• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Colunista

O que muda nos investimentos com a alta na Taxa Selic?

Devemos fazer ajustes em nossos portfólios e estarmos atentos às oportunidades que estão sendo criadas

Por Dan Kawa

24/03/2021 | 7:13 Atualização: 24/03/2021 | 9:30

Receba esta Coluna no seu e-mail
Reunião do Comitê de Política Econômica (Copom) do Banco Central (BC) (Foto: Beto Nociti/BCB)
Reunião do Comitê de Política Econômica (Copom) do Banco Central (BC) (Foto: Beto Nociti/BCB)

Na semana passada, o Banco Central do Brasil (BCB) anunciou uma alta de 75bps na Taxa Selic, a taxa básica de juros da economia. Além da alta, o BCB sinalizou que pretende elevar a taxa em mais 75bps em sua próxima reunião, dentro de 45 dias, para 3,5%.

Leia mais:
  • Quais os melhores investimentos com a alta da Selic?
  • Por que investir na poupança não vale a pena mesmo se Selic aumentar
  • Inter: com Selic a 2%, investidor deve diversificar portfólio
Cotações
22/04/2026 15h34 (delay 15min)
Câmbio
22/04/2026 15h34 (delay 15min)

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

O que isso muda para os seus investimentos? O que isso significa para o país?

A Taxa Selic é o instrumento utilizado pelo BCB para controlar o nível de inflação da economia, com impactos primários e secundários sobre o crescimento do país. Uma taxa de juros mais baixa, leva a um ambiente de mais estímulos. Consequentemente, mais crescimento e maior pressão altista sobre a inflação.

Publicidade

Quando a inflação está alta e/ou o crescimento está excessivamente elevado, causando expectativa de alta na inflação, o Banco Central eleva a taxa de juros, com o intuito de reduzir os estímulos econômicos e conter a escalada de preços, com efeitos primários e secundários sobre o crescimento, neste caso, com potencial de conter uma alta excessiva do crescimento e evitar pressões altistas na inflação.

Obviamente que as relações aqui não são perfeitas e muitos outros efeitos secundários, muitas vezes indesejáveis e inesperados, podem entrar nessa equação. Todavia, a título de simplificação, podemos tomar essas relações como verdadeiras.

O Brasil sempre foi um país onde as taxas de juros eram estruturalmente elevadas, por diversos fatores locais e históricos. As reformas econômicas implementadas nos últimos anos, além de um contexto internacional de juros baixos, e um contexto cíclico de inflação baixa no país, nos permitiram conviver com uma Taxa Selic de apenas 2% por alguns meses.

Este patamar era compatível com os juros de países desenvolvidos, uma taxa considerada bastante baixa e estimulativa para a economia e o crescimento.

Publicidade

Nos últimos meses, contudo, observamos o começo de um processo de alta e espalhamento da inflação, derivada de uma melhora do crescimento pós pandemia, da depreciação cambial, da quebra da cadeia produtiva devido a pandemia global, entre outros.

Diante deste contexto, os juros de 2% já não eram mais compatíveis com a realidade de inflação do país. Foi com este pano de fundo que o BCB optou, acertadamente, em iniciar um processo de normalização monetária, ou alta de juros.

É importante ressaltar que este processo não precisa ser visto como necessariamente negativo. Ele faz parte dos ciclos econômicos. Na realidade, o mercado de juros futuros, já previa o início deste processo. O “mercado” já trabalhava com uma perspectiva de altas bastante acentuadas nas taxas de juros, com a Selic chegando a patamares superiores a 8% nos próximos 5-6 anos.

Do ponto de vista dos nossos investimentos, dado que parte relevante deste processo já vinha sendo precificado, pouca coisa muda nas perspectivas de alocação.

Publicidade

No mercado de ações, devemos entender e identificar os setores mais sensíveis ao mercado de juros, não para evitá-los, mas para termos a realidade se há ali oportunidades de alocação ou riscos embutidos.

No mercado de crédito, muitos ativos atrelados ao CDI, sejam em percentual do CDI ou CDI+, poderemos voltar a identificar boas oportunidades de retorno ajustados aos riscos com um CDI mais elevado.

No mercado de renda fixa, dos títulos soberanos, já existem oportunidades de alocação com retornos que pareciam distantes há poucos meses. A velha máxima que começava a imperar de que “a renda fixa morreu” parece ter ficado para trás.

Mesmo com as taxas de juros mais elevadas, ainda teremos uma Selic historicamente baixa para os padrões locais. Isso não irá inviabilizar a diversificação dos investimentos para ativos menos líquidos, porém com excelentes perspectivas de retornos, como Venture Capital, Private Equity, ativos de Infraestrutura e afins.

Publicidade

Os Fundos Imobiliários continuarão crescendo e sendo excelentes oportunidades de alocação e investimento.

O ano de 2021 mal começou e os desafios que encontramos já se acumulam. A pandemia ainda é um problema global, mas, em especial, uma enorme tragédia para o país. O aumento da taxa de juros no mundo é um outro vetor que precisa ser monitorado, mesmo para nossos investimentos locais.

De todo modo, são nos desafios e nas adversidades que as oportunidades de investimento são criadas. Não devemos ver a alta de juros que irá ocorrer no Brasil como um divisor de águas para os nossos investimentos.

Continuamos em um processo de queda estrutural das taxas de juros no país. Devemos sim fazer ajustes pontuais em nossos portfólios e estarmos atentos às oportunidades que estão sendo criadas.

Publicidade

Continuo com uma visão construtiva para a normalização social e econômica que o Brasil e o mundo poderão atingir ao longo do ano, mas ciente das dificuldades e das cicatrizes que os eventos recentes irão deixar em nossa sociedade.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Conteúdo E-Investidor
  • Taxa Selic

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Inflação projetada para 2026 sobe e influencia Tesouro Direto; entenda o impacto dos juros mais altos sobre os títulos públicos

  • 2

    Ibovespa hoje fecha em leve alta com tensão no Oriente Médio e disparada do petróleo; dólar cai ao menor valor em 2 anos

  • 3

    Cresce a compra e a venda de ativos problemáticos no País: maioria busca retorno mínimo de 20%, diz EY

  • 4

    Ganhar dinheiro ou construir patrimônio? Entenda a diferença e por onde começar

  • 5

    Bolsa cara ou barata? Onde encontrar dividendos de até 13%

Publicidade

Quer ler as Colunas de Dan Kawa em primeira mão? Cadastre-se e receba na sua caixa de entrada

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Cadastre-se e receba Coluna por e-mail

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Inscrição feita com sucesso

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: 2 canais online para fazer a declaração
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: 2 canais online para fazer a declaração
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: 6 informações que você não pode declarar no app da Receita Federal
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: 6 informações que você não pode declarar no app da Receita Federal
Imagem principal sobre o Gás do Povo: o vale expirou? Entenda se você pode perder o benefício
Logo E-Investidor
Gás do Povo: o vale expirou? Entenda se você pode perder o benefício
Imagem principal sobre o 13º salário antecipado do INSS: idosos que recebem BPC têm direito ao dinheiro?
Logo E-Investidor
13º salário antecipado do INSS: idosos que recebem BPC têm direito ao dinheiro?
Imagem principal sobre o 13º salário do INSS antecipado: veja os períodos de pagamento de 2026
Logo E-Investidor
13º salário do INSS antecipado: veja os períodos de pagamento de 2026
Imagem principal sobre o Pé-de-Meia: quem pode realizar a autorização de uso pelo aluno pelo Caixa Tem?
Logo E-Investidor
Pé-de-Meia: quem pode realizar a autorização de uso pelo aluno pelo Caixa Tem?
Imagem principal sobre o Pé-de-Meia: responsáveis legais que não são os pais podem autorizar movimentação pelo Caixa Tem?
Logo E-Investidor
Pé-de-Meia: responsáveis legais que não são os pais podem autorizar movimentação pelo Caixa Tem?
Imagem principal sobre o Pé-de-Meia: alunos podem movimentar a Poupança Social Digital pelo Caixa Tem?
Logo E-Investidor
Pé-de-Meia: alunos podem movimentar a Poupança Social Digital pelo Caixa Tem?
Últimas: Colunas
Petrobras (PETR4) lidera ranking global em 2026, mas volatilidade do petróleo impõe teste de resistência às petroleiras
Einar Rivero
Petrobras (PETR4) lidera ranking global em 2026, mas volatilidade do petróleo impõe teste de resistência às petroleiras

Estatal supera pares globais e até o próprio petróleo em 2026, mas correção recente expõe um setor mais sensível a choques geopolíticos

22/04/2026 | 14h34 | Por Einar Rivero
O reinado do dólar questionado (não ainda ameaçado) e o Brasil no meio do jogo
Thiago de Aragão
O reinado do dólar questionado (não ainda ameaçado) e o Brasil no meio do jogo

Queda nas reservas globais, sanções à Rússia e avanço de sistemas alternativos aceleram busca por um “plano B” ao dólar com o Brasil em posição delicada entre EUA e BRICS

22/04/2026 | 09h34 | Por Thiago de Aragão
Quanto custa ir ao Rock in Rio Lisboa – e como o preço se compara ao Brasil
Quanto custa?
Quanto custa ir ao Rock in Rio Lisboa – e como o preço se compara ao Brasil

Ingressos partem de €89 em Portugal, enquanto edição brasileira chega a R$ 870; veja os detalhes

21/04/2026 | 17h50 | Por Quanto custa?
O banco dos aposentados que paga acima da média e quer atrair o investidor de dividendos
Katherine Rivas
O banco dos aposentados que paga acima da média e quer atrair o investidor de dividendos

Banco focado em aposentados combina dividendos acima da média com nova frente de crescimento no consignado privado

21/04/2026 | 06h30 | Por Katherine Rivas

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador