Dentro do nosso ecossistema, tenho visto esse movimento ganhar forma de maneira muito consistente. Empresas que surgem com clareza de propósito, mas também com uma execução extremamente prática e, por isso mesmo, eficiente. Empreendedores que entenderam que quando se cria uma empresa, é para o consumidor, não para nós mesmos. E já que estamos no mês em que é comemorado o Dia da Mulher, por que não exaltar essa grande habilidade feminina: o olhar atento para as necessidades?
Para isso, separei aqui quatro exemplos, dentro de muitos que temos dentro da Dinastia: a Vitta Fresh, criada pela Carla Cardoso, olhou para um comportamento contemporâneo de consumo: as pessoas têm feito escolhas mais conscientes, que equilibram bem-estar, praticidade e leveza no dia a dia. Ela criou chás saudáveis, naturais, sem aditivos que fazem mal à saúde e com poucas calorias.
Já a Lidi Barbosa, depois de muito estudo e testes, criou a Roomy’s para fazer uma releitura de um dos produtos mais consumidos do mundo: o sorvete. Com uma fórmula sem leite, sem glúten e com ingredientes naturais, a marca mostra como é possível transformar um hábito tradicional em algo mais alinhado com saúde e estilo de vida contemporâneo.
A Isabel Tunas criou a Facilitoy, que resolve com objetividade uma demanda presente na rotina de muitas famílias: a praticidade e a economia. É o tipo de solução que simplifica, organiza e devolve tempo para os pais.
A Gabriela Faro, da Cocoon Baby, é outro exemplo disso. Mais do que um produto, ela traduz um cuidado genuíno com o universo materno, trazendo soluções que acompanham a rotina dos pais de bebês com sensibilidade e inteligência.
Troca constante de experiências, aprendizados e oportunidades
O que conecta todos esses negócios não é apenas o setor em que atuam, mas a forma como foram construídos. São empresas que nascem próximas da realidade. Que observam antes de executar. E que entendem que inovação, muitas vezes, não está em criar algo completamente novo, mas em fazer melhor o que já existe. Esse tipo de construção tem um impacto direto na forma como esses negócios crescem.
Eles não precisam “convencer” o mercado. Eles encontram espaço porque fazem sentido. E, cada vez mais, esse crescimento acontece dentro de um contexto maior: o de ecossistema.
Hoje, empreender deixou de ser uma jornada isolada. Existe uma troca constante de experiências, aprendizados e oportunidades que acelera o desenvolvimento dos negócios de forma muito mais consistente.
Iniciativas como o Impulso CNPJ, desenhado por mim na Shark Tank e-School, surgem justamente com esse objetivo: estruturar, organizar e potencializar empresas que já têm força, mas que, com direcionamento estratégico, conseguem crescer ainda mais.
A proposta é dar clareza e ajudar empreendedores a enxergarem o próprio negócio com mais estratégia e menos tentativa e erro. No fim, o que mais me inspira ao olhar para esse movimento é perceber que estamos construindo um mercado cada vez mais conectado com a vida real. Negócios mais atentos, mais eficientes e mais relevantes. Quando a construção parte de um olhar genuíno sobre o mundo, o crescimento deixa de ser apenas uma meta e passa a ser consequência.