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Colunista

Bitcoin: o competidor que faz o CDI e Ibovespa comerem poeira

A cripto atropela expectativas, supera índices tradicionais e se consolida como peça estratégica em carteiras diversificadas

Por Fabrício Tota

18/07/2025 | 15:33 Atualização: 18/07/2025 | 17:33

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O Bitcoin foi o ativo de melhor desempenho em 63 dos últimos 120 meses (Foto: Adobe Stock)
O Bitcoin foi o ativo de melhor desempenho em 63 dos últimos 120 meses (Foto: Adobe Stock)

“Imagine dois corredores: um, de passada constante, avança sem tropeços, não chega a impressionar, mas também não para. O outro, mais ousado, dispara em sprints, mas de vez em quando tropeça, cai, levanta e segue adiante.”

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O leitor mais atento talvez tenha sentido certo déjà vu ao ler o parágrafo acima. Não é por acaso: o trecho foi publicado há poucas semanas pelo meu colega de coluna aqui no E-Investidor, Einar Rivero, em um belo artigo que comparava o desempenho do CDI e do Ibovespa nos últimos 10 anos – confira a coluna mencionada.

Permita-me propor um complemento: imagine agora que um terceiro corredor entra na pista, o Bitcoin. Mais jovem, nascido há apenas 16 anos, ele corre ao lado de veteranos: o Ibovespa, que já vive há mais de meio século, e o Certificado de Depósito Interfinanceiro (CDI), que se avizinha dos 40 anos. E que entrada do jovem competidor!

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O Bitcoin parece excêntrico, difícil de entender à primeira vista. Tem um estilo inconstante, movimentos erráticos, e seus tropeços ao longo do caminho poderiam facilmente levá-lo à eliminação sumária, pelo menos aos olhos dos mais céticos. Mas não. Ele insiste, acelera, dispara, desacelera e, quando menos se espera, desaparece lá na frente, abrindo voltas de vantagem. Em termos de performance, é um fenômeno absoluto. Os dados dos últimos 10 anos não deixam dúvidas: o terceiro corredor não apenas alcançou os veteranos. Ele os atropelou.

A corrida de 10 anos: CDI vs Ibovespa vs Bitcoin

Para comparar o desempenho desses “corredores” financeiros, tomemos a largada em 12 de junho de 2015 com 100 pontos base para cada um. Dez anos depois, em 12 de junho de 2025, eis os resultados: o CDI teria 243 pontos, o Ibovespa, 257 pontos, e o Bitcoin incríveis 78.358 pontos. Em outras palavras, R\$100 aplicados em Bitcoin nessa data teriam se transformado em cerca de R\$78 mil, frente aos R\$243 no CDI ou R\$257 no IBOV. É uma diferença de dois graus de magnitude.

Vale notar que utilizamos 12 de junho como marco comparativo para manter consistência com o texto anterior do Einar. Mas a data traz uma feliz coincidência: além de marcar o Dia dos Namorados, foi exatamente em 12 de junho de 2013 que aconteceu a primeira negociação de Bitcoin registrada em uma exchange brasileira (o MB | Mercado Bitcoin), ao preço de R\$249.

Ou seja, no Dia dos Namorados de 2013 nascia oficialmente no Brasil um romance de longa data entre investidores e o Bitcoin. De lá pra cá, essa paixão só se intensificou.

Volatilidade e fôlego: picos e tombos do terceiro corredor

O CDI corre em terreno plano: entregou retorno positivo todos os anos. O índice variou entre 2% e 14% ao ano nas janelas analisadas. O Ibovespa enfrentou algumas ladeiras: quedas como em 2016 (-7%), 2020 (-6%) e 2022 (-18%), e também fortes altas em anos de bonança (+39% em 2021).

O Bitcoin, por sua vez, é bem mais radical: altas anuais de três dígitos (+305% em 2017; +282% em 2021; +192% em 2024), mas também anos de queda (-27% em 2022; -6% em 2023). Ainda assim, o saldo acumulado é esmagadoramente positivo.

