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Por que este deve ser o melhor investimento de 2026?

Com juros altos, crédito restrito e regulação mais rígida, fundos de recebíveis emergem como investimento lógico, previsível e menos dependente do ciclo político

Por Fabrizio Gueratto

08/01/2026 | 14:01 Atualização: 08/01/2026 | 14:13

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Em um cenário de juros elevados e crédito travado, os FIDCs ganham espaço em 2026 como alternativa aos títulos públicos. Com retornos próximos de 20% ao ano e maior previsibilidade, esses fundos se destacam pela conexão direta com a economia real. (Imagem: Adobe Stock)
Em um cenário de juros elevados e crédito travado, os FIDCs ganham espaço em 2026 como alternativa aos títulos públicos. Com retornos próximos de 20% ao ano e maior previsibilidade, esses fundos se destacam pela conexão direta com a economia real. (Imagem: Adobe Stock)

Alguns movimentos do mercado só ficam claros quando a poeira baixa. O avanço dos FIDCs é um deles. Em 2026, esse tipo de fundo deve ocupar uma posição que antes pertenceu aos títulos públicos: a de investimento mais lógico em um país que convive com juros altos, crédito travado e demanda crescente por estruturas capazes de transformar risco em retorno previsível. E esse retorno não é apenas teórico.

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Na prática, diversos fundos vêm entregando resultados em torno de 20% ao ano, dependendo da qualidade do lastro, da modelagem e do perfil de risco das operações, algo que os coloca com vantagem sobre grande parte das alternativas tradicionais do mercado.

O ponto de partida está no próprio sistema de crédito. Bancos ficaram mais seletivos, empresas continuam precisando de capital e o spread segue pressionado pela incerteza fiscal. Nesse vácuo, os FIDCs amadureceram. O que antes era um mercado visto como técnico e restrito virou um instrumento com governança mais rígida, operações mais bem estruturadas e originação mais profissional. Não é coincidência que o setor tenha atraído novos players justamente quando o crédito tradicional perdeu capacidade de atender a economia real.

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Outro fator decisivo para 2026 é a mudança regulatória. O Banco Central passou a autorizar novas instituições a operarem como Sociedade de Crédito, Financiamento e Investimento (SCFI). Isso reorganiza o jogo. A entrada de instituições reguladas pelo Banco Central aumenta o padrão de supervisão, reduz assimetria de informação e eleva a qualidade das carteiras que chegam aos fundos. Quanto mais regulado o ambiente, menor o desvio operacional e maior a previsibilidade dos fluxos.

A combinação de mercado mais maduro e regulação mais dura gera um efeito imediato: retorno alto com risco controlado. Isso coloca o FIDC em uma categoria rara no Brasil, a dos ativos que não dependem do humor político para entregar resultado. Eles dependem da qualidade do lastro, da disciplina, da estrutura e da competência da gestora. Em um ano eleitoral, essa independência vale mais do que qualquer projeção macroeconômica otimista.

Outro ponto costuma passar despercebido: os FIDCs capturam a realidade diária da economia. Recebíveis de empresas, financiamentos, carteiras pulverizadas, setores que não param porque o calendário político muda. É dinheiro que circula independentemente de Brasília. É exatamente esse vínculo com a economia real que explica por que esses fundos podem entregar retornos robustos mesmo quando outros investimentos ficam presos à volatilidade do ciclo.

A disputa entre os ativos para 2026 não será sobre quem promete mais, mas sobre quem depende menos de condições externas para funcionar. No cenário atual, FIDC é um dos poucos produtos que atendem a esse critério. Ele não precisa de Selic a 20%, nem de bolsa a 200 mil pontos, nem de câmbio estável para entregar performance. Precisa apenas de estrutura, gestão e disciplina. E hoje o mercado oferece as três.

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Enquanto boa parte dos investimentos ainda reage ao que o governo faz, o FIDC já responde ao que o mercado precisa.

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