• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Colunista

O dilema do Fed sobre os juros é pauta da reunião de primavera do FMI

Encontros entre as maiores autoridades do mundo econômico debatem os próximos passos do banco central norte-americano

Por Bruno Funchal

08/05/2024 | 7:55 Atualização: 08/05/2024 | 7:55

Receba esta Coluna no seu e-mail
Edifício do Federal Reserve nos EUA, em Washington DC (Foto: Envato Elements)
Edifício do Federal Reserve nos EUA, em Washington DC (Foto: Envato Elements)

Todo ano, nos meses de abril e outubro, o Fundo Monetário Internacional (FMI) promove encontros com as maiores autoridades do mundo econômico. Esse ano, não foi diferente. As mensagens transmitidas durante essas reuniões focaram nas incertezas relacionadas à desaceleração da economia americana e, consequentemente, nos próximos passos do Federal Reserve (Fed) na condução da política monetária.

Leia mais:
  • Fed mantém juros. Como a decisão impacta os investimentos?
  • Qual é o papel da Inteligência Artificial (IA) nos investimentos?
  • Como as eleições na terra do Tio Sam refletem no Brasil?
Cotações
11/03/2026 3h52 (delay 15min)
Câmbio
11/03/2026 3h52 (delay 15min)

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Durante as reuniões, houve um grande consenso global de que as taxas de juros permanecerão estáveis por um período mais longo. Essa decisão se baseia na preocupação com a fase final da desinflação e na dificuldade de atingir a meta de 2% com uma economia que ainda parece resiliente. Vale ressaltar que, naquela semana de abril, ainda não havia sido divulgado o dado mais recente sobre a geração de vagas de trabalho, que ficou abaixo das expectativas do mercado.

De toda forma, no início do ano, as expectativas eram muito otimistas em relação ao ciclo de queda de juros americano, o que trazia animação para os ativos de risco e para os países emergentes. Esperava-se que o corte de juros começasse já em março, mas essa expectativa foi postergada após cada divulgação de novos dados de inflação ou atividade econômica.

Publicidade

Nas reuniões do FMI, a percepção é de que, no melhor cenário, o Fed cortará os juros apenas em dezembro, se o fizer. Esse período mais prolongado de juros em níveis máximos na economia americana implica em um dólar forte por mais tempo, com a economia norte-americana se destacando em termos de crescimento em comparação com outras economias.

Diante desta percepção sobre os juros americanos, diversos bancos centrais ao redor do mundo, inclusive o brasileiro, passaram a adotar um tom mais cauteloso com relação à sua política monetária, afinal, o diferencial de juros local com os juros americanos é um elemento importante para a estabilidade da moeda e, indiretamente, para a inflação. De acordo com nossos modelos, uma desvalorização de 10% do real frente ao dólar, por exemplo, poderia resultar em um aumento de pouco mais de 1% na inflação ao consumidor.

Apesar da trajetória de continuidade no ciclo de corte de juros em alguns emergentes, como Brasil, México e Chile, o discurso foi menos enfático durante essa semana de reuniões em Washington. Isso se deve tanto a questões globais, como a possível postergação das decisões do Fed, quanto a questões locais, como a atividade econômica mais forte e a inflação acima das expectativas. Assim, com menos espaço de corte de juros pelo Fed, diferente dos últimos anos onde alguns emergentes eram temas de destaque, como México, Índia e Brasil, o interesse pelos países por emergentes em geral foi bastante tímida. A exceção foi a Argentina, que atraiu mais atenção positiva com o novo governo.

Com toda atenção voltada para o Fed e com tanta incerteza sobre o início da queda dos juros por lá, o discurso de Brasil acabou sendo afetado. Os representantes do Banco Central passaram uma mensagem com destaque para o aumento das incertezas, não só aquelas vindas do exterior, como a política monetária americana, mas em relação a riscos internos, como o risco de uma política fiscal expansionista, um ritmo mais lento de desinflação por conta das pressões salariais observadas no mercado de trabalho, bem como as expectativas de inflação desancoradas.

Publicidade

Foram traçados quatro cenários possíveis pelos representantes do BC para tentar nortear suas decisões. Dentre eles:

  • Redução da incerteza, que permitiria o banco central seguir o caminho como antes esperado sobre a queda de juros;
  • A incerteza continua elevada, mas não muda significativamente e isso poderia significar uma redução no ritmo de queda de juros;
  • A incerteza passa a afetar mais fortemente as variáveis, aumentando os riscos de inflação;
  • A incerteza agrava e cria estresse, alterando o cenário base.

Apesar de muitas discussões ficarem em torno da política monetária e sobre o início ou ritmo de corte de juros em todo o mundo, de forma sincronizada, outro tema destaque foram as políticas fiscais e como tais políticas tem dificultado o trabalho do Banco Central.