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O Bitcoin foi o ativo de melhor desempenho em 63 dos últimos 120 meses; Ibovespa em 33, CDI em 24. Seus cinco maiores saltos diários variaram de 16,8% a 43%, algo que nenhum outro ativo replicou. O máximo drawdown (perda máxima no período) do Ibovespa chegou a 47% na pandemia de 2020. O do Bitcoin: 82% entre 2017 e 2019. Volatilidade é o nome do meio desse terceiro corredor.

Mas essa volatilidade é o preço da inovação, como destaca um relatório da Coinbase Asset Management. O tempo de mercado costuma vencer o timing de mercado. Quem tenta adivinhar topos e fundos do Bitcoin costuma perder os melhores dias. Para quem tem estômago para o longo prazo, a história tem sido generosa.

O sprint avassalador e a quebra de expectativas

Em 1º de março de 2024, publiquei neste mesmo espaço o artigo “É tarde para comprar Bitcoin?”. Na véspera, o ativo valia R$ 305 mil. Desde então, o que parecia caro ficou barato: pouco mais de um ano depois, o Bitcoin mais que dobrou de preço, atingindo R$ 678 mil em julho de 2025, a maior cotação nominal da história no Brasil.

E não parou por aí. Só no último mês, saltou de US$ 105 mil para US$ 123 mil (+17%) e de R$ 588 mil para R$ 678 mil, um avanço de 15% em questão de dias. Desde a publicação daquele artigo de 2024, a valorização acumulada em reais é de impressionantes 122%. Quem esperou “um bom ponto de entrada”, “uma correção para comprar melhor”, ficou a ver navios.

O valor de mercado do Bitcoin superou US$2,3 trilhões, ultrapassando o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil. E mais uma vez, quem achou que o bonde tinha passado viu o Bitcoin acelerar como nunca. Como tantas vezes na década passada, o ativo atropelou o ceticismo com números.

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Por que ainda não é tarde: a urgência de ter Bitcoin no portfólio

Ficar com 0% em Bitcoin hoje não é cautela. É negligência. O ativo entregou 80% ao ano compostos na última década. Não há paralelo. Larry Fink, CEO da BlackRock, fala em alocações institucionais de 2% a 5%. Ric Edelman, veterano da indústria financeira, sugere até 40% para perfis agressivos. Isso não é fanatismo, é leitura do mercado.

  • Leia mais: ETF de bitcoin da BlackRock se torna o ETF mais rápido da história a acumular US$ 70 bilhões

Estudo recente do Mercado Bitcoin mostra que alocar 1%, 5% a 10% em Bitcoin melhora o retorno ajustado ao risco de uma carteira típica brasileira (60% renda fixa e 40% em Ibovespa). O Bitcoin é descorrelacionado, escasso e global. Tem fundamentos próprios, ciclos distintos e um papel claro como reserva de valor digital.

Em um mundo de inflação persistente e dívida global elevada, o Bitcoin se torna estratégico. Como diz meu amigo Anthony Bassili, da Coinbase, que divulgou um estudo recente sobre como incluir Bitcoin nos mais diversos portfolios: “just get off zero”.

Não é mais tão cedo, mas ainda dá tempo

O Bitcoin largou depois e chegou muito à frente. Estar 100% fora dele hoje é mais arriscado do que estar um pouco dentro. A cada ciclo, mais adesão, mais institucionalização, mais consolidação. É um erro clássico de viés comportamental achar que o preço alto significa que a oportunidade passou. O papel do Bitcoin mudou: de curiosidade para ativo macro. E ainda há muito pela frente.

Para o investidor brasileiro, há ainda o componente cambial: o Bitcoin funciona como hedge (proteção para tentar diminuir os efeitos da volatilidade do mercado financeiro sobre seus ativos) contra o real. Ele é negociado 24 horas no mundo todo. Escasso, descentralizado, seguro.

Um ativo com melhor retorno da década, e com muito a entregar. Ignorá-lo é luxo que poucos podem se dar. Enquanto muitos ainda debatem se o Bitcoin merece estar na pista, ele vem mostrando que entregou resultados e tem muito fôlego para o que ainda está por vir.

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