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Reclamações batem recorde e expõem erros e conflitos de interesse no mercado financeiro

Segundo a CVM, os registros de queixas por má conduta ou orientação inadequada cresceram 18% no último ano

Por Vitor Miziara

08/07/2025 | 15:07 Atualização: 08/07/2025 | 15:07

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Número de reclamações de investidores cresceu nos últimos meses (Foto: Adobe Stock)
Número de reclamações de investidores cresceu nos últimos meses (Foto: Adobe Stock)

Nos últimos meses, aumentou expressivamente o número de reclamações de investidores contra corretoras, assessores e plataformas de investimento. O movimento já aparece em dados oficiais: segundo a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), os registros de queixas por má conduta ou orientação inadequada cresceram 18% no último ano. No Banco Central, corretoras e distribuidoras figuram entre os setores com os maiores índices de insatisfação nos canais de atendimento ao consumidor.

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O Reclame Aqui também expõe esse cenário. São centenas de relatos que se repetem com nomes diferentes: “Me prometeram rentabilidade garantida”, “me indicaram um produto que não podia resgatar”, “não explicaram o risco”. Em comum, um padrão: o investidor não entende direito o que está comprando, e o profissional que deveria orientar se esconde atrás de contratos, jargões ou comissões.

E o mais preocupante? Essa estatística ainda está longe do topo.

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Embora existam canais formais como o ombudsman da B3, a própria CVM, o Banco Central e o Consumidor.gov.br, a maioria das pessoas sequer sabe da existência desses meios — ou não tem energia para encarar o processo. Sem apoio, os relatos somem em meio à burocracia. É David contra Goliath, mas com cláusulas em fonte 8 e prazos que vencem no final de semana.

Por que isso está acontecendo?

Existem dois pilares que sustentam essa crise de confiança: falta de educação financeira e conflito de interesses.

O primeiro é um problema estrutural. O Brasil ainda é um País onde milhões de pessoas investem pela primeira vez por meio de um vídeo no YouTube, uma dica no grupo da família ou a indicação de um “assessor de confiança” — que, em muitos casos, confunde o papel da assessoria com o da venda.

Essa fragilidade deixa o investidor vulnerável. Sem entender bem o que é risco, liquidez, horizonte ou perfil, ele acaba aceitando qualquer coisa que prometa retorno acima do CDI. E é aí que entra o segundo ponto: o modelo de remuneração baseado em comissão.

Corretoras e agentes autônomos ainda operam, em sua maioria, em estruturas que premiam quem vende mais, não necessariamente quem oferece o melhor aconselhamento. É um conflito clássico: o cliente acha que está sendo orientado, mas muitas vezes está apenas sendo direcionado para o produto que paga mais comissão. E como esse pagamento é, na maioria das vezes, invisível ao investidor, o problema cresce em silêncio.

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O agravante é que esse número tende a continuar crescendo. Porque os incentivos continuam distorcidos — e o investidor continua mal preparado.

Entre os relatos mais frequentes, um dos erros mais graves é a recomendação de produtos completamente desalinhados ao perfil do investidor. Pessoas conservadoras, com baixa tolerância a risco, acabam comprando ativos estruturados, fundos de baixa liquidez ou títulos indexados a variações cambiais sem compreender o que estão fazendo. Muitas vezes, nem mesmo são questionadas sobre objetivos de prazo, necessidade de resgate ou estabilidade financeira. O suitability, ferramenta obrigatória de adequação de perfil, vira apenas mais um clique para liberar a venda.

Há também casos ainda mais sérios: operações realizadas sem o consentimento explícito do cliente. Seja em carteiras geridas, seja em movimentações acordadas apenas verbalmente, há relatos de investidores que descobrem movimentações após o fato consumado — às vezes com perdas irreversíveis. E quando vão questionar, recebem explicações técnicas, citações contratuais ou são simplesmente ignorados. A sensação é clara: o sistema protege quem vende, não quem compra.

E talvez o mais comum — e perigoso — dos erros: a promessa de retorno garantido. Seja em fundos, previdência, criptomoedas ou “operações estruturadas”, a ideia de uma rentabilidade previsível e superior ao mercado continua sendo usada como isca. O discurso vem embalado em autoridade, planilhas, gráficos e muitas vezes, até selos falsos de aprovação. O investidor, mal informado, acredita. E quando o dinheiro desaparece, descobre que não há seguro, não há garantia — e, na maioria das vezes, ninguém com responsabilidade clara pelo estrago.

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Outro ponto que costuma passar despercebido — mas está por trás de boa parte das dores — é o uso de linguagem técnica para esconder riscos. O investidor ouve que o produto tem “volatilidade controlada”, que “há uma janela de resgate” ou que “a precificação é marcada a mercado”. Mas ninguém traduz isso. E quando precisa do dinheiro ou quando vem a perda, a resposta é a mesma: “estava no regulamento”. O problema é que esse regulamento raramente é lido — e quase nunca é compreendido.

Não à toa, começam a surgir soluções alternativas para mediar esse desequilíbrio.

Uma delas é a Investi Perdi, que ajuda investidores a resolverem problemas com corretoras, bancos, assessores e outros antes que o confliro avance para a esfera jurídica. Cada vez mais clientes e empresas buscam saídas amigáveis, evitando custas jurídicas e riscos de imagem. A empresa organiza os argumentos do cliente, formaliza o histórico da operação e atua como ponte entre o lesado e a instituição. E mais do que isso: ajuda o investidor a entender o que aconteceu — para não repetir o erro.

Esse tipo de serviço, que até pouco tempo seria impensável, cresce na medida em que cresce também a indignação. A quantidade de pessoas que busca ajuda especializada para reclamar, negociar ou reverter prejuízos reflete diretamente o descompasso entre discurso e prática no mercado. E tudo indica que esse movimento só tende a aumentar.

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A lição é clara: educação financeira não serve apenas para fazer o patrimônio crescer — ela serve, principalmente, para evitar cair em armadilhas. Saber como funciona um título de capitalização, por que um fundo pode travar, o que significa um investimento ‘estruturado’… tudo isso deveria ser básico. Mas não é. E enquanto não for, as reclamações vão continuar subindo.

O mercado financeiro está mudando. Mas o investidor só vai mudar de verdade quando souber fazer as perguntas certas — e entender as respostas antes de assinar qualquer contrato.

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