 filhos, mas 5 filhos não sustentam um pai
Fabrizio Gueratto
Guardem dinheiro: um pai sustenta 5 filhos, mas 5 filhos não sustentam um pai

Brasil envelhece rápido e terá menos contribuintes; sem poupança própria, depender da Previdência ou dos filhos será cada vez mais incerto

26/02/2026 | 14h27 | Por Fabrizio Gueratto
Liquidez explode na B3 e coloca 2026 na rota do 2º maior volume da história


Einar Rivero
Liquidez explode na B3 e coloca 2026 na rota do 2º maior volume da história



Com entrada recorde de capital estrangeiro e Ibovespa em máximas históricas, mercado à vista da B3 recupera profundidade e sinaliza mudança de fase no ciclo acionário brasileiro

25/02/2026 | 17h28 | Por Einar Rivero
O trunfo na mão de Lula que pode redefinir as negociações com Trump
Thiago de Aragão
O trunfo na mão de Lula que pode redefinir as negociações com Trump

Brasil é hoje o segundo país do mundo em reservas de terras raras: governo deve usar isso a seu favor, articulando BNDES, fundos de pensão e investidores estrangeiros

25/02/2026 | 14h31 | Por Thiago de Aragão

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador