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Colunista

Até os gigantes se dão mal: a derrocada da dona do Facebook

Demissão de 11 mil funcionários é só uma das decisões difíceis que a Meta terá de enfrentar para sobreviver

Por Junior Borneli

11/11/2022 | 15:04 Atualização: 11/11/2022 | 15:04

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Foto: Reuters
Foto: Reuters

A Meta, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp demitiu 11 mil pessoas esta semana. Um comunicado oficial da empresa anunciou os cortes e os funcionários demitidos foram informados por e-mail. Muitas pessoas passaram a madrugada acordados, checando a caixa de entrada.

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Essas 11 mil pessoas representam 13% da força de trabalho da Meta. O movimento parecia inevitável, já que os custos da empresa subiram muito nos últimos trimestres.

A Meta vive seu momento mais delicado. Perde usuários, a receita cai, a despesa sobe e a incerteza sobre o futuro do “metaverso” só aumenta. E, com isso, a pressão dos investidores sobe.

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Ninguém sabe o que vem pela frente e está onda de demissão pode ser apenas a primeira, de muitas.

Até os gigantes caem. Estabilidade, definitivamente, não existe. Olha isso:

2014: Facebook estava avaliado em US$ 230 bilhões.

2022: Facebook tem um valuation de US$ 237 bilhões.

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A empresa de Mark Zuckerberg foi fundada em 2004. Em 10 anos, ela atingiu o incrível valor de US$ 230 bilhões. Porém, nos 8 anos seguintes, chegou no mesmo lugar.

Sua avaliação já chegou a US$ 1,1 trilhão, mas desde que colocou todas as suas fichas no metaverso, o Facebook viu seu valor despencar mais de US$ 800 bilhões.

Lá em 2014, os investidores olhavam para o futuro do Facebook e enxergavam um oásis, sem concorrentes diretos, sem TikTok, sem muitas mudanças de comportamento.

Hoje, em 2022, esses mesmos investidores olham para o futuro e não enxergam o mesmo “metaverso” que Mark enxerga. E existe um TikTok, que se mostrou melhor em prender a atenção das pessoas.

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A Meta tem um desafio e tanto pela frente.

 

 

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