• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Colunista

O que aprendi sobre dinheiro ao viajar para uma comunidade na Amazônia

Fiquei imerso em uma região afastada de centros urbanos para observar a relação da população com o dinheiro e dar aulas nas escolas

Por Evandro Mello

03/08/2024 | 7:55 Atualização: 02/08/2024 | 17:01

Receba esta Coluna no seu e-mail
No interior da Amazônia, quase ninguém usa Pix ou cartões de crédito e débito e muitos sequer possuem conta bancária.(Foto: Adobe Stock)
No interior da Amazônia, quase ninguém usa Pix ou cartões de crédito e débito e muitos sequer possuem conta bancária.(Foto: Adobe Stock)

Em São Paulo, o Pix já virou assunto velho. Estamos habituados a escutar sobre o uso de cartão de crédito com pontuação, investimentos via bancos e corretoras, entre outros recursos financeiros tecnológicos que parecem cada vez mais acessíveis. Mas quando saímos de grandes centros, a realidade muda.

Leia mais:
  • Interesse por educação financeira em escolas públicas aumentou? Veja pesquisa
  • A educação financeira do País só avançará quando for descentralizada, mas como fazer isso?
  • Como funciona a nossa “Divertida Mente” quando o assunto é dinheiro?
Cotações
01/03/2026 0h16 (delay 15min)
Câmbio
01/03/2026 0h16 (delay 15min)

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

No mês passado, viajei para a Amazônia a convite do Instituto Presbiteriano Mackenzie, que tem incentivado ações de descentralização da educação financeira no Brasil. E o que mais me surpreendeu foi que algumas regiões estão muito menos aceleradas, no sentido da digitalização financeira, do que eu imaginava.

Eu sempre tive o sonho de conhecer a Amazônia, a maior floresta tropical do mundo, da qual tanto falam. Poder conhecê-la não só em sua imensidão visual e de riquezas naturais, como também sobre o ponto de vista do seu povo, por meio do comportamento financeiro e empreendedor, foi enriquecedor.

  • Educação financeira: 59% dos brasileiros não sabe como organizar o orçamento

Conheci uma comunidade chamada Cuia, a 18 horas de Manaus de barco, pelos rios Negro e Solimões. Fiquei imerso por alguns dias em uma região bem afastada de centros urbanos com o objetivo de observar a relação deles com o dinheiro e dar aulas de educação financeira em escolas.

Publicidade

O que percebi? Que quase nunca falam sobre dinheiro.

A internet é muito ruim e os estabelecimentos que existem só aceitam dinheiro em espécie como pagamento. Quase ninguém utiliza Pix ou tem cartões de crédito e débito – muitos sequer possuem conta bancária. “Só falamos sobre dinheiro quando ele falta”, me disse um morador. Ou então, quando é necessário “ir à cidade grande (Manaus)”.

Nas escolas, conversando com jovens, mais da metade não sabia ao que diz respeito educação financeira e finanças pessoais. Muitos nunca sequer tinham escutado os termos e nenhum respondeu com convicção o que significam.

Como levar educação financeira para locais afastados de grandes centros?

O que tive na Amazônia foi a confirmação de algo que, na teoria, eu já sabia: a educação financeira precisa levar em consideração os cenários regionais. No caso de Cuia, cerca de 95% das famílias vivem da agricultura ou da pesca. E a produção é massivamente de subsistência.

Quando perguntados sobre seus sonhos, pouco mais da metade disse que deseja mudar a condição financeira da família e, para isso, entende que é preciso ir para outros lugares, viver outras realidades. Outros preferem continuar levando a mesma vida, mais simples, pois valorizam demais o contato com a natureza para deixar o local.

Publicidade

Mas quase nenhum tinha a percepção de que é possível melhorar a condição financeira sem abandonar suas raízes, permanecendo em Cuia e realizando apenas algumas viagens à capital amazonense ou outras comunidades locais, como já fazem.

  • Leia mais: Como a educação financeira mudou a vida profissional de um jovem africano

Para mostrar isso a eles, utilizei exercícios de planejamento financeiro e percepção comportamental. Também mostrei que existem diversas formas de empreendedorismo e que muito do que plantam, pescam e produzem ali pode ser vendido, se desejarem mais renda. Tudo de forma personalizada, de acordo com o cenário em que vivem.

Se em São Paulo, por exemplo, o custo com transporte público, por carro de aplicativo e/ou a gasolina precisa ser considerado no planejamento mensal das finanças. Lá em Cuia, é o custo da gasolina para o barco que deve ser planejado.

E apesar de não haver possibilidade de venda online ou grandes exportações, dá para profissionalizar e aprimorar o método de venda da farinha de mandioca, um de seus produtos, para a região e a capital Manaus. Técnicas de precificação e padronização de produção e entrega, por exemplo, são conhecimentos que valem para o contexto local.