Durante a pandemia, tanto a política monetária quanto a fiscal foram expansionistas de forma sincronizada. No entanto, percebemos que a política fiscal tem enfrentado diversos desafios para retornar à normalidade pré-pandemia. A economia americana é o maior exemplo disso. Além disso, a combinação desses déficits com juros altos tem acelerado a dívida da economia americana. Aqui no Brasil, também observamos o quão difícil é alcançar a chamada ‘harmonia entre a política monetária e a fiscal’, com desafios para estabilizar nossa dívida.

Assim, podemos resumir em algumas mensagens essa rodada de primavera do FMI. Primeiro, foco no Fed, quando começa o corte de juros por lá; segundo, os emergentes saem de cena do interesse dos investidores, pelo menos momentaneamente, até que os juros americanos comecem a cair; terceiro, o mundo precisa olhar o fiscal com mais cuidado.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Banco Central
  • Dolar
  • Federal Reserve
  • Fundo Monetário Internacional (FMI)
  • Juros
  • Política monetária

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    GPA pede recuperação extrajudicial: lojas do Pão de Açúcar podem fechar? Entenda o que muda

  • 2

    Holding Familiar: blindagem patrimonial ou ilusão fiscal? O que está por trás da estratégia que virou febre entre famílias de alta renda

  • 3

    CDBs de até 230% do CDI: como funcionam as ofertas promocionais e os cuidados antes de investir

  • 4

    Depois de saltar acima de US$ 100 por barril, petróleo perde força com declarações de Trump sobre a guerra

  • 5

    Ibovespa hoje fecha em alta, com disparada da Petrobras e falas de Trump sobre fim do conflito no Oriente Médio

Publicidade

Quer ler as Colunas de Bruno Funchal em primeira mão? Cadastre-se e receba na sua caixa de entrada

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Cadastre-se e receba Coluna por e-mail

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Inscrição feita com sucesso

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Calendário do IPVA em março de 2026: veja as datas de pagamento do Piauí
Logo E-Investidor
Calendário do IPVA em março de 2026: veja as datas de pagamento do Piauí
Imagem principal sobre o Calendário do IPVA em março de 2026: veja as datas de pagamento da Paraíba
Logo E-Investidor
Calendário do IPVA em março de 2026: veja as datas de pagamento da Paraíba
Imagem principal sobre o Calendário do IPVA em março de 2026: veja as datas de pagamento do Rio Grande do Norte
Logo E-Investidor
Calendário do IPVA em março de 2026: veja as datas de pagamento do Rio Grande do Norte
Imagem principal sobre o Calendário do IPVA em março de 2026: veja as datas de pagamento de Alagoas
Logo E-Investidor
Calendário do IPVA em março de 2026: veja as datas de pagamento de Alagoas
Imagem principal sobre o Saque-aniversário do FGTS 2026: qual é a data limite para o resgate do valor em março?
Logo E-Investidor
Saque-aniversário do FGTS 2026: qual é a data limite para o resgate do valor em março?
Imagem principal sobre o Saque-aniversário do FGTS 2026: quem ainda pode realizar o saque em março de 2026?
Logo E-Investidor
Saque-aniversário do FGTS 2026: quem ainda pode realizar o saque em março de 2026?
Imagem principal sobre o Calendário do IPVA em março de 2026: veja as datas de pagamento do Ceará
Logo E-Investidor
Calendário do IPVA em março de 2026: veja as datas de pagamento do Ceará
Imagem principal sobre o Bolsa Família: a antecipação depende do final do NIS?
Logo E-Investidor
Bolsa Família: a antecipação depende do final do NIS?
Últimas: Colunas
High yield não é fraude: o que explica os juros tão altos no crédito privado
Espaço do Especialista
High yield não é fraude: o que explica os juros tão altos no crédito privado

Gustavo Blasco, economista e fundador da GCB Investimentos explica o papel social do mercado de capitais e como diferenciar uma boa oportunidade de uma cilada

10/03/2026 | 14h01 | Por Gustavo Blasco, economista, gestor de recursos e fundador da GCB Investimentos
É verdade que ficou “impossível” morar em Portugal?
Valéria Bretas
É verdade que ficou “impossível” morar em Portugal?

A inflação perdeu força nos últimos anos, mas o mercado imobiliário segue pressionando o custo de vida no país

08/03/2026 | 06h30 | Por Valéria Bretas
Mulheres aprendem a cuidar de todos. Não do próprio dinheiro
Ana Paula Hornos
Mulheres aprendem a cuidar de todos. Não do próprio dinheiro

Quando o cuidado com os outros não vem acompanhado de autonomia financeira, a generosidade pode se tornar vulnerabilidade

07/03/2026 | 06h30 | Por Ana Paula Hornos
O maior erro de quem decide empreender no Brasil é abrir um CNPJ sem mudar a mentalidade
Carol Paiffer
O maior erro de quem decide empreender no Brasil é abrir um CNPJ sem mudar a mentalidade

O empreendedor precisa lidar com risco, incerteza e adaptação constante, senão vai continuar pensando como funcionário

06/03/2026 | 14h04 | Por Carol Paiffer

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador