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Colunista

Empresas da B3 entregam alta modesta de receitas, mas margens e lucros recuam no 3º trimestre de 2025

Levantamento revela receita crescendo menos que a inflação, margens comprimidas, explosão das despesas operacionais e salto do endividamento

Por Einar Rivero

18/11/2025 | 16:03 Atualização: 18/11/2025 | 16:03

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Balanços do 3T25 mostram receitas fracas, margens menores, despesas em alta e endividamento crescente entre as empresas da B3, segundo a Elos Ayta. (Imagem: Adobe Stock)
Balanços do 3T25 mostram receitas fracas, margens menores, despesas em alta e endividamento crescente entre as empresas da B3, segundo a Elos Ayta. (Imagem: Adobe Stock)

A temporada de balanços do terceiro trimestre de 2025 mostrou um retrato claro, e desconfortável, da estrutura financeira das companhias não financeiras listadas na B3.

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Com base no levantamento consolidado pela Elos Ayta, que analisou 268 empresas com demonstrações publicadas na CVM e excluiu Americanas (AMER3) e Axia Energia (AXIA3) para evitar distorções estatísticas, o quadro mostra um trimestre de receitas em leve expansão, custos mais pressionados e uma deterioração visível das margens e do lucro final

Receitas crescem, mas abaixo do IPCA , e acima apenas do IGP-M

A receita líquida operacional atingiu R$ 931,5 bilhões no terceiro trimestre, alta de 3,64% frente aos R$ 898,8 bilhões do mesmo período de 2024.

O crescimento ficou abaixo da inflação medida pelo IPCA, de 5,17% nos 12 meses encerrados em setembro de 2025, um indicativo de que as empresas não conseguiram repassar totalmente os reajustes de preços.

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Ainda assim, o avanço da receita ficou acima da inflação medida pelo IGP-M, que acumulou 2,82% no mesmo período.

O quadro sugere um ambiente de demanda mais sensível a preços, além de setores ainda lidando com elevada competição.

Em outras palavras, as empresas não conseguiram repassar integralmente a alta de preços aos seus produtos e serviços, indicando um ambiente competitivo mais rígido ou uma demanda que não permite reajustes mais agressivos.

Custos sobem mais que as receitas e achatam o lucro bruto

O custo dos produtos vendidos (CPV) avançou 4,71%, ritmo superior ao da receita.

Com isso, o lucro bruto registrou crescimento tímido de 0,92%, chegando a R$ 255,1 bilhões.

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A compressão da margem bruta, queda de 0,74 ponto percentual, reflete a dificuldade crescente das empresas em compensar pressões de custos, que continuam atuando tanto no preço dos insumos quanto na logística e nos contratos atrelados à inflação

Despesas operacionais disparam e puxam o EBIT para baixo

O ponto mais sensível do trimestre foi o salto das despesas operacionais, que somaram R$ 108,6 bilhões, aumento expressivo de 18,27% em relação ao ano anterior.

Esse avanço impactou diretamente o lucro operacional (EBIT), que caiu 8,98%, para R$ 146,5 bilhões.

O comportamento sugere que a pressão sobre a estrutura, administrativa, comercial ou logística, foi mais relevante do que a pressão sobre a produção. Em períodos de inflação sobre serviços e reajustes de contratos, esse movimento tende a se intensificar.

Resultado financeiro piora apesar do recuo do dólar

Mesmo com uma queda de 2,54% no dólar Ptax no período, o resultado financeiro das companhias piorou.

As despesas financeiras aumentaram 21,59%, atingindo R$ 85,8 bilhões, enquanto as receitas financeiras cresceram 23,22%.

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O saldo final foi uma piora de 20,36% no resultado financeiro, que fechou negativo em R$ 48,4 bilhões.

O movimento sugere uma combinação de fatores: endividamento mais elevado, custo doméstico de juros ainda elevado e eventuais perdas em instrumentos financeiros, além de reflexos indiretos das tarifas impostas pelos Estados Unidos, que vêm pressionando custos corporativos ao longo de 2025.

Lucro líquido cai mesmo com aumento das receitas

Com margens comprimidas e despesa financeira crescente, o lucro líquido das empresas caiu 9,20%, encerrando o trimestre em R$ 79,1 bilhões, contra R$ 87,1 bilhões no terceiro trimestre de 2024.

O lucro antes de impostos (LAIR) recuou ainda mais: 18,76%.

Endividamento cresce e caixa fica estável

A dívida bruta das empresas somou R$ 2,21 trilhões, alta de 11,93%, enquanto a dívida líquida avançou 17,17%, alcançando R$ 1,56 trilhão.

O caixa, por sua vez, mostrou praticamente estabilidade: crescimento de 0,99%, para R$ 647,1 bilhões.

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Esse descolamento mostra que, com a elevação da dívida e o caixa quase parado, a alavancagem das empresas aumentou, o que ajuda a explicar a pressão adicional sobre o resultado financeiro.

Dividendos disparam, mesmo sem Petrobras

O volume total de dividendos distribuídos pelas empresas da amostra atingiu R$ 123,9 bilhões, um salto de 206,81% em relação ao mesmo trimestre de 2024.

A Petrobras (PETR3; PETR4) foi responsável por R$ 37,35 bilhões desse montante.

Mas mesmo excluindo a estatal, o desembolso cresceu 212,81%, chegando a R$ 85,54 bilhões, número que reforça a relevância da remuneração aos acionistas no período.

Margens e retorno caem

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As três principais margens corporativas recuaram:

  • Margem bruta: -0,74 p.p.
  • Margem EBIT: -2,18 p.p.
  • Margem líquida: -1,20 p.p.

O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) anualizado caiu de 15,11% para 12,01%, um declínio de 3,10 p.p.

O conjunto indica deterioração do desempenho operacional e financeiro, mesmo em um trimestre com alguma melhora nominal no câmbio e nas receitas.

Conclusão

O balanço consolidado do terceiro trimestre de 2025 mostra um mercado corporativo capaz de avançar modestamente em receitas, mas enfrentando pressões estruturais visíveis em custos, despesas e endividamento.

O cenário produzido pela Elos Ayta revela empresas que ampliaram sua atividade, mas tiveram dificuldade para transformar expansão de vendas em geração de valor, um recorte que reforça a necessidade de atenção ao ambiente competitivo, ao custo de capital e ao impacto das tarifas internacionais nos resultados corporativos.

 

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