Educação financeira e o combate às desigualdades

Por fim, posso dizer com certeza que nunca serei o mesmo após essa experiência na Amazônia. E que, mais do que nunca, acredito que a educação financeira, atrelada ao empreendedorismo, é o instrumento mais potente que temos para o combate às desigualdades sociais e econômicas.

  • Confira também: Os 7 erros que afastam o investidor da independência financeira

Ao mesmo tempo, estando lá, pude sentir na pele o quanto ainda temos desafios em falar para todos – e, principalmente, sermos ouvidos e compreendidos – sobre economia e educação financeira. Sem políticas públicas e incentivos reais de organizações sociais e empresas, não vejo caminho possível para isso. Assim, reforço que temos e devemos trabalhar em conjunto para diminuir as desigualdades e construir o Brasil que tanto queremos, o futuro começa hoje!

Quer apoiar projetos de educação financeira por todo o País? Então conheça a Multiplicando Sonhos.

Publicidade

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Brasil
  • dinheiro
  • Economia
  • Educação Financeira
  • Familias
  • Finanças
  • planejamento financeiro
  • projeto
  • Viagem

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    IR 2026: o que realmente muda e o que é mito na nova fase de fiscalização da Receita

  • 2

    Instabilidade política nos EUA enfraquece o dólar como porto seguro e beneficia Trump

  • 3

    Banco do Brasil: 8 sinais por trás da alta de 25% e 11 alertas no radar do investidor

  • 4

    Do ouro à inteligência artificial: descubra os ETFs recomendados pela XP para 2026

  • 5

    Ibovespa hoje fecha em queda com Vale (VALE3) em baixa e repercussão do balanço da Nvidia

Publicidade

Quer ler as Colunas de Evandro Mello em primeira mão? Cadastre-se e receba na sua caixa de entrada

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Cadastre-se e receba Coluna por e-mail

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Inscrição feita com sucesso

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Moradores de Juiz de Fora (MG) podem solicitar o saque calamidade do FGTS, após fortes chuvas
Logo E-Investidor
Moradores de Juiz de Fora (MG) podem solicitar o saque calamidade do FGTS, após fortes chuvas
Imagem principal sobre o Chuvas intensas: saque calamidade do FGTS é liberado para moradores de Minas Gerais
Logo E-Investidor
Chuvas intensas: saque calamidade do FGTS é liberado para moradores de Minas Gerais
Imagem principal sobre o Gás do Povo: como saber quais são os locais de revenda credenciados?
Logo E-Investidor
Gás do Povo: como saber quais são os locais de revenda credenciados?
Imagem principal sobre o Bolsa Família: qual grupo recebe o auxílio hoje (27)?
Logo E-Investidor
Bolsa Família: qual grupo recebe o auxílio hoje (27)?
Imagem principal sobre o INSS: qual grupo recebe o benefício hoje (27)?
Logo E-Investidor
INSS: qual grupo recebe o benefício hoje (27)?
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: o que é a malha fina?
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: o que é a malha fina?
Imagem principal sobre o Saque-aniversário: veja 2 exemplos de bloqueio do saldo do FGTS
Logo E-Investidor
Saque-aniversário: veja 2 exemplos de bloqueio do saldo do FGTS
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: 4 motivos para cair na malha fina
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: 4 motivos para cair na malha fina
Últimas: Colunas
A reforma tributária agora vai muito além do universo empresarial tradicional
Samir Choaib
A reforma tributária agora vai muito além do universo empresarial tradicional

Sob o discurso da simplificação, nova lógica amplia o alcance da tributação sobre atividades econômicas e pressiona o modelo associativo a se reorganizar

28/02/2026 | 07h30 | Por Samir Choaib
Bitcoin no divã: por que o rótulo de “ouro digital” pode aprisionar a tese e limitar investimentos
Fabrício Tota
Bitcoin no divã: por que o rótulo de “ouro digital” pode aprisionar a tese e limitar investimentos

Após forte alta e correção recente, o Bitcoin volta a levantar dúvidas no mercado sobre seu papel como reserva de valor

27/02/2026 | 14h59 | Por Fabrício Tota
Do hype aos novos preços na bolsa: como a IA está mudando o jogo das empresas de software
William Castro
Do hype aos novos preços na bolsa: como a IA está mudando o jogo das empresas de software

Nova onda de inteligência artificial domina as atenções em Wall Street e reacende o debate sobre o futuro das empresas de SaaS

26/02/2026 | 17h04 | Por William Castro, estrategista-chefe da Avenue. Colaboração, Tito Ávila, Sócio Fundador da LIS Capital
Guardem dinheiro: um pai sustenta 5 filhos, mas 5 filhos não sustentam um pai
Fabrizio Gueratto
Guardem dinheiro: um pai sustenta 5 filhos, mas 5 filhos não sustentam um pai

Brasil envelhece rápido e terá menos contribuintes; sem poupança própria, depender da Previdência ou dos filhos será cada vez mais incerto

26/02/2026 | 14h27 | Por Fabrizio Gueratto

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador