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Colunista

Volume não é tudo: entenda por que dividendos gordos podem ser ciladas

Esta análise revela um paradoxo que pode surpreender até o investidor mais atento; confira

Por Einar Rivero

09/07/2025 | 15:36 Atualização: 11/07/2025 | 10:51

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Mercado financeiro (Foto: Adobe Stock)
Mercado financeiro (Foto: Adobe Stock)

Na renda variável, o que os olhos veem nem sempre é o que os números entregam. Uma análise da Elos Ayta revelou um paradoxo que pode surpreender até o investidor mais atento: as empresas listadas na B3 que mais distribuem valores expressivos aos seus acionistas — mais de R$ 1 bilhão por ano desde 2021 — nem sempre são aquelas que oferecem o melhor retorno percentual via dividendos.

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Ou seja, pagar muito não significa necessariamente pagar bem.

Petrobras, Vale e Banco do Brasil: campeãs em volume

Entre 2021 e 2024, a campeã absoluta em volume foi a Petrobras (PETR4), com impressionantes R$ 466,2 bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio (JCP) desembolsados.

Na sequência, aparecem a Vale (VALE3), com R$ 156,0 bilhões, e o Banco do Brasil (BBAS3), completando o pódio com desembolsos de R$ 50,4 bilhões.

Empresas listadas na B3 que desembolsaram anualmente mais de R$ 1 bilhão em dividendos desde 2021 
Empresa Código Setor Dividendos desembolsados R$ Milhões 12 meses Dividend Yield 12M %
2021 2022 2023 2024 mar-25 2021 2022 2023 2024 30/06/25 Mediana Projetado próximos 12 meses (30Jun26)
Petrobras PETR4 Exploração refino e distribuição 72.718 194.609 98.178 100.692 99.965 19,94 58,84 29,58 21,22 14,66 21,22 17,77
Cemig CMIG4 Energia elétrica 1.416 2.094 1.823 4.294 4.294 10,69 13,50 11,59 15,05 19,35 13,50 17,72
Petrobras PETR3 Exploração refino e distribuição 72.718 194.609 98.178 100.692 99.965 19,59 54,52 25,85 20,27 13,81 20,27 16,36
JBS JBSS3 Carnes e derivados 7.425 4.462 2.248 4.459 6.679 12,75 5,27 4,55 12,04 18,59 12,04 15,37
Cemig CMIG3 Energia elétrica 1.416 2.094 1.823 4.294 4.294 9,47 9,55 7,99 11,42 15,66 9,55 12,53
Brasil BBAS3 Bancos 7.125 13.175 15.358 14.824 15.464 5,84 14,44 13,16 9,43 8,91 9,43 10,78
BBSeguridade BBSE3 Seguradoras 1.991 3.926 6.961 5.193 7.204 3,36 9,46 10,32 7,88 11,24 9,46 10,34
Rede Energia REDE3 Energia elétrica 2.583 1.453 1.893 1.535 2.301 8,77 7,98 13,17 8,82 9,88 8,82 9,72
Vale VALE3 Minerais metálicos 73.287 34.157 27.967 20.663 20.306 16,74 9,73 6,84 6,93 7,64 7,64 9,03
Itausa ITSA3 Holdings diversificadas 3.335 3.851 4.561 8.196 8.890 3,19 6,88 6,63 6,47 9,39 6,63 8,05
Itausa ITSA4 Holdings diversificadas 3.335 3.851 4.561 8.196 8.890 3,36 7,17 6,93 6,45 9,41 6,93 8,04
ItauUnibanco ITUB3 Bancos 6.397 6.999 10.714 21.903 26.328 3,99 5,34 5,75 8,37 9,81 5,75 7,58
Tim TIMS3 Telecomunicações 1.043 1.199 2.175 2.720 2.745 2,95 4,40 7,33 6,36 10,38 6,36 7,48
Sid Nacional CSNA3 Siderurgia 3.291 3.757 3.981 2.535 2.535 6,03 10,33 17,50 6,44 4,26 6,44 7,40
Ambev S/A ABEV3 Cervejas e refrigerantes 11.115 12.242 11.922 4.056 10.656 4,35 4,94 5,03 4,86 8,09 4,94 6,93
CPFL Energia CPFE3 Energia elétrica 4.298 3.872 3.570 3.480 3.479 11,37 12,08 8,69 7,15 8,54 8,69 6,84
ItauUnibanco ITUB4 Bancos 6.397 6.999 10.714 21.903 26.328 3,48 4,86 5,03 7,11 8,50 5,03 6,77
Bradesco BBDC3 Bancos 9.914 3.657 8.928 6.542 10.034 4,20 2,58 11,45 4,88 7,69 4,88 5,93
Bradesco BBDC4 Bancos 9.914 3.657 8.928 6.542 10.034 4,12 2,39 11,20 4,80 7,65 4,80 5,63
Santander BR SANB3 Bancos 9.996 7.556 5.655 5.619 5.547 6,44 7,51 5,97 5,04 5,84 5,97 5,48
Santander BR SANB4 Bancos 9.996 7.556 5.655 5.619 5.547 6,53 7,36 5,85 4,96 5,84 5,85 5,47
Santander BR SANB11 Bancos 9.996 7.556 5.655 5.619 5.547 6,72 7,48 5,92 4,99 5,86 5,92 5,42
Engie Brasil EGIE3 Energia elétrica 2.793 2.286 2.380 1.134 1.363 4,07 7,78 7,66 5,89 5,25 5,89 5,12
Gerdau GGBR3 Siderurgia 5.339 5.892 2.683 1.656 1.684 15,14 16,15 6,86 4,40 3,91 6,86 4,40
Gerdau GGBR4 Siderurgia 5.339 5.892 2.683 1.656 1.684 12,56 13,32 5,72 3,96 3,48 5,72 4,00
Telef Brasil VIVT3 Telecomunicações 4.901 5.709 3.833 2.532 2.532 7,45 4,20 8,93 3,55 4,84 4,84 3,55
Btgp Banco BPAC5 Bancos 1.746 2.025 2.845 2.995 3.270 2,28 4,21 4,64 2,92 3,69 3,69 3,02
Weg WEGE3 Motores compressores e outros 1.657 1.888 2.309 2.935 3.018 1,12 1,56 1,60 2,05 2,08 1,60 2,05
B3 B3SA3 Serviços financeiros diversos 6.705 2.610 2.036 2.044 1.815 5,42 4,23 2,91 2,78 2,88 2,91 2,03
Btgp Banco BPAC11 Bancos 1.746 2.025 2.845 2.995 3.270 1,67 3,13 3,26 2,28 2,78 2,78 2,03
Btgp Banco BPAC3 Bancos 1.746 2.025 2.845 2.995 3.270 1,15 1,71 2,01 1,60 1,84 1,71 1,24

*O dividend yield projetado só se realizara se o lucro da empresa nos próximos 12 meses for igual ou superior ao dos últimos 12 meses e a empresa mantiver a mesma politica de distribuição de dividendos dos últimos 12 meses nos próximos 12 meses.

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*O levantamento considera analise meramente quantitativa pelo que se recomenda analise mais aprofundada das empresas antes de efetuar qualquer investimento.

Na outra ponta, entre as 21 empresas listadas que cumpriram o critério de distribuição bilionária anual, a Tim Brasil foi a que menos pagou: R$ 7,13 bilhões no acumulado dos quatro anos.

É importante notar que os dados consideram o desembolso efetivo de caixa, e não meros provisionamentos de lucros. Ou seja: estamos falando de dinheiro que efetivamente saiu da empresa e foi parar no bolso dos acionistas.

Mas e o ‘dividend yield’?

Até aqui, nenhum mistério. O quadro fica mais complicado – e mais interessante – quando analisamos o dividend yield (DY) de 31 ações dessas 21 empresas, entre ordinárias, preferenciais e units. Isso porque o DY mostra, em termos percentuais, quanto o investidor recebe em dividendos em relação ao preço da ação — e é aí que mora a surpresa.

Apesar de distribuir os maiores valores absolutos, a Petrobras (PETR4) só lidera também em DY porque sua ação ficou descontada em parte do período. Sua mediana de DY entre 2021 e junho de 2025 foi de 21,22%, seguida pela PETR3 (20,27%) e pela Cemig PN (CMIG4), com 13,5%.

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Apenas quatro ações — PETR4, PETR3, CMIG4 e JBS (12,04%) — apresentaram mediana de DY acima de 10% nesse intervalo.

Ou seja: das 31 ações da amostra, nada menos que 19 tiveram DY abaixo da média ponderada do Ibovespa, que foi de 6,67% em 30 de junho de 2025.

A teoria explica: finanças e comportamento

De acordo com a teoria financeira clássica, especialmente o teorema de Modigliani & Miller, o valor de uma empresa não depende da política de dividendos, mas sim da sua capacidade de gerar retorno sobre o capital investido. O dividend yield elevado, portanto, não deve ser visto isoladamente como sinônimo de boa oportunidade de investimento.

Sob a lente das finanças comportamentais, a armadilha se intensifica. Investidores tendem a se encantar com valores nominais elevados (a empresa pagou R$ 20 bilhões) e esquecem de olhar o que realmente importa: quanto isso representa em relação ao preço da ação.

É o famoso viés da representatividade, que leva a generalizações simplistas do tipo “empresa que paga muito deve ser boa”.

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Há ainda mais armadilhas quanto levamos em conta o critério de sustentabilidade. Empresas podem pagar dividendos altos em anos pontuais, mas isso não significa que vão repetir o feito. Como lembra a própria Elos Ayta, a análise é quantitativa e não qualitativa — o que exige cuidado redobrado na hora de tomar decisões com base apenas nos números.

O que esperar dos próximos 12 meses?

A consultoria também projetou o dividend yield futuro de cada ação com base nos dividendos pagos até junho de 2025 e no preço das ações nessa mesma data.

O cálculo depende de três premissas fundamentais: o lucro das empresas continuará igual ou superior ao dos últimos 12 meses; a política de distribuição será mantida; e não houve no último ano algum pagamento extraordinário de dividendos, capaz de distorcer a base de cálculo.

Partindo dessas premissas, o ranking projetado é liderado pela PETR4, com DY estimado de 17,77%, seguida de muito perto por CMIG4 (17,72%), PETR3 (16,36%) e JBS (15,37%). Todas superariam, inclusive, a taxa Selic atual (15%).

Mais três ações completam o seleto grupo com DY projetado acima de 10%: Cemig ON (CMIG3), Banco do Brasil (BBAS3) e BB Seguridade (BBSE3).

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Na outra ponta, BTG Pactual (BPAC3) aparece com o menor DY projetado: 1,24%.

Números brutos só contam parte da história

As lições trazidas pelo estudo poderiam ser resumidas em três frases:

  • Volume não é sinônimo de retorno;
  • Dividendos não são eternos;
  • DY alto pode ser uma armadilha.

Acima de tudo, fica claro mais uma vez que o investidor precisa ir além dos números brutos. É fundamental observar o contexto da empresa, seu setor, ciclo de vida, previsibilidade de lucros e consistência da política de distribuição. Mais ainda: uma análise de dividendos deve andar de mãos dadas com a análise de fundamentos.

Afinal, dividendos são consequência, e não causa, da boa condução de uma empresa.

